
A geração de novos empregos em Barra de São Francisco teve uma ligeira queda em novembro deste ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Se, no mês de outubro, o município teve saldo positivo de 55 empregos novos (+0,78%), no mês passado, houve perda de 16 empregos (-0,22%). Foram gerados 247 empregos novos e efetivadas 263 demissões.
As maiores perdas foram na Indústria (-61 vagas), queda de 2,66% e no setor de Serviços (-17 empregos), queda de 0,69%).
O Comércio foi o setor que mais contratou no mês passado e evitou uma queda mais forte na geração de empregos novos, devido ao período festivo de fim de ano: Foram 142 empregos novos e 84 desligamentos, com um saldo positivo de 58 vagas (+2,76%).
Em segundo lugar, a Construção Civil chegou a 16 admissões e 6 demissões, com crescimento de 10 vagas (+11,24%). No entanto, a informalidade do setor é apontada por muitos especialistas como ‘muito grande’, já que pedreiros e mesmo ajudantes não costumam exigir carteira assinada o que acontece mais com as obras públicas.
De janeiro até novembro, segundo o Caged, o estoque de empregos novos chegou a 1.116 no município, o que dá média de 101,4 empregos novos por mês.
Desde o início do ano até o final de novembro, o município gerou 4.364 empregos novos, média de 396,72 por mês e demitiu 2.972 pessoas – média de 294,72 por mês – e um crescimento de 18,61% no saldo de empregos formais.
Nesse período, o setor de Serviços foi responsável por 2.073 empregos formais, seguido pelo comércio, que gerou 1.205 empregos.
O prefeito do município, Enivaldo dos Anjos tem destacado que o desenvolvimento alcançado nos últimos anos três anos é tanto que, já faltam moradias para alugar e mesmo mão-de-obra qualificada em muitos setores.

Brasil
O Brasil teve, no mês passado, um saldo positivo de 130.097 postos de trabalho com carteira assinada, segundo divulgou, nesta quinta, 28, o Ministério do Trabalho e Emprego. Em novembro, foram 1.866.752 admissões e 1.736.655 demissões, segundo dados do Novo Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.
No acumulado de janeiro a novembro, foram gerados no país 1.914.467 postos de trabalho. Os estados com maior saldo no acumulado de 2023 foram São Paulo (mais 551.172 empregos, com crescimento de 4,2%), Minas Gerais (saldo de 187.866) e Rio de Janeiro (mais 165.701).
Até agora, no ano, o maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de serviços, com saldo de 1.067.218 postos formais de trabalho (o que representou 59,8% do resultado).
O governo apontou que entre janeiro e novembro há destaque para as atividades de informação, comunicação e serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos. Outros resultados positivos de 2023 podem ser contabilizados para os trabalhos em administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais.
“Temos uma consideração muito positiva desse resultado comparado ao que era a expectativa no final do ano passado e início do ano. Todos os analistas econômicos avaliaram que passaríamos por uma grande dificuldade”, avaliou o secretário executivo do Ministério do Trabalho e Emprego, Francisco Macena, em entrevista coletiva.
Ele ponderou que, entre as dificuldades que se impuseram no mercado de trabalho está a elevada taxa de juros praticada no país. No entanto, considerou que as medidas econômicas complementares apresentadas pelo Ministério da Fazenda e os investimentos públicos oferecem estimativa positiva para o aumento de vagas de trabalho.
“A nossa expectativa é que, no ano que vem, tenhamos um círculo virtuoso não só de empregos formais, mas também de renda”. Ele comentou que o aumento do salário mínimo também deve impactar a economia e a geração de mais oportunidades.
Comércio e serviços
A maioria dos empregos formais foi contabilizada no setor de serviços (92.620) e no comércio (88.706). Com isso, o estoque total recuperado para o Caged foi de 44.358.892 postos de trabalho formais.
No setor de serviços, destaque do mês, houve mais oportunidades de trabalho nas áreas de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas.
A segunda maior geração, no comércio, mais vagas abriram no setor varejista de artigos do vestuário e acessórios, mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios e supermercados, além dos artigos de varejista de calçados.
Segundo análise do governo, o impacto sazonal trouxe queda do emprego formal nos em setores como a indústria, com menos 12.911 postos de trabalho. A construção civil também teve queda, com menos 17.300 postos formais de trabalho. Francisco Macena avaliou que a indústria passa por dificuldades, mas o governo, segundo acredita, tem trabalhado com planos de modernização, investimentos e subsídios para recuperar o setor.
“A expectativa para o ano que vem é muito positiva porque o Copom [Comitê de Política Monetária] tem sinalizado redução da taxa de juros, o que permite mais investimentos. Em especial, no setor da construção civil, com a renovação tecnológica, o investimento com o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] vai impulsionar muito a geração de emprego no país”, disse o secretário. Para ele, a fiscalização para combater a informalidade também pode gerar novos resultados positivos.
Entre os estados, as unidades da federação com maior saldo em novembro foram São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Saldo positivo
No mês de novembro, houve um saldo positivo de empregos tanto para mulheres (mais 95.356 postos de trabalho) como para homens (crescimento de 34.732).
Também foi registrado aumento de vagas para pessoas com deficiência, com saldo positivo de 1.344 para esse grupo. “Nós realizamos reuniões setoriais para sensibilizar para o cumprimento não só das cotas, mas da eficiência e eficácia de contratar pessoas com deficiência. Estamos trabalhando em regulamentações e acreditamos que isso vai impulsionar a contratação não só de jovens, mas também de pessoas com deficiência”, disse o secretário executivo do MTE na coletiva.
Além disso, houve saldo positivo para pessoas pardas (mais 78.122), brancas (49.412), pretas (mais 23.472), amarelas (mais 15.762) e indígenas (mais 1.336). (Da Redação com Caged/TEM e Agência Brasil)






















