A morte de uma criança de 9 meses em Água Doce do Norte, neste domingo, 15, foi por traumatismo craniano, segundo o laudo do Departamento Médico Legal (DML) de Colatina. O corpo foi liberado para sepultamento, em Monte Sinai, distrito de Barra de São Francisco, onde reside parte da família.
A suspeita era de que o bebê havia sido estrangulado pelo pai, embora a família, ao conduzir a criança, já sem vida, até o Centro de Saúde de Água doce do Norte, tenha alegado que o mesmo sofreu engasgamento por vômito.
Por solicitação da médica plantonista, Roberta Blunck, a criança foi encaminhada para perícia médica, já que havia suspeita de maus tratos.
A Polícia Militar solicitou a presença da perícia médica para que exames fossem realizados na criança e os pais foram encaminhados para a 14ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC), em Barra de São Francisco, de onde foram liberados em seguida para cuidar dos procedimentos de velório e sepultamento da criança.
No entanto, na manhã de hoje, o delegado regional, Leonardo Forattini, confirmou ao site TNL, que a criança morreu por traumatismo craniano e não por engasgamento ou estrangulamento. “Ainda estamos em diligências, mas até o final da tarde daremos uma posição oficial sobre o caso”, disse Forattini.
De acordo com o Portal ADN, o delegado regional confirmou a prisão dos pais, ainda no DML de Colatina, pelo delegado de Polícia Civil daquele município.
Nossa reportagem tentou localizar o advogado ou advogada dos pais, mas até o fechamento dessa matéria, ainda não havíamos conseguido o contato.
Entenda o caso
Bruno Henrique Alvarenga, 9 meses de idade, teria sido encaminhada para o Centro de Saúde de Água Doce do Norte, pelos pais Amanda Pereira e Wilker Sigesmundo.
De acordo com as informações passadas ao site Portal ADN, Wilker se encontrava na sala de casa com sua filha, enquanto o bebê estava no berço durante o instante em que Amanda havia se dirigido ao banheiro da residência para tomar banho.
Em questão de minutos, Wilker teria ouvido um barulho, e se dirigido até o quarto onde a criança estava, quando deparou com seu filho engasgando e vomitando muito pela boca e pelo nariz.
Pelas informações que chegaram ao site Portal ADN, a criança chegou no Centro Médico já sem vida, e ao ser atendida pela médica de plantão, os pais relataram o fato ocorrido e logo em seguida receberam a confirmação da notícia de que Bruno havia falecido.
“A princípio, imaginamos que no desespero de salvar a vida de Bruno, os pais certamente fizeram o que era possível diante dos fatos, possivelmente tentaram impedir o engasgamento segurando a criança de forma desgovernada, e por conta disso alguns hematomas foram identificados no corpo de Bruno durante o atendimento médico”, disse a médica.
Mas em uma conversa com o tio de Bruno, Raiker Sigesmundo, ele informou que recentemente o bebê teria caído da cama, e na ocasião ele teria adquirido marcas (roxo) no pescoço e na barriga, além de um caroço na cabeça e uma fratura na perna que o deixou com uma perna engessada por vários dias.
Por recomendação da médica, Roberta Blunck, a possibilidade de estrangulamento não foi descartada, e por conta disso a Polícia Militar foi convidada a comparecer no local e coletar todas as informações necessárias, além da perícia médica.
O corpo de Bruno foi liberado para velório na Igreja Presbiteriana de Monte Sinai (Vermelha), e o sepultamento deve ocorrer ainda nesta manhã. (Da Redação com Portal ADN)


























