O namorado que em 11 de janeiro de 2024 matou a enfermeira Iris Rocha, então com 30 anos, numa estrada em Alfredo Chaves, no Sul do Estado, foi a júri nesta segunda-feira (01.12) e saiu condenado a 37 anos de prisão pelos crimes de homicídios qualificado, feminicídio, aborto sem consentimento da gestante, ocultação de cadáver e concurso material.
O Tribunal do Júri foi realizado no Fórum Desembargador Madeira de Freitas, em Alfredo Chaves, a 90km de Vitória. O réu, Cleiton Santana dos Santos, hoje com 29 anos, cumprirá a sentença em regime inicialmente fechado. O Ministério Público apresentou apelação em plenário por não concordar com a dosimetria da pena. O promotor queria uma pena muito maior.
Conforme denúncia feita pelo Ministério Público, o réu foi declarado culpado de assassinar e ocultar o cadáver da enfermeira Iris Rocha, grávida de oito meses e ex-namorada do réu – a bebê, que se chamaria Rebeca, era filha do réu.
O Ministério Público reforça que o resultado do julgamento, ao responsabilizar o agressor e combater a violência de gênero, é mais um passo em defesa da vida, da proteção das mulheres e da promoção da justiça, ressaltando que o feminicídio é uma prática intolerável em uma sociedade que busca garantir dignidade e igualdade a todos e, portanto, a pena para crimes dessa natureza devem refletir tal gravidade.
A morte de Iris Rocha, que foi atraída pelo namorado em Vitória e levada para ser morta no município do Sul do Estado, foi o último homicídio registrado em Alfredo Chaves, que no dia 11 de janeiro de 2026, portanto, completará dois anos sem crimes intencionais contra a vida. (Da Redação com MPES)






























