De vez em quando, o Painel de Homicídios do Observatório da Segurança Pública no Espírito Santo é alterado para a troca da classificaçáo de mortes violentas de homicídio para latrocínio ou de latrocínio para homicídio.
Essa classificação permite à Secretaria de Segurança Pública (Sesp) traçar um perfil mais adquado da violência no Estado e do controle da criminalidade, como aconteceu com o caso da mulher que desapareceu em Guaçuí, no Sul do Estado, e que, após o corpo ser encontrado, foi registrada como homicídio.
Em 24 horas, o caso de Guaçuí foi reclassificado como latrocínio em função das descobertas feitas pelos investigadores da Polícia Civil da cidade, que levaram à apreensão de um menor de 17 anos – ele confessou o crime de roubo seguido de morte, o que reclassificou a ocorrência.
De acordo com dados do Observatório da Segurança Pública, no item Crimes Violentos Lentais Intencionais, que reune informações de homicídios dolosos, feminicídios, latrocínio e lesão corporação seguida de morte, os latrocínios representam apenas 3,11% dos crimes contra a vida – dados de 2017, ano em que ocorreu a greve da Polícia Militar e registoru 1.462 mortes no Estado, a 2026, numa espiral decrescente com redução de quase 50% nessa criminalidade.
Os homicídios correspondem a 94,97% dessas mortes, que somam 10.845 até 12 de maio. Em seguida, vêm latrocínios com 3,11%, lesão corporal seguida de morte com 1,48% e feminicídio com 0,44%.
Nesse período de nove anos e 122 dias, o Espírito Santo registrou 10.845 mortes violentas. É como se a população inteira de uma cidade como Águia Branca (no Noroeste do Estado) simplesmente deixasse de existir.
Entre as dez primeiras cidades, Serra lidera as ocorrências com 1.541 mortes no período, seguida de Cariacica com 1.309; Vila Velha – 1.288; Linhares, a cidade mais violenta do interior do Estado, com 668 mortes; Vitória – 665; São Mateus – 448; Cachoeiro de Itapemirim – 296; Guarapari – 282; Aracruz – 226 e Colatina – 204.
O que surpreende é Jaguaré, com 30 mil habitantes, figurar logo atrás com 182 mortes violentas no período. (Da Redação)






















