
A secretária de Educação de Barra de São Francisco, Delma Ker, e o professor Lucas Fonseca, deram algumas pistas do que será a educação nos próximos anos, em seminário de abertura do ano letivo, em Barra de São Francisco. Apesar de não terem citado nem uma vez o projeto Escola do Futuro, em suas falas durante o seminário, eles deram pistas de que o município já está se preparando para entrar no projeto.
Nesta quinta-feira, 2, a Secretaria Estadual de Educação iniciou a certificação de cinco escolas que aderiram à Escola do Futuro. Por enquanto, todas elas na Grande Vitória, mas o projeto deve se espalhar rapidamente para o interior. (Saiba mais abaixo).
“Se você parar para pensar, há 20 anos, era muito mais fácil tentar conquistar sua atenção. Pense só. Na televisão, você tinha menos opções de entretenimento, poucos canais e a competição pelo seu tempo era bem menor. Hoje, com a internet e o acesso fácil a milhões de conteúdos, sua atenção é muito mais disputada”, relata o site Escola em Movimento.
Delma, no seminário disse o mesmo em palavras diferentes, mas citou, inclusive, o seu filho, de 18 anos, que tem forte capacidade de aprendizado na área de Tecnologia de Informação e lembrou que existem pelos menos sete tipos de inteligência diferentes.
“Na televisão do passado, você não tinha muita escolha. E todos assistiam, porque as opções eram mais escassas. Você ficou mais exigente para consumir conteúdos e assuntos que são mais do seu interesse, porque agora existe essa possibilidade, logo, ficou muito mais difícil conseguir a sua atenção. Agora inverta essa mesma lógica para a sala de aula. Pense em alunos que já nasceram nessa era, em que as opções são diversas, e desde cedo são bombardeados por muitos estímulos. O mesmo modelo de sala de aula, em que o aluno fica o tempo todo ouvindo o professor, faz o mesmo sentido?”. Indaga o site.

Perfis
Cada aluno ali tem o seu perfil, uns aprendem melhor com vídeos, ou aulas, ou livros; outros, na prática.
Uns têm mais aptidão para a matemática, outros para ciência. E para conseguir prender atenção de todos o professor precisa ter uma abordagem mais genérica.
No futuro, os estudantes terão ferramentas que vão se adaptar às suas capacidades.
Os estudantes que encontram dificuldade em determinada matéria, terão a oportunidade de praticar mais até atingirem o nível requerido.
Como o processo de ensino será personalizado, as dificuldades poderão ser mais facilmente enfrentadas, já que os obstáculos que cada estudante encontra são diferentes.
Essa possibilidade permitirá um aprendizado maior dos alunos, porque vai diminuir a falta de confiança deles.
Os professores terão a condição de ver claramente o que cada estudante precisa em cada uma das áreas.

O que nos diferencia das máquinas?
Vários estudiosos temem que a inteligência artificial não somente mude o mercado de trabalho, como também elimine a necessidade de muitos trabalhos, aumentando o número de desempregados em todos os países.
Sob este aspecto, a educação torna-se cada vez mais importante, afinal, quanto menos conhecimento, maiores as chances de ser trocado por uma máquina inteligente e que aprende sozinha.
Por mais que existam muitos pensamentos pessimistas sobre este cenário, existem também os que encontram novas oportunidades.
O empreendedor Seth Godin traz uma perspectiva muito interessante em seu livro: “Linpchin: Você é indispensável?”
Basicamente, ele diz que a forma de sobreviver nesse mercado e não ser apenas mais uma engrenagem é sendo um artista.
Fazer arte, no sentido em que descreve, significa ser humano, inovador e capaz de ajudar e presentear pessoas.
No livro, ele faz críticas fortes ao sistema de ensino atual que acaba favorecendo uma lógica que torna as pessoas facilmente substituíveis.
Segundo ele, as escolas formam alunos que se tornam trabalhadores conformados e que apenas seguem as regras estabelecidas, sem questionarem.
Os ensinamentos de Godin indicam uma escola do futuro menos pragmática, e que estimule mais a criatividade e a ousadia.
Seus argumentos fazem todo sentido quando falamos do avanço da inteligência artificial. Se existe uma forma de garantir uma sociedade mais próspera no futuro, é bom as escolas estimularem as características inteiramente humanas que não podem ser automatizadas.
Na Forbes, Godin diz que o novo sistema educacional está oferecendo aos alunos novas oportunidades para ganharem habilidades, ao invés apenas de memorizarem informações.
s melhores estudantes, segundo ele, serão aqueles que tem capacidade de realizar seus projetos, e usam seu conhecimento para resolver problemas e liderar melhor.
Qual o impacto a tecnologia terá na educação?
Você já sabe que o impacto que a tecnologia causa em nossas vidas é cada vez maior.
Nas escolas, a tecnologia já permite também novas possibilidades, para otimizar o trabalho dos colaboradores, facilitar o relacionamento com as famílias e potencializar o aprendizado dos alunos.
O uso da Inteligência Artificial, Gamificação e Realidade Virtual serão cada vez mais comuns para ajudarem alunos a se desenvolverem.
A capacidade de fazer análise de dados será também uma característica de muita relevância, e que vale a pena ficar por dentro.
As tecnologias de comunicação também tendem a evoluir bastante e vão permitir que a escola tenha um relacionamento ainda mais próximo das famílias.
Sempre gostamos de usar uma famosa frase de Steve Jobs: “A tecnologia não é nada. O que é importante é que tenha fé nas pessoas, que basicamente são boas e inteligentes, e se lhes deres ferramentas, elas vão fazer coisas maravilhosas com elas.”
Este pensamento mostra a visão que devemos ter da tecnologia, para que possamos usá-la para potencializar o que fazemos de bom.
É importante também pensar em discutir um uso saudável da tecnologia. Afinal, o excesso de seu uso pode ser prejudicial à saúde emocional, saiba mais lendo este artigo.
A gestão da aprendizagem, o treinamento dos professores e o relacionamento com as famílias são atividades que dificilmente a sua escola conseguirá delegar.
O motivo não é difícil de entender: todas essas tarefas são o coração da escola.

