Policiais que tentaram adquirir armas de uso pessoal por meio dos sites criados e operados por um casal preso na manhã desta terça-feira (20) no Espírito Santo tinham seus dados repassados para o Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa baseada em São Paulo com características de máfia internacional.
A informação foi passada em entrevista coletiva pelo delegado-chede do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), da Polícia Civil do Espírito Santo, Fabrício Dutra.

A prisão do casal, no bairro Vista da Serra II, foi feito em conjunto com Policiais da DHPP Central de São Paulo, que chegaram ao Estado de avião.
“Isso, por si, já demonstra a importância da prisão para enfrentar esse esquema de captação e lavagem de dinheiro do PCC”, observou Dutra.
O casal é capixaba e foi descoberto pela Polícia Civil de São Paulo. A parte masculina do casal já havia sido presa no Espírito Santo, por estelionato, mas o homem estava solto, beneficiado pelo beneplácito da lei.
“A mulher continuou operando o mesmo sistema e o homem, quando saiu, voltou para o esquema criminoso e criou outros sites fraudulentos, passando-se por delegado federal. As armas nunca eram entregues”, disse a delegada Gabriela Enne, do DEHPP.
De acordo com o delegado Dutra, a quadrilha tem muitos membros e atuava em todo o Brasil, coordenada pelo casal capixaba.
“Pará além da fraude de venda e não entrega das armas está a associação com o PCC, que, de posse das informações dos policiais, poderia organizar ataques, usar esses dados para novas fraudes ou até mesmo para chantagear e recrutar para o crime”, disse Dutra.
De acordo com o delegado Fabrício Dutra, chefe do DEHPP, o casal é especialista em fraudar CACs para vendas de armas de fogo. Os indivíduos eram um braço da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) que tentava se instalar no Espírito Santo.
A prisão do casal capixaba, em apoio à Polícia Civil paulista, ocorre poucos dias após a operação que levou à prisão de uma delegada recém-empossada em São Paulo por associação ao PCC.
A delegada Layla Ayub formou-se em Direito no Espírito Santo, onde foi estagiária da Defensoria Pública Estadual e integrou por oito anos os quadros da Polícia Militar capixaba, até 2022.
O namorado dela, que também foi preso, é apontado como um dos líderes do PCC no Estado do Pará e ela atuou como advogada de membros da organização. (Da Redação)



























