Uma guerra entre o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP) pelo controle do movimento do tráfico de drogas geram tensão em duas comunidades da região do Barreiro, um dos maiores e mais tradicionais bairros de Belo Horizonte, capital mineira.
Duas linhas de ônibus tiveram seu trajeto alterado desde a última segunda-feira (19) em Belo Horizonte em razão de uma briga entre as facções que atuam em duas comunidades.
A alteração de itinerário por questão de segurança foi confirmada pela prefeitura, que afirmou que irá colocar cartazes na estação Barreiro para informar os usuários sobre a mudança.
A gestão municipal também disse que acionou a Polícia Militar para garantir as condições para o retorno da operação.
Nos últimos dias, passaram a circular em redes sociais e aplicativos de mensagens supostos comunicados atribuídos aos grupos criminosos. Em um deles, há a determinação para que os condutores que trafegarem na Vila Cemig utilizem o farol baixo e acendam a luz interna do veículo.
A PM-MG disse que atua no local com grupo de patrulhamento em áreas de risco e com o Comando de Missões Especiais para garantir a segurança da população.
“A PM-MG segue atuando fortemente no combate ao crime organizado, e não irá permitir o controle de criminosos em comunidades no estado”, afirmou a corporação, em nota.
Confronto em churrasco
A disputa territorial entre facções no Barreiro se intensificou a partir de dezembro do ano passado, quando um confronto durante churrasco após uma partida de futebol deixou dois mortos e nove feridos.
Na ocasião, membros ligados ao CV com roupas que seriam uniformes da Polícia Civil fizeram um ataque no evento que acontecia no Conjunto Esperança. Os alvos eram lideranças ligadas ao TCP.
O vice-governador de Minas, Mateus Simões (PSD), disse na época que 12 pessoas haviam sido presas e que apenas criminosos tinham se ferido no confronto. Simões afirmou que se tratava de um confronto entre facções do Rio e de São Paulo “que tentam se instalar em Minas Gerais”.
Simões deseja ser o sucessor de Zema, enquanto o atual governador diz que lançará candidatura à Presidência e tem criticado de forma reiterada a política de segurança do governo Lula (PT).
Os dois colocam o tema entre as prioridades de suas pré-campanhas e reiteram o discurso de que não há local no estado em que a polícia não possa acessar. (Da Redação com O Tempo)




























