O Espírito Santo estava há quase 70 horas sem homicídios (o último havia sido no final da tarde de quarta-feira, dia 20.05, em Sooretama) e a série foi rompida da pior forma possível, com uma chacina que levou à morte de quatro pessoas da mesma família em Cariacica.
O último homicídio na Região Metropolitana havia sido registrado na manhã de segunda-feira (18.05), quando o corpo do advogado Freddy Francis Rangel foi encontrado com marcas de violência em Jaboticaba (Guarapari). No dia seguinte, um casal foi preso e confessou o crime.

CHACINA
Quatro homens da mesma família foram mortos a tiros e um amigo deles ficou ferido na tarde deste sábado (23), no bairro Flexal II, em Cariacica.
O crime aconteceu em uma área de morro entre a Rua Davi, na Escadaria Boa Vista, e a Rua Sagrada Família. Entre as vítimas estão o pai, um dos filhos, o genro e um amigo do grupo.
Segundo testemunhas, o grupo cortava árvores em um terreno no início da tarde, quando foi surpreendido por um tiroteio.
O sobrevivente foi atingido no peito. O homem deu entrada no Pronto-Atendimento de Flexal II, caminhando sozinho até a unidade, de onde foi encaminhado pelo SAMU para um hospital da Grande Vitória.

Parentes das vítimas estiveram no local da chacina. Abalados, eles preferiram não gravar entrevista, mas relataram que quatro dos cinco homens atacados eram da mesma família. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), em Vitória.
A polícia realiza buscas pelos suspeitos do crime, que mobilizou moradores da região. De acordo com as primeiras investigações, a principal linha de apuração é de que o ataque tenha sido uma represália de traficantes que atuam no bairro, após um desentendimento ocorrido horas antes.
Ainda segundo a polícia, há suspeita de que os criminosos tenham fugido por uma escadaria que dá acesso ao campo do Apolo, área apontada como de intensa movimentação do tráfico.
O terreno onde o crime aconteceu pertence ao Ministério Internacional Resgatado para Contar (MIRC Brasil), organização que desenvolve projetos sociais e ações comunitárias na região.
Responsável pela iniciativa, o pastor Sidney Pereira de Souza e Silva, conhecido como pastor Sinei, explicou que uma pessoa pediu para cortar a estrutura de uma árvore no local para fazer móveis. (Da Redação)
Preso casal apontado como autor de assassinato de advogado em Guarapari























