Os dados sobre o envelhecimento populacional apurados pelo Censo 2020 do IBGE apontam que Barra de São Francisco tem 7.226 habitantes com mais de 60 anos e 5.005 com mais de 65 anos. Se levada em conta a idade ‘entrada’ na velhice aos 60 anos, o município avançou em 46,16% na quantidade de idosos, em relação ao Censo 2010, quando havia 4.944 pessoas com 60 anos ou mais.
(Veja tabela mais abaixo)
Levando em consideração a população de 42.498 pessoas, o número de idosos com 60 anos ou mais corresponde a 17% dos habitantes.
Elevando para 65 anos a idade de ‘entrada’ na velhice, teríamos hoje 5.005 pessoas no município em 2022, contra 3.542 em 2010, um aumento de 41,30% na quantidade de idosos.
Levando em consideração a população de 42.498 pessoas, o número de idosos com 65 anos ou mais corresponde a 11,77% dos habitantes.
A faixa populacional que mais cresceu entre os idosos foi justamente a 60 a 64 anos, que tinha 1.402 pessoas em 2010 e hoje tem 2.221, um incremento de 58,41%.
Mais de 100
A única faixa etária acima dos 60 anos em que houve redução do número de pessoas em Barra de São Francisco foi a de 100 anos ou mais. Em 2010 o município tinha 13 pessoas centenárias e, em 2022 o número caiu para 10 pessoas com mais de 100 anos de idade.

Projeto Avivar
Ideia do prefeito Enivaldo dos Anjos, o projeto batizado de Avivar é coordenado pela profissional de Educação Física Cleidmar de Almeida Rezende, que conta com uma equipe multidisciplinar composta por dezenas de profissionais especializados.
Para se ter uma ideia da grandeza do projeto, até o momento têm sido disponibilizados, centenas de exames e consultas mensais com os médicos residente do programa, além de outras, com especialistas.
Para Cleidinha, o sucesso do Projeto Avivar está ligado ao amor da equipe pelo trabalho e também pela mescla de atividades físicas, de lazer e cuidados com a saúde, que dão aos idosos e idosos a sensação de estarem totalmente amparados pelo poder público.
O objetivo do Programa Avivar é oferecer atendimento adequado aos idosos, com equipe multiprofissional, promovendo a manutenção da capacidade funcional e da autoestima e contribuindo para o envelhecimento ativo e saudável.
Além de ofertar atividades preventivas de saúde, que são realizadas nas academias Boa Forma e Barra Fitness, e também no Clube Vale do Sol e Escola Municipal João Bastos, dentro do programa os idosos também tem acesso à assistência social e consultas médicas com clínico geral, além de consultas com especialistas de geriatria, reumatologista, nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta e outras.
Até o momento cerca de 1.100 idosos realizaram cadastro. Ao ingressar no programa, o idoso preenche cadastro com os dados pessoais e dados relativos à saúde e uso de medicação. E antes de iniciar as atividades físicas e recreativas, o idoso participante será submetido a avaliação médica para elaboração de laudo de aptidão.
Brasil
Segundo o IBGE, o Brasil teve o maior salto de envelhecimento entre os censos. A idade mediana do brasileiro passou de 29 anos para 35 anos, entre 2010 e 2022. Em 2010, a cada 31 idosos (com 65 anos ou mais), o país tinha 100 jovens de até 14 anos. Agora, são 55 idosos para cada 100 jovens.
O Censo 2022 também revela que 4.396 municípios brasileiros têm ao menos um idoso com 100 anos ou mais entre os residentes.
Cidades com menos de 20 mil habitantes lideram o ranking dos maiores percentuais de centenários em relação ao número total da população. Veja o ranking das 20 cidades com maior percentual:
Segundo o IBGE, alguns fatores estão por trás da tendência demográfica de envelhecimento da população. Os principais são:
A taxa de fecundidade dos brasileiros diminuiu ao longo das últimas décadas. Esse índice aponta o número de nascidos a cada 1 mil mulheres em idade fértil. O IBGE não divulgou o valor atual, mas dados de censos anteriores mostram uma queda constante nas últimas décadas – era 6,16 em 1940; 2,39 em 2000; e 1,9 em 2010.
Entre o censo anterior e o mais recente, inclusive, o país passou por dois momentos de redução mais significativa de nascimentos, segundo o IBGE: em 2016, em razão da onda de infecções do zika vírus; e após 2020, com a pandemia de Covid-19. Esses dois períodos, aliados à queda de fecundidade constante, estão por trás do aumento da idade mediana dos brasileiros e do salto dos índices de envelhecimento.
Esse processo se acelerou principalmente entre 2010 e 2022. Os dados do IBGE mostram que o salto de envelhecimento da população brasileira no período foi o maior entre os duas edições do censo desde 1940.
Em 1940, havia 5,6 idosos (65 anos ou mais) para cada 100 jovens (até 14 anos).
Esse índice de envelhecimento aumentou de forma constante, mas tímida, nas décadas seguintes. Ele começou a acelerar a partir da década de 1990, quando o país tinha 13,9 idosos para cada 100 jovens.
Entre 2010 e 2022, ele passou de 30,7 para 55,2 idosos para cada 100 jovens. (Da Redação com IBGE)
























