O escrivão de Polícia Civil G. E. F. G., lotado na 14ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC), está preso preventivamente devido a acusações de ter subtraído uma grande soma em valores de fianças da unidade. De acordo com informações do delegado Leonardo Forattini, a Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar a conduta do servidor. (Leia nota no final do texto).
Hoje, 10, a nossa reportagem teve acesso ao processo que corre na Justiça local e envolve vários outros atores muito conhecidos na cidade, como empresários e até um advogado, todos amigos do escrivão e aos quais ele pediu dinheiro emprestado, em somas que chegam perto de R$ 30 mil (por empréstimo).
E. F. G. vivia uma vida de luxo, com carros caros, como um Ford Fusion e um Range Rover Evoqué, incompatível com o salário que ganhava, embora seja filho de outro advogado muito conhecido na cidade e que possui boa situação financeira.
Além do escrivão, a PC cumpriu mandados de busca e apreensão também em uma conhecida loja de informática da cidade e contra os amigos dele, E. D., e E. B. F. F.
Nomeado escrivão há menos de dez anos, G. E., já tinha o nome ventilado pelas ruas da cidade há pelo menos dois anos por suspeita de condutas irregulares no exercício da profissão. Porém, até o mês passado a polícia civil ainda investigava o suspeito.
As provas de que o escrivão estava desviando (muito dinheiro) do Estado, foram obtidas a partir de grampos telefônicos e da apreensão de uma mochila, que ele deixou em um estabelecimento comercial contendo dezenas de inquéritos policiais e mais de R$ 34 mil em espécie, sendo que em vários inquéritos, faltava o dinheiro da fiança.
No processo consta ainda que apenas o escrivão tinha acesso a procedimentos, dinheiro e objetos após ser confeccionado o inquérito policial pelo plantão; Que ele possuía a chave de todas as portas e cofres da Delegacia, mas ninguém possuía a chave das salas dele e nem do depósito; Que mesmo de férias, vinha dia ou outro na Delegacia para “pegar as coisas do cofre”; Que tinha o costume de “após pegar os procedimentos no plantão, jogar em uma sala e ficava tudo desorganizado.”
O envolvimento do escrivão com E. D., condenado a 11 anos por tráfico de drogas, também é apontado pela Justiça como uma das provas dos crimes praticados pelo escrivão, que usou o número de celular de E. D., por várias vezes para se comunicar com outros membros da PC.
“Nesse contexto de elementos patentes, percebo que Gabriel Estevam Ferreira Gomes apresentou um comportamento audacioso e em completo descompasso com as normas de conduta social, não havendo outra medida cautelar menos gravosa capaz de garantir a ordem pública neste momento”, sustenta a juíza Roberta Holanda de Almeida, que decretou a prisão preventiva.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que o servidor investigado foi afastado cautelarmente de suas atividades e que o inquérito segue em andamento.
Veja a íntegra a nota da Polícia Civil:
“A Delegacia Regional de Barra de São Francisco instaurou inquérito policial para investigar a conduta de um servidor lotado na unidade, suspeito de subtrair valores de fianças. O servidor foi afastado cautelarmente de suas atividades e o inquérito policial segue em andamento. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência do policial, e nenhum produto ilícito foi encontrado. Para preservar a apuração dos fatos, nenhuma outra informação será divulgada.” (Da Redação com A Gazeta e PCES)


























