A notícia de que um grupo de jovens francisquenses está com uma coceira de origem desconhecida, deu ao site TNL mais de 10 mil visualizações nesta sexta-feira, 26, após entrevista com um jovem empresário da cidade que está há mais de dois meses com o problema e não encontra solução. Saiba mais abaixo:
Mas, ainda ontem, o jornal Estado de Minas publicou matéria onde especialista associam o uso da Ivermectina, um antiparasitário que foi incluído no “Kit Covid” sem comprovação científica da sua eficácia contra o vírus, como responsável do surto da escabiose, mais conhecida como sarna humana, que se alastra na Região Metropolitana do Recife (RMR) e teve registro de caso em um bebê de dois meses, no litoral de São Paulo.
A suspeita é de que os jovens de Barra de São Francisco também estejam com escabiose (sarna humana).
Mesmo comprovadamente ineficaz, alguns profissionais continuam prescrevendo a substância. Enquanto outras pessoas tomavam por conta própria, seguindo recomendações de alguns planos de saúde e dos integrantes do “gabinete paralelo”, que teria sido formado para aconselhar o presidente Jair Bolsonaro.
Estudos e profissionais de medicina destacam a ineficácia do antiparasitário e dizem que seu uso em excesso pode trazer consequências devastadoras. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), publicado no dia 15 de agosto deste ano, evidenciou que o abuso desse remédio pode ter desenvolvido a superresistência do Sacorptes scabiei, ácaro responsável pela doença (sarna humana)
Espalhados em Olinda, Jaboatão, São Lourenço, Camaragibe, Paulista e Recife, os pacientes se queixam de uma intensa coceira intensa que evolui para feridas e escoriações na pele. Esses ferimentos podem ser penetrados por bactérias e desencadear infecções secundárias, podendo ser leves, moderadas ou muito graves.
E não é somente no Nordeste que os casos estão tomando proporções preocupantes, no litoral de São Paulo também está tendo vários relatos da escabiose, dos quais um bebê de 2 meses chegou a ser internado devido à gravidade da contaminação.
A dermatologista Soraya Neves, cooperada da Unimed-BH, salienta que comprovado ou não a relação entre os surtos e o uso indiscriminado da ivermectina, a doença pode causar aumento da mortalidade em crianças – devido às infecções secundárias – além dos riscos à saúde da população em geral.
Além do aumento da dosagem e uso repetitivo da Ivermectina, condições climáticas e socioeconômicas também podem ter contribuído para a evolução do parasita. Por se tratar de uma condição extremamente contagiosa, é essencial ficar atento aos hábitos de higiene, as pessoas que moram no mesmo domicílio ou as pessoas com quem se convive.
“Não adianta nada tratar só o doente em si e não tratar a comunidade em que se vive, ou as pessoas com quem se convive. Também não adianta fazer o tratamento, tomar remédios, usar pomadas, e não mudar os hábitos de higiene”, explica a médica.
Para prevenir a escabiose, é necessário lavar as roupas, passá-las, tomar banho diariamente, trocar e higienizar as roupas de cama. Já para tratá-la, existem dois tipos de tratamento: o tópico, que consiste em administrar o medicamento diretamente sobre a lesão cutânea, e o tratamento via oral. Vale lembrar que um não exclui o outro, tudo vai depender do estado de avanço da infecção. (Da Redação com Portal Estado de Minas)

























