Numa entrevista coletiva transmitida ao vivo pela BandNews e pela CNN, o senador Marcos do Val (Podemos-ES) deu um passo atrás em sua decisão anterior de renunciar ao mandato e mudar-se para os Estados Unidos. De madrugada, o senador capixaba havia anunciado, pelo twitter, que entregaria o cargo e voltaria a trabalhar com treinamento de policiais de grupos especiais, depois de tornar pública a tentativa de envolvê-lo num golpe para impedir a posse de Lula.
No final da manhã, Do Val convocou a imprensa e mudou de ideia, renunciando à ideia de renúncia. E disse ter feito isso após conversar com a filha e com seus assessores e analisar que, se ele sair, quem assume é a primeira suplente, com quem não tem nenhuma relação pessoal, segundo afirmou.
Na verdade, o post do senador parece ter sido feito para criar um factóide, já que, mesmo antes dele anunciar que não renunciaria mais, a deputada estadual Janaína Paschoal (PRTB-SP) já havia garantido nas mídias nacionais que ele não renunciaria.
Em 2018, Do Val se elegeu pelo Cidadania, que confirmou à CNN que a primeira suplente, Rosana Foerste,segue filiada à sigla. Ela ingressou no partido em 2015. Desde a migração de Eliziane Gama (MA) do Cidadania para o PSD, a legenda de Roberto Freire está sem representação na Casa Alta de Brasília.
Marcos do Val se elegeu para o Senado com uma chapa puro-sangue em 2018. Ele na época era filiado ao PPS (que mais tarde se tornou o Cidadania), assim como seus dois suplentes, Rosana Foerste e Ronaldo Libardi. Do Val deixou a legenda em 2019, rumo ao Podemos. (Da Redação)
