Escolas do Futuro no ES
O ano letivo nas escolas da Rede Pública Estadual de Ensino teve início nesta quinta-feira (02) com uma novidade: a implantação da certificação Escola do Futuro em cinco unidades sediadas na Grande Vitória. Na manhã desta quinta-feira (02), o governador Renato Casagrande e o secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, estiveram no Centro Estadual de Ensino Fundamental e Médio em Tempo Integral (CEEFMTI) Pastor Oliveira de Araújo, em Vila Velha, para lançar o Programa e recepcionar os novos profissionais da educação ingressantes do último concurso público.
“Estamos iniciando o ano letivo em nossas escolas com muita alegria e uma novidade, que são as Escolas do Futuro, com um ambiente apropriado para que a comunidade escolar, tanto professores quanto alunos, se envolvam cada vez mais em um ambiente com mais tecnologia, inovação e criatividade. Por isso, o nosso investimento em laboratórios e equipamentos”, pontuou o governador.
Casagrande ressaltou ainda o foco na formação dos professores para que eles possam interagir efetivamente com o aluno e “deixá-lo voar”. “Queremos formar pessoas completas não só em termos de conteúdos, mas também com capacidade de serem criativas e de enfrentarem problemas no seu dia a dia. Iniciamos com o programa em cinco escolas e aos poucos vamos expandindo para as demais unidades da rede estadual”, salientou.
“O programa Escola do Futuro é uma certificação para escolas que já existem e que fazem um trabalho importante com o uso da tecnologia, inovação e experimentação. O objetivo é que a Sedu apoie, com uma política intencional e estruturada, as ações educacionais com o emprego em larga escala de tecnologia e inovação para a criação de ambientes modernos e de muita experimentação para todos os componentes curriculares, de forma que os professores e alunos desenvolvam as competências de ensinar e aprender, pensando nas demandas do século 21”, destacou o secretário Vitor de Angelo.
A certificação Escola do Futuro visa a fomentar a inovação nas escolas, vinculando os projetos pedagógicos à transformação de características físicas, estéticas e tecnológicas. Para isso, professores das unidades inicialmente certificadas receberam uma capacitação específica, que teve como proposta proporcionar a vivência prática baseada na aprendizagem criativa, além de provocar uma reflexão sobre a intencionalidade pedagógica; auxiliar os professores a elaborarem experiências de aprendizagem alinhadas à cultura digital. Os temas abordados foram “Aprendizagem Criativa”, “Gamificação” e “Ferramentas Digitais”.
Estão certificadas como Escola do Futuro o CEEFMTI Pastor Oliveira de Araújo, em Vila Velha; a Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Mario Gurgel, em Vila Velha; a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Hunney Everest Piovesan, em Cariacica; a EEEFM Major Alfredo Pedro Rabaioli, em Vitória; e a EEEFM Marinete de Souza Lira, na Serra. (Da Redação com site Escola em Movimento)


























