Dois times, dois tempos distintos e dois pontos perdidos. O Flamengo que chegou ao Maracanã na manhã deste domingo, 4, para aparecer firme no retrovisor do Palmeiras segue na mesma distância de sete pontos para liderança do Brasileirão, e a explicação é até simples: dos 90 minutos jogou apenas 45.
Dorival manteve a estratégia de poupar os titulares para as Copas mesmo com a grande vantagem diante do Vélez na semi da Libertadores, e o time alternativo não deu a resposta esperada. O Flamengo do primeiro tempo foi moroso e sem a dinâmica necessária para encontrar espaços na bem postada defesa do Ceará.
O prejuízo na rodada só não fio maior porque o Palmeiras, Internacional e Corinthians também ficaram no empate e o Fluminense perdeu para o Athletico-PR.
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Os números ajudam a mostrar a diferença do Flamengo de um tempo para o outro: no primeiro, 57% de posse e 5 finalizações. No segundo, 70% de posse e 10 finalizações. Fruto das entradas ainda no intervalo de Matheuzinho, Vidal, Éverton Ribeiro e Pedro.
Com maior qualidade técnica e força física, o Flamengo se debruçou no campo de ataque e chegou ao empate rapidamente com Gabriel, que completava o jogo 200 pelo clube e marcou o gol 100 no Brasileirão. O camisa 9 escorou de cabeça no segundo pau após cruzamento da esquerda.
O empate logo aos oito deu a impressão de que o Flamengo partiria como uma avalanche para pressionar pela virada. Não foi o que aconteceu.
No final, o Ceará passou a picotar o jogo e abusar da cera para o tempo passar. A situação foi enervando um Flamengo que se preocupava mais com o tempo do que em construir jogadas. Quando conseguiu, parou em João Ricardo inspirado em finalizações de David Luiz e Pedro.
Gabigol ainda foi expulso no fim e o Flamengo esboçou uma pressão com Matheus França, Vidal e Cebolinha. Não foi suficiente.
O Flamengo de dois times e dois tempos diferentes deixou dois pontos no Maracanã. Segue a distância de sete para o Palmeiras. (Da Redação com ge)

























