O ensino médio do Espírito Santo alcançou a nota 4,5 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado na última sexta-feira, 16, pelo Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Houve uma variação negativa de 0,3 pontos em relação à edição anterior, com dados de 2019, em que o Espírito Santo conquistou uma nota de 4,8. Entretanto, a avaliação mais recente foi realizada durante o período da pandemia da Covid-19, o que compromete a comparação com anos anteriores.
“A comparação entre os resultados deve ser evitada”, afirma Maria Helena Guimarães de Castro, presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE).
Mas a comparação acaba sendo inevitável, justamente por causa dos efeitos da pandemia. Nesse contexto, de 9 municípios da região Noroeste do Espírito Santo, apenas um – Pancas – teve evolução na nota Ideb e três – Barra de São Francisco, Nova Venécia e Pancas – tiveram média Ideb acima da estadual.
Na média, os nove municípios alcançaram nota 3,98 no Ideb 2021, contra 4,77 no Ideb 2019, ou seja, uma queda de 0,79 ponto entre uma avaliação de outra.
Veja a tabela

Os novos dados, coletados em 2021, devem ser interpretados com muita cautela para não levarem a conclusões enganosas. São números distorcidos, explicam especialistas: foram colhidos em condições que acabaram “mascarando”, de forma não intencional, o verdadeiro retrato da educação brasileira na pandemia.
“Estados que reabriram as escolas mais cedo, como Pernambuco, São Paulo, Mato Grosso e Espírito Santo, já haviam voltado ao normal nas práticas de reter alunos. As taxas de aprovação deles vão puxar o Ideb para baixo. Não dá para compará-los com aqueles que tiveram aprovação automática”, disse Vitor de Angelo, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e secretário de Educação do Espírito Santo.


























