Cem horas de angústia e desespero, centenas de toneladas de escombros, um número de vítimas cada vez maior, resgates emocionantes e a dificuldade para a chegada de ajuda.
É com este balanço que o sul da Turquia e o norte da Síria fecham uma das piores semanas na história na região, após o terremoto de magnitude 7,8 que atingiu o local na segunda-feira, 6.
O número oficial de mortos por conta do tremor passa de 21 mil – a contagem quadruplicou desde segunda-feira.
O avanço das mortes tornou este terremoto o pior e mais mortal dos últimos 80 anos, superando outro tremor em território turco em 1999, que teve 17 mil mortos.
Confira as principais informações sobre o terremoto:
Há 21.542 mortes confirmadas – 18,342 na Turquia e mais de 3.200 na Síria – levando em conta os balanços fornecidos pelo governo nacional e por grupos de resgate que atuam no noroeste do país, controlado por jihadistas e rebeldes.
O terremoto ocorreu na madrugada de segunda-feira, 6, no povoado de Kahramanmaras, no sudoeste da Turquia, perto da fronteira com a Síria.
Cerca de 1.500 réplicas foram registradas após o primeiro tremor.
Milhares ainda estão desaparecidos, e mais de 50 mil ficaram feridos.
Mais de 70 países enviaram ajuda humanitária e equipes de resgate, que já chegaram aos dois países – a primeira equipe do Brasil embarcou nesta quinta.
O governo turco declarou estado de emergência por três meses em dez cidades.
O tremor durou cerca de um minuto e meio e teve um raio de alcance de 250 quilômetros, atingindo centenas de municípios.
O epicentro ocorreu a 10 quilômetros da superfície – profundidade considerada muito baixa e que explica, em parte, os efeitos devastadores.
O tremor também foi sentido em Israel, no Iraque, no Chipre e no Líbano. Não há registro de vítimas nesses países.
O raio de alcance do tremor foi de 250 quilômetros e, portanto, foi fortemente sentido em centenas de municípios e cidades dos dois países.
O epicentro ocorreu a 10 quilômetros da superfície — esta é uma profundidade considerada baixa e pode explicar, em parte, o tamanho da destruição provocada.
O tremor também foi sentido em Israel, no Iraque, no Chipre e no Líbano. Não há registro de vítimas ou feridos nesses países.
Foi o pior terremoto desde 1939 na região, muito propensa ao fenômeno por ser uma área de encontro de placas tectônicas.
A OMS afirmou que o número de vítimas pode chegar a 40 mil.
Mais de 10 mil pessoas ficaram feridas, e milhares ainda estão desaparecidas.
Histórias emocionantes do resgate
Um pai, sentado em uma cadeira, segurando a mão da filha adolescente, que não resistiu aos ferimentos e morreu sob os escombros. Uma família inteira salva com vida diante dos aplausos e da vibração de quem acompanhava o resgate. Uma bebê nascida sob os escombros, retirada com cordão umbilical de lá, ainda com vida mas já sem sua mãe e seu pai, que morreram no local.
Estas são algumas das tantas histórias devastadoras e outras de superação na saga das equipes que tentam retirar pessoas dos escombros. Os trabalhos de busca chegaram ao terceiro dia, ainda com desafios enormes pela frente. O frio extremo e a quantidade de escombros – as áreas atingidas tinham muitos edifícios – complicam os trabalhos. (Da Redação com g1 Mundo)






















