Eleito no último domingo (12) para completar o mandato de seu antigo companheiro de partido, afastado pela Justiça por ligações com o crime organizado, o Edvaldo Neto (Avante), de Cabedelo (PB), não durou mais 48 horas no cargo.
Edvaldo foi afastado após uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta terça-feira (14), que investiga um esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e a ligação de agentes políticos com uma facção criminosa.
O afastamento ocorreu dois dias depois das eleições suplementares de Cabedelo, quando Edvaldo foi eleito.
O afastamento de Edvaldo Neto foi determinado por decisão da Justiça. Edvaldo já ocupava o cargo de prefeito de forma interina desde 2025, quando o então prefeito André Coutinho (Avante) foi cassado, também por suspeita de relação com facção criminosa.
A reportagem do G1 tentou falar com o prefeito, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem. A defesa de Edvaldo Neto, não foi localizada.
Segundo a investigação, um consórcio entre políticos da alta cúpula do município, empresários e integrantes da facção “Tropa do Amigão”, braço do “Comando Vermelho”, pode ter movimentado até R$ 270 milhões em contratos fraudulentos.
As diligências são executadas em regime de força-tarefa entre a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba, por intermédio do Gaeco, e a Controladoria-Geral da União.
Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão. Um dos endereços foi um apartamento do prefeito Edvaldo Neto, localizado em Intermares. A Polícia Federal ainda não detalhou material apreendido.
Além do afastamento do prefeito, outros servidores públicos foram afastados por determinação judicial, para preservar a investigação e impedir a continuidade das condutas. Os nomes dos demais servidores afastados não foram divulgados até o momento. (Da Redação com G1 Paraíba)
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