Ainda na década de 1970, o economista Edmar Bacha criou o termo Belíndia, uma fábula que descreve um país cujas condições socioeconômicas seriam um mix entre a riqueza da Bélgica e a pobreza da Índia. Meio século depois, esse país continua se equilibrando nas mesmas contradições – seu 1% mais rico ganha 32 vezes mais que a metade mais pobre; e na base dessa pirâmide, tentam sobreviver mais de 20 milhões de pessoas que não têm sequer o que comer todos os dias. “Se um marciano viesse à Terra e tivesse que conhecer um país para entender a realidade do planeta, o Brasil seria a melhor opção”, afirma Pedro Fernando Nery, consultor de economia no Congresso e professor do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). Entrevistado por Julia Duailibi, o economista explica por que o país é “um caso emblemático” que resume as desigualdades globais. Ele também relata o que viu durante o período de pesquisa de seu recém-lançado livro “Extremos: um mapa para entender as desigualdades no Brasil”, quando foi presencialmente a oito lugares que exemplificam as diferenças de renda, de oportunidades e de expectativa de vida no país.






















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