A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu, na manhã desta quarta-feira (18), um motorista por embriaguez ao volante durante fiscalização no km 65 da BR-262, em Marechal Floriano. O teste do bafômetro deu 1,42mg de álcool por litro de sangue.
O limite de erro dos bafômetros, definido pelos fabricantes, é de 0,04mg/l, embora a legislação brasileira considere tolerância zero para o teste. A media de 1, 42mg/l é considerado um estado que beira o coma alcoólico, de acordo com especialistas, afetando coordenação motora, visão, estado mental e fala.
Para um homem adulto, de peso médio de 80kg, esse nível de álcool sugere o consumo aproximado de 7 a 10 doses de bebidas destiladas, 2,5 a 3 litros de cerveja (7 a 8 latas) ou 1,5 garrafa de vinho.
O FLAGRANTE
Por volta das 07h44, a equipe realizava patrulhamento quando visualizou um veículo Chevrolet/Vectra SD Expression, de cor cinza, trafegando em zigue-zague e em baixa velocidade, gerando risco aos demais usuários da rodovia. O automóvel foi imediatamente abordado.
Durante a fiscalização, os policiais constataram que o condutor apresentava sinais evidentes de embriaguez, como olhos vermelhos, fala arrastada, dificuldade de equilíbrio e odor etílico. O motorista, que não portava documentos pessoais, identificou-se e admitiu ter ingerido bebida alcoólica pouco antes da abordagem.
Submetido ao teste do etilômetro, o resultado foi de 1,42 mg/l de álcool por litro de ar alveolar — índice que configura crime de trânsito e representa quase cinco vezes o limite legal.
O condutor foi encaminhado à Delegacia de Polícia Judiciária de Venda Nova do Imigrante para os procedimentos legais. O veículo foi removido ao pátio credenciado ao Detran devido ao licenciamento em atraso.
Os policiais rodoviários ainda foram surpreendidos por uma adaptação manual de acionar a embriagem.
A PRF reforça que dirigir sob efeito de álcool é uma das principais causas de sinistros graves e mortes nas rodovias federais. A instituição segue intensificando as fiscalizações para coibir condutas imprudentes e preservar vidas. (Da Redação com PRF/ES)
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