
O Governo endureceu a resposta aos golpistas que se apresentavam como patriotas e diziam ser democráticos seus movimentos anteriores ao atentado à República no último domingo (9), com invasão e destruição de instalações e equipamentos nas sedes dos três poderes no Distrito Federal: Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal.
Depois do bate-cabeça de domingo, e sob a coordenação do interventor federal, a segunda-feira (9) começou com ações coordenadas entre a Polícia Militar do DF e a Polícia do Exército, que iniciaram logo pela manhã o esvaziamento da área do quartel-general do Exército em Brasília, cumprindo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de retirada de todos os golpistas acampados no local.
De acordo com o Ministério da Justiça, cerca de 1.200 bolsonaristas estão sendo conduzidos presos para a superintendência da Polícia Federal, em dezenas de ônibus cedidos pelo Governo do Distrito Federal.
Mais cedo, os policiais haviam dado cerca de uma hora para que os manifestantes radicais recolhessem seus pertences e deixassem o acampamento. Eles também informaram aos presentes que quem continuasse no local seria detido.
De acordo com militares que participam da operação, os bolsonaristas que estão sendo conduzidos nos ônibus serão identificados, mas eles não souberam dizer se continuarão presos.
Na noite de domingo (8), o Exército impediu a entrada da Polícia Militar do Distrito Federal na área em que bolsonaristas extremistas estão acampados em Brasília, em frente ao quartel-general da Força.
O ministro Alexandre de Moraes eterminou a desocupação de todos os acampamentos montados nas imediações de quartéis do Exército pelo país.
Ele ordena a “prisão em flagrante de seus participantes pela prática de crimes” e afirma que as operações deverão ser realizadas pelas polícias militares, “com apoio da Força Nacional e Polícia Federal se necessário”.

























