O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentou nesta quinta-feira, 27, os dados da PNAD Contínua relativos ao primeiro trimestre de 2021 (janeiro-fevereiro-março). No período havia 269 mil desocupados no Espírito Santo, número que não apresentou variações significativas. A população ocupada atingiu 1,818 milhão de pessoas, apresentando estabilidade em relação ao trimestre anterior e queda de 4,2% (80 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2020, destaca-se, ainda, o aumento de 12,0% (140 mil pessoas) na população fora da força de trabalho.
A taxa de desocupação no Estado foi de 12,9% no primeiro trimestre de 2021, mantendo-se estável na comparação com o trimestre anterior (13,4%) e apresentando aumento significativo em relação ao primeiro trimestre de 2020, quando a taxa era de 11,1%.
60 mil pessoas estavam desalentadas no ES
Segundo dados da pesquisa, havia 60 mil desalentados no Espírito Santo, no primeiro trimestre de 2021. Na comparação com o trimestre anterior, não houve variação significativa. Em relação ao primeiro trimestre de 2020, o aumento foi de 44,6% (18 mil pessoas).
Desalentadas são aquelas pessoas que gostariam de trabalhar e estariam disponíveis, porém não procuraram trabalho por acharem que não conseguiriam trabalho adequado, por serem consideradas muito jovens ou idosas, por não terem qualificação ou experiência profissional ou por não haver trabalho na localidade.
738 mil pessoas trabalham na informalidade
A PNAD Contínua registrou uma proxy da taxa de informalidade de 40,6% no trimestre de janeiro a março de 2021, correspondendo a 738 mil ocupados informais no Espírito Santo. No trimestre anterior, a taxa era de 39,2%.
Rendimento médio do trabalho chega a R$ 2.337 no ES
Estimado em R$ 2.337, o rendimento médio real habitual de todos os trabalhos, no primeiro trimestre de 2021, não apresentou variação estatisticamente significativa em relação ao trimestre anterior e nem em relação ao mesmo trimestre do ano anterior no Espírito Santo.
No Brasil, desocupação chega a 14,7%
A taxa de desocupação no Brasil atingiu 14,7% no trimestre de janeiro a março de 2021, recorde da série histórica, iniciada em 2012, com alta de 0,8 pontos percentuais (p.p.) frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2020 e alta de 2,5 p.p. ante ao mesmo trimestre de 2020.
A população desocupada (14,8 milhões de pessoas) também é recorde da série histórica, crescendo 6,3% (mais 880 mil pessoas desocupadas) ante o trimestre de outubro a dezembro de 2020 (13,9 milhões de pessoas) e subindo 15,2% (mais 1,956 milhão de pessoas) frente ao mesmo trimestre móvel do ano anterior (12,9 milhões de pessoas).
A população ocupada (85,7 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre móvel anterior e caiu 7,1%, (menos 6,6 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020.
O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) chegou a 48,4%, caindo 0,5 p.p. frente ao trimestre móvel de outubro a dezembro (48,9%) e recuando 5,1 p.p. em relação a igual trimestre de 2020 (53,5%).
A taxa composta de subutilização (29,7%) subiu 0,9 p.p. frente ao trimestre móvel anterior (28,7%) e subiu 5,3 p.p. frente ao mesmo trimestre de 2020 (24,4%).
A população subutilizada (33,2 milhões de pessoas) cresceu nas duas comparações: 3,7% (mais 1,2 milhão de subutilizados) frente ao trimestre móvel anterior e 20,2% (mais 5,6 milhões de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2020.
A população fora da força de trabalho (76,5 milhões de pessoas) ficou estável ante o trimestre anterior e cresceu 13,7% (9,2 milhões de pessoas) frente a igual trimestre de 2020.
A população desalentada (6,0 milhões de pessoas) é recorde da série histórica, ficando estável frente ao trimestre móvel anterior e crescendo 25,1% ante o mesmo período de 2020. O percentual de desalentados na força de trabalho ou desalentada (5,6%) ficou estável frente ao trimestre móvel anterior (5,5%) e subiu 1,3 p.p. ante o mesmo período de 2020 (4,3%).
O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 29,6 milhões de pessoas, com estabilidade frente ao trimestre anterior e queda de 10,7% (menos 3,5 milhões de pessoas) frente ao mesmo período de 2020.
O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (9,7 milhões de pessoas) caiu nas duas comparações: 2,9% ante o trimestre móvel anterior e 12,1% (menos 1,3 milhão de pessoas) frente a igual trimestre de 2020.
O número de trabalhadores por conta própria (23,8 milhões) teve alta de 2,4% frente ao trimestre móvel anterior (mais 565 mil de pessoas) e ficou estável na comparação anual.
A categoria dos trabalhadores domésticos (4,9 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre anterior, mas recuou 17,3% (-1,0 milhão de pessoas) ante o mesmo período de 2020.
Informalidade – A taxa de informalidade foi de 39,6% da população ocupada, ou 34,0 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa havia sido 39,5% e no mesmo trimestre de 2020, 39,9%.
Rendimento – O rendimento real habitual (R$ 2.544) ficou estável em ambas as comparações. Já a massa de rendimento real habitual (R$ 212,5 bilhões) ficou estável ante o trimestre móvel anterior e caiu 6,7% frente ao mesmo trimestre de 2020 (menos R$ 15,2 bilhões). (Weber Andrade com Agência IBGE)


























