Depois do prefeito Enivaldo dos Anjos (PSD) informar que acionaria a justiça para obrigar a EDP a atender algumas demandas do município, particularmente, a que está impedindo o funcionamento da clínica de hemodiálise, cuja construção teve início em 2019, a própria Medsolutions Atividades Médicas Ltda, que em Barra de São Francisco tem o nome fantasia de Med.Álise, acionou o Procon Municipal para tentar uma solução rápida para o problema.
A empresa médica já tem todos os equipamentos instalados, funcionários treinados, mas não consegue iniciar os serviços que aliviariam uma grande parte da demanda de cerca de 250 pacientes de hemodiálise da região, esbarra na falta de rede elétrica adequada para os equipamentos.
“Somos uma empresa de Saúde e estamos em fase final da construção da obra mais importante de Hemodiálise do Estado do Espirito Santo. A Med.Álise atenderá pacientes do SUS da região noroeste do Estado. Hoje todos os pacientes que são acometidos de doença renal crônica se locomovem a uma distância de mais de duas horas para realizar tratamento. Essa situação irá mudar com a inauguração do Centro que está localizado na cidade de Barra de São Francisco”, explica a empresa.
Foi solicitada a ligação do centro de hemodiálise à rede de energia. Em decorrência dessa solicitação foi informado pela EDP que era necessário realizar a expansão da rede culminando em alguns serviços que foram elencados:
-Implantação de 04 postes –
Desativação de 03 postes –
Extensão de 106,2 metros de rede MT 30 –
Extensão de 84,1 metros de BT –
Desativação de 72,6 metros de rede BT –
Extensão de 51,91 metros de interligação de neutro.
A distribuidora apresentou orçamento com o valor total de R$ 28.420,54, ficando ao encargo da distribuidora o valor de R$ 13.954,82 e a participação financeira do cliente o montante de R$ 14.465, 72.
“A Med.Álise é uma empresa que se enquadra na categoria de serviços essenciais como dita a Resolução 414/2010 de forma clara no seu art. 11 que define como serviço ou atividade essencial aquele cuja interrupção coloque em perigo iminente, a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população, como unidades hospitalares, institutos médico-legais, centros de hemodiálise e de armazenamento de sangue”, informa a empresa.
E prossegue: “A Med.Álise já realizou o estudo de viabilidade para instalação de energia solar, o que seria interessante partindo do princípio da economicidade e sustentabilidade, porém, optou pelo abastecimento da concessionária de energia elétrica. Em relação ao orçamento apresentado, a Med.Álise entende que não é cabível a participação financeira do consumidor nessa obra, uma vez que essa expansão beneficiará outros comércios que irão se instalar naquela região após a inauguração do Centro de Hemodiálise, como farmácias, lanchonetes e clínicas medicas. Também será instalado ao lado do Centro de Hemodiálise, um Centro de Oncologia. A expansão se faz necessária e urgente e a mesma deverá ser custeada pela concessionária em sua integralidade”, argumenta a empresa de saúde.
“Mediante todo descrito a Med.Álise vem por meio desta solicitar que seja realizada a expansão da rede conforme orçamento descrito acima, apresentado à Med.Álise pela concessionária, o mais urgente possível, para que o centro possa ser inaugurado como previsto no mês de novembro, para atendimento aos pacientes de toda região noroeste do Espirito Santo.”
Em resposta ao Procon Municipal e à empresa de saúde, a EDP/Escelsa limitou-se a dizer que “com base nas suas informações, localizei o processo GPA 19142/21 – MEDSOLUTION ATIVIDADES MEDICAS LTDA – Ordem de Venda 4001248341. Direcionamos a sua contestação para a área responsável pela realização do projeto e orçamento da sua solicitação. Assim que nos posicionarem o responderemos.”
Nossa reportagem também tentou contato telefônico com a EDP Escelsa na manhã desta terça-feira, 1º de fevereiro, mas não fomos atendidos.

Enivaldo quer tirar EDP da zona urbana
Cansado de insistir com a concessionária para que melhore a prestação de serviços em seu município, o prefeito de Barra de São Francisco, Enivaldo dos Anjos (PSD), anunciou que a Prefeitura vai entrar na Justiça para obrigar a EDP a atender demandas dos munícipes, que estariam esperando até seis meses para verem atendidos até mesmo pedidos de adequação e fornecimento de energia.
“O município está se desenvolvendo e temos um exemplo específico de má qualidade dos serviços da concessionária: conseguimos trazer, através de capital privado, uma clínica de hemodiálise para a cidade e, assim, evitar que nossos pacientes tenham que viajar praticamente todos os dias 250 km para fazer o tratamento em Colatina. A clínica não consegue iniciar o tratamento porque a EDP não faz as adequações de rede que precisa para fornecer energia ao estabelecimento”, disse Enivaldo.
“Essas empresas não têm concorrente e por isso abusam. Chegam de fora e acham que podem mandar no município, mas no município quem manda é o povo do município. Vamos para o confronto. Inclusive, vamos desapropriar o terreno onde hoje a EDP tem uma subestação no bairro Irmãos Fernandes e obrigá-la a fazer a instalação em região rural. Esse tipo de instalação gera muita radiação e prejudica a saúde da população. Vamos tirar a subestação do perímetro urbano”, disse Enivaldo.
Segundo o prefeito, quando a antiga Escelsa instalou a subestação no bairro Irmãos Fernandes não havia casa em volta. Agora, o bairro cresceu. “A prioridade é gente”, acentuou o prefeito. (Da Redação)






















