O motorista que foi preso pelas Polícias Federal e Rodoviária Federal durante uma ação de fiscalização no último sábado (09.05) na Rodovia Presidente Dutra, entre São Paulo e Rio de Janeiro, é de Campos dos Goytacazes, norte fluminense, a 240km de Vitória.
O profissional transportava 50kg de cocaína embalada em pacotes de 1kg e acondicionados em caixas de papelão na cabine do caminhão, que fazia transporte de cargas lícitas.
Todas as embalagens traziam impressa a figura de um bubalino e a inscrição “Buffalo“, o que pode dar à Polícia uma importante pista para identificar os proprietários do material.
A droga, segundo apurou a Polícia, era destinada ao Espírtio Santo, sem maiores informações a que cidade se destinava. As autoridades também não revelaram quanto o motorista recebeu para fazer o transporte e nem a qual facção a droga pertencia.
A ação ocorreu durante fiscalização realizada no âmbito da operação Missão Redentor II. A considerar o seu Estado de origem, a maior probabilidade é de que a droga foi enviada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para faccionados no Espírito Santo.
Considerando as estimativas de custo em torno de R$ 25 mil o kg, o prejuízo para a organização criminosa dona da droga pode passar de R$ 1 milhão.
Durante vistoria, os policiais localizaram tabletes de cocaína acondicionados em caixas de papelão no interior da cabine, sem relação com a carga lícita transportada.
O investigado foi conduzido à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro, juntamente com o veículo e o material apreendido. Ele poderá responder pelo crime de tráfico interestadual de drogas.
De acordo com a Polícia Federal, essa apreensão reflete as diretrizes da Força-Tarefa Missão Redentor II, no escopo da ADPF 635 (STF), que trata do monitoramento de operações como garantia de direitos fundamentais dos moradores de favelas e alcançados por operações policiais.
“O objetivo prioritário destas ações é a desarticulação logística e financeira das organizações criminosas, garantindo o bloqueio das rotas rodoviárias utilizadas para o escoamento de drogas e armamento, mesmo quando o Rio de Janeiro é utilizado apenas como corredor de passagem para outras regiões”, diz nota da Polícia Federal. (Da Redação)






















