O nível do rio Doce continua acima da cota de inundação em Governador Valadares, no Leste de Minas Gerais e outras cidades a jusante. As aguas estão baixando lentamente desde ontem, 10, no município, mas estão subindo nas cidades do Espírito Santo, como Colatina e Linhares na foz, onde os níveis são de inundação.
Em Governador Valadares o número de desabrigados saltou de 60 na segunda-feira, 9, para 447 até o final da tarde desta terça-feira, 10. Já o número de desalojados está estimado em 11 mil.
O número de domicílios condenados pela Defesa Civil, ou pela enchente ou pelo risco de deslizamento de encostas, está sendo contabilizado.
De acordo com a Defesa Civil, a inundação tem atingindo, direta e indiretamente, aproximadamente 15 mil pessoas que residem em cerca de vinte e três bairros às margens do rio.
A enfermeira aposentada Maria José dos Santos de Andrade, moradora do bairro Floresta, foi uma das pessoas que preferiu arriscar e ficar em casa nas duas últimas noites. Ela que mora ao lado de um canal que escoa águas do bairro SIR e a 20 metros do Rio Doce, disse que a água não chegou a invadir a rua, como no ano passado.
Às 9h da manhã desta quarta-feira, 11, o nível do Rio Doce na Régua do SAAE caiu para 3,25m, após ter atingido o pico de 3,45m na noite de segunda-feira, 9.
A Defesa Civil informou que em função da redução no volume de chuvas nas cabeceiras, a tendência é que o rio continue a baixar de forma lenta.
Situação de emergência na cidade
Por causa da inundação em decorrência das chuvas volumosas que atingem a população ribeirinha ao Rio Doce, em Governador Valadares, o prefeito André Merlo (sem partido), decretou nesta terça-feira, 10, situação de emergência no município.
A decretação da situação de emergência considera os riscos às vias públicas, edificações particulares, áreas de ocupação e em prédios públicos, inclusive o risco de desabastecimento de energia e água potável, além da real dificuldade do pleno e integral funcionamento dos serviços públicos municipais.
Também leva em conta a segurança de pessoas e de bens públicos ou particulares, além da obtenção de recursos financeiros e outros fatores, de maneira a resguardar os interesses públicos.
O decreto é um importante recurso utilizado pelo Município diante de uma situação atípica, como é o caso de uma enchente, que possibilita obter recursos federais e estaduais para a recuperação da cidade, além de facilitar a liberação do FGTS às pessoas cujos imóveis tenham sido afetados pelas chuvas. (Da Redação com g1 Vales de Minas Gerais e PMGV)
























