No último levantamento feito pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2023, tomando por base os números de 2021, a Jamaica foi o País com a maior taxa anual de homicídios por 100 mil habitantes.
Na lista dos 10 mais, estão: Jamaica – 52,13; África do Sul – 42,40; Saint Lucia – 38,96; Honduras – 38,25; Belize – 31,25; Ilhas Turcas e Caicos – 31,03; São Vicente e Granadinas – 30,67; São Cristóvão e Névis – 29,41; Trinidad e Tobago. Naquele ano, a taxa do Brasil foi de 21,21 crimes intencionais contra a vida.
Não pode ser tratado como normal um aprazível balneário como Guriri liderar o número de homicídios no ano no Espírito Santo.
Não pode ser considerado normal que São Mateus, com 135 mil habitantes, lidere entre as cidades com mais de 50 mil habitantes com a taxa de 33,4 homicídios/ano por 100 mil habitantes.
Mas, no relatório diário do Painel de Homicídios da Secretaria de Estado de Segurança e Defesa da Vida, já ficou comum aparecer homicídio em Guriri.
Já são 11 homicídios no ano, o mesmo número de Santa Cruz, em Linhares. Nas últimas semanas eles vêm se repetindo sem que se veja qualquer resposta concreta das autoridades, a não ser o registro do que as redes sociais já sabem com antecedência. Isso representa 26% dos 42 homicídios deste ano em São Mateus.
Guriri tem quase 40% mais homicídios do que os bairros mais violentos e complexos da Região Metropolitana da Grande Vitória – Bairro das Laranjeiras, em Jacaraípe, e Balneário Carapebus, Novo Horizonte, todos na Serra, onde as mortes são fruto da guerra de facções pelo controle do movimento do tráfico.
Foram cinco homicídios no balneário de Guriri nos ultimos 25 dias. Isto é normal?
Guriri cresceu sua população em 59,14%, passando de 12.470 em 2010 para 19.845 em 2022, conforme o Censo do IBGE.
Isso significa que Guriri tem uma taxa anual de 64,72 homicídios por 100 mil habitantes. Um escândalo.
Considerando que a população do balneário aumenta exponencialmente no verão, demandamos às autoridades de segurança pública estaduais sobre causas e providências em relação à escalada de homicídios, e aguardamos respostas.
Da Redação

























