André do Rap, líder do PCC (à esquerda) e Edino de Paula Macedo, morto em Itaoca
A Polícia identificou como sendo Edino de Paula Macedo, vulgo “Porcão”, o homem executado próximo à Praça de Itaoca, neste sábado (29).
Segundo as informaćões policiais, ele é filho de Tania Maria Cruz de Macedo e seria residente no bairro Matadouro, na cidade de Itaperuna/RJ. A vítima dirigia uma Hilux de cor preta e foi alvejado com 15 disparos de uma pistola 9.mm.
Após o crime, a perícia da Polícia Civil recolheu vários pertences da vítima, entre eles, R$3.400.00 em espécie que estavam no seu bolso, além de cinco cordões, cinco pulseiras, cinco anéis e três pingentes todos de cor dourada.
Edino possuía diversas passagens pela polícia, inclusive por tráfico de drogas, homicídio e porte ilegal de armas.
O veículo onde a vítima foi executada foi entregue a mãe da vítima que esteve no Departamento Médico Legal – DML, de Cachoeiro de Itapemirim, para reconhecimento do corpo.
O caso será investigado pela Polícia Civil de Itapemirim, com auxilio da PC do estado do Rio de Janeiro.
ANDRÉ DO RAP
Devido à semelhança física e à falta inicial de identificação, grupos de whatsapp espalharam desde cedo que a vítima seria André de Oliveira Macedo, traficante internacional de drogas e um dos líderes da organização criminosa paulista PCC, com ramificações em todo o Pais.
Conhecido como André do Rap, o homem confundido com a vítima é foragido da Justiça desde 2020, quando foi livrado por uma liminar do ministro Marco Aurélio Melo e cassada poucas horas depois pelo ministro Luiz Fux.
O crime foi na noite deste sábado (29), em Itaoca, Itapemirim. A vítima, um homem agora identificado pela Polícia Militar (PM), foi morto com ao menos 15 tiros dentro de uma Hilux preta, na Rua Arthur Menegardo, em frente à Praça do balneário.
A fisionomia do homem metralhado no litoral capixaba é muito parecida com a do líder do PCC.
NOTAS
Demandadas por este portal, as autoridades capixabas não confirmaram nem desmentiram, inicialmente, a versão de que o homem seria André do Rap.
A Polícia Militar limitou-se a informar: “Na noite desse sábado (29), policiais militares foram acionados para atender uma ocorrência de homicídio na região de Itaoca, em Itapemirim. No local, a equipe constatou que a vítima, de sexo masculino, foi baleada no interior de um carro. A Polícia Civil foi acionada. Segundo informações, o autor do crime estava em um veículo”.
A Polícia Civil também respondeu à demanda, sem confirmar nem desfazer a identidade do homem, enquanto intensificam-se nas redes sociais as informações de que André do Rap teria sido assassinado como “queima de arquivo”.
“A Polícia Civil informa que até o momento nenhum suspeito do crime foi detido. O caso seguirá sob investigação da Delegacia Regional de Itapemirim. Outras informações não serão divulgadas, no momento, para não atrapalhar as investigações.
O corpo da vítima, um homem de 37 anos, foi encaminhado para o Serviço Médico Legal (SML) de Cachoeiro de Itapemirim para ser necropsiado e liberado para os familiares. A assessoria não tem autorização de passar informações sobre identificação e liberação de corpos, essas informações só são passadas com autorização das famílias das vítimas”.
A população pode denunciar através do Disque-denúncia (181) qualquer tipo de irregularidade, ilegalidade ou repassar informações que ajudem as polícias na elucidação de delitos ou infrações. A ligação é gratuita e pode ser realizada em qualquer município do Estado.
O MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) incluiu no dia 13 de outubro de 2020 o traficante André do Rap na lista de Procurados Nacional. André, acusado de ser um dos chefes do PCC (Primeiro Comando da Capital), foi liberado da prisão no sábado anterior, após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) e é considerado foragido.
De acordo com o MJSP, a Lista de Procurados Nacional é estratégica para o enfrentamento às organizações criminosas. André é acusado de vários crimes ligados ao tráfico internacional e foi condenado, em 2014, pelo envio de drogas por navio à Europa.
Na época, ele teve prisão decretada em razão dos crimes de tráfico transnacional de entorpecentes e associação ao tráfico, por envolvimento no transporte de aproximadamente quatro toneladas de cocaína.
SOLTURA
De acordo com o UOL, André deixou a penitenciária de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, na manhã de sábado (10 de outubro de 2020), após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello, acatar dois pedidos de habeas corpus e determinar sua soltura.
Segundo a liminar do ministro, André do Rap estava preso sem uma sentença condenatória definitiva, excedendo o limite de tempo previsto na legislação brasileira.
A decisão foi suspensa pelo presidente da Corte, Luis Fux, na noite da meama data. Fux atendeu pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), que argumentou que a liminar violava a ordem pública.
Em despacho, Fux disse que André era um preso de “altíssima periculosidade, com dupla condenação em segundo grau por tráfico transnacional de drogas, investigado por participação de alto nível hierárquico em organização criminosa (Primeiro Comando da Capital – PCC) e com histórico de foragido por mais de 5 anos”.
O colunista do UOL, Josmar Jozino, apurou que André fugiu para fora do país na noite de sábado. Ele prometeu às autoridades ir para casa, no Guarujá, litoral paulista, após deixar o presídio.
No entanto, investigadores afirmaram que ele seguiu de carro para Maringá, no Paraná — a suspeita é que ele tenha embarcado em um avião particular até o Paraguai.
DENÚNCIA
André havia sido preso em 2019 em Angra dos Reis, no litoral Sul fluminense. Em julho do ano passado, ele tornou-se réu na Justiça do Rio numa ação do Ministério Público por lavagem de dinheiro do tráfico justamente na aquisição de uma mansão no balneário onde havia sido preso
No último dia 12 de abril, a sexta turma do Superior Tribunal de Justiça anulou a ação policial ocorrida em setembro de 2019 e encerrou as investigações contra André do Rap devido a ilegalidades cometidas pelos agentes, que fizeram busca e apreensão quando tinham apenas um mandado de prisão .
O santista André do Rap, entretanto, tem uma condenação de 25 anos de prisão para cumprir.(Da Redação com UOL Notícias e G1)