Por Weber Andrade*
Parece mentira. Quanto mais campanha de conscientização a Prefeitura e o Governo do Estado fazem, quanto mais mortes acontecem, mais as pessoas insistem em desobedecer as medidas de isolamento social. Nesta segunda-feira, 5, alguns trechos do centro de Barra de São Francisco mais parecia um formigueiro, com pessoas se aglomerando em filas na porta de farmácias, lojistas do comércio não essencial abrindo as portas e colocando clientes para dentro sem nenhum temor da fiscalização, que percorre a cidade, impotente para conter tanta gente, muitos sem máscaras, ou usando o equipamento no queixo.
O prefeito Enivaldo dos Anjos, ora ameaça, ora tenta persuadir as pessoas através da oferta de recompensas, mas são poucos os que estão preocupados. E por incrível que pareça, o assunto na maioria das são as mortes que acontecem todos os dias.
-Lá no meu bairro morreu um ontem, o Josias, você conhece? Indaga uma mulher que conversa com a amiga na fila de uma farmácia na avenida Prefeito Manoel Vilá
-Não, lá no meu também morreu um, o Denilson do Bar. Retruca a outra. Ambos estão conversando com a máscara abaixo do queixo, mas quando a nossa reportagem tenta fotografar elas se apressam em ajeitar a máscara no rosto, cobrindo a boca e o nariz.
Perto dali uma lojista conversa com uma cliente na porta da loja e, quando apontamos o celular, ela se apressa em fechar a porta.
A triste realidade que vive Barra de São Francisco pouco difere da maior parte do país. Com milhares de porta por dia e poucas vacinas e o Brasil, caminho a passos largos para o caos na saúde e na economia.
Pandemia não vai acabar tão cedo
Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), não é realista acreditar que o mundo vai derrotar a pandemia da covid-19 até o final deste ano.
O diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, afirmou que o vírus continua ativo, levando em consideração que o número global de novos casos aumentou esta semana, após sete semanas consecutivas de queda.
“Seria muito prematuro e eu diria carente de realismo pensar que vamos acabar com o vírus até o final deste ano”, disse Ryan em entrevista coletiva.
“Mas acho que o que podemos interromper, se formos inteligentes, são as hospitalizações, as mortes e a tragédia que esta pandemia traz”, acrescentou.
Ryan ressaltou que o objetivo da OMS é diminuir os níveis de contágio, ajudar a prevenir o surgimento de variantes e também reduzir o número de pessoas que adoecem.
*Com OMS
































