Macaé/RJ – Uma operação da Polícis Federal no litoral Norte do Estado do Rio, nesta quarta-feira, (20/5), frustrou o possível tráfico humano envolvendo uma recém-nascida de apenas 20 dias.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Anjos da Guarda para apurar a possível prática do crime de tráfico de pessoas, envolvendo uma criança recém-nascida e a tentativa de sua retirada irregular do território nacional com destino à Espanha.
Na ação, policiais federais da Delegacia da PF em Macaé (DPF/MCE) cumpriram um mandado de busca e apreensão no município de Armação dos Búzios/RJ, em desfavor da mãe da criança e da mulher que estava responsável pela recém-nascida e a levaria para a Espanha.
A investigada em questão também está proibida de deixar o território nacional devido a medida cautelar diversa da prisão.
As diligências também contaram com a atuação conjunta da 1ª Promotoria de Justiça de Armação dos Búzios, que entrou com o pedido de busca e apreensão da recém-nascida, e do Conselho Tutelar, que resgatou a criança e a manteve numa casa de acolhimento.
A investigação foi iniciada após colaboradores e policiais federais que atuam no Posto da PF em Cabo Frio/RJ identificarem circunstâncias atípicas durante um atendimento relacionado ao requerimento de passaporte de uma criança que havia nascido há apenas 20 dias.
Durante a análise do pedido, chamou atenção o fato de ter sido apresentada autorização para viagem internacional desacompanhada dos genitores, permitindo que a criança pudesse deixar o país sem a presença de seus pais ou responsáveis legais. A situação foi considerada incompatível com a reduzida idade da menor.
Além disso, foram constatadas divergências entre informações cadastrais e documentais apresentadas, bem como o fato de que a mãe da criança não possuir passaporte válido nem solicitou documento de viagem para si, apesar de ter providenciado a emissão do passaporte da filha recém-nascida.
No decorrer do atendimento, policiais federais também observaram que os cuidados com a criança eram exercidos predominantemente pela mulher que acompanhava a mãe biológica, mesmo não possuindo qualquer relação de parentesco com ela.
As apurações posteriores identificaram que essa mulher já estaria com a guarda de fato da criança desde a alta hospitalar após seu nascimento, sem qualquer procedimento formal.
A investigação ainda indica que a criança seria levada nos próximos dias para a cidade de Madri, na Espanha – país para o qual a mulher que estava com a recém-nascida possui histórico frequente de deslocamentos internacionais.
Durante o cumprimento do mandado de busca, foram apreendidos aparelhos celulares, diversos documentos da criança e a autorização de viagem ao exterior, com reconhecimento de firma em nome da mãe para que a mulher e seu marido levassem a recém-nascida até a Espanha.
As investigações seguirão com o objetivo de esclarecer integralmente os fatos e apurar eventual participação de outras pessoas no esquema.


























