A polícia do Rio prendeu, nesta quarta-feira (3), Wesley Pires da Silva Sodré, que, segundo as autoridcades, tem envolvimento com o tráfico de drogas em Niteroi (RJ) e participou do plano para matar o gesseiro Filipe Rodrigues, 23 anos, junto com a mulher, Rayssa Santos, 23, e o bebê Miguel Filipe, de apenas 7 meses, na noite de 17 de março. O outro procurado é Lucas Lopes da Silva, o Naíba, apontado como chefe do tráfico da comunidade do Castro e suspeito de ser o mandante do crime. A polícia ainda busca informações sobre quem atirou na família.
A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí apurou que Filipe enganou traficantes da comunidade do Castro, passando-se por policial e pedir R$ 50 mil para identificar e entregar um suposto informante (X-9) da polícia para os criminosos.
Filipe chegou a receber R$ 11 mil e, de fato, entregou o informante, que está desaparecido. Porém, quando procurava receber os outros R$ 39 mil , seu plano foi descoberto.

Naíba descobriu que Filipe não era policial, e sim gesseiro e motorista de aplicativo, e atraiu o “suposto policial” para uma emboscada, no Castro. Filipe foi com a esposa e o filho e os atiradores executaram os três. O traficante decidiu matar Filipe porque ele sabia demais sobre a sua quadrilha.
Nos dias após o crime, surgiu a hipótese de que Filipe foi morto por causa de um empréstimo de R$ 5 mil. Parentes contaram que Filipe tinha dito por alto que “iria pegar R$ 5 mil” para dar de entrada na compra de uma casa.
A família não sabia de onde esse dinheiro viria: se era um empréstimo dado por Filipe a alguém, se era o valor não pago de um trabalho com gesso ou se Filipe ainda iria contrair essa dívida.
Esses R$ 5 mil, na verdade, seriam os R$ 50 mil acertados com o tráfico, dos quais R$ 11 mil foram pagos.
O DIA DO CRIME
O local do crime, no Baldeador, em Niterói, fica a cerca de 15 km do Pacheco, em São Gonçalo, onde a família morava.
Rayssa e Filipe Miguel tinham passado o domingo em Santa Izabel, na área rural de São Gonçalo, em um almoço com parentes. Filipe ficou rodando a trabalho com um Voyage recém-alugado.
Por volta das 17h, Filipe foi buscar a mulher e o filho em Santa Izabel, e todos seguiram para casa, a cerca de 5 km dali, no Pacheco — onde dividem o terreno com outros parentes.
Um deles é o padrasto de Rayssa, que afirmou ter visto a enteada, o genro e o neto em casa, por volta das 18h, quando a jovem foi encher galões d’água.
O padrasto, porém, não reparou quando, mais tarde, os três saíram com destino a Niterói. Ele disse apenas, após ser comunicado do crime, que encontrou a casa da enteada “com luzes acesas e o ar-condicionado ligado”. Uma chupeta de Miguel Filipe também foi deixada na residência.(Da Redação com G1)






















