Foto: Marcos Salles
A frase do título acima é atribuída, com uma ou outra variação, a um dos políticos mais importantes da história republicana brasileira: Tancredo de Almeida Neves, ex-governador de Minas e o último presidente da República eleito pelo colégio eleitoral em 1984.
Tancredo adoeceu com uma diverticulite e morreu sem, efetivamente, exercer nem um dia de mandato, em 21 de abril de 1985, sendo substituído por José Sarney, seu vice na aliança política que fez a transição para a redemocratização. Seu funeral revelou o seu tamanho e o da esperança dos brasileiros em seu governo.
Alguns personagens atuais da política capixaba eram tão crianças na época que sequer se lembram de Tancredo. Tais como os prefeitos Lourenço Pazolini (1982), de Vitória, e Arnaldinho Borgo (1983), de Vitória.
A abertura do Carnaval capixaba colocou esses dois lado a lado, “de mãos dadas”, como disse o colunista Vitor Vogas (Sim Notícias), ou querendo um 10 no quesito harmonia na passarela do samba, como registrou Leonel Ximenes.
No mesmo espaço, o governador Renato Casagrande e seu vice Ricardo Ferraço assistiam a cena de namoro quase noivado político entre os dois jovens prefeitos, pretendentes ao comando do Estado na cadeira ocupada há oito anos por Renato.
Surpresa? Quanto a Pazolini, não. Ele já é antagonista político do Palácio desde sempre, tendo, como deputado estadual, integrado o grupo bolsonarista que fez aparição espetaculosa em porta de hospital quando a morte rondava todas as famílias na pandemia.
Embora pudesse ser mais elegante com o chefe do Executivo Estadual em sua participação na abertura da festa de Momo, considerando a liturgia do posto que ocupa, eatava ali mais como pré-candidato do que como prefeito. Mas estava no papel dele de opositor.
Mas Arnaldinho, não. Quem acompanha a política capixaba sabe que “o melhor prefeito de Vila Velha” é Renato Casagrande, que prestigiou Arnaldinho Borgo até mesmo mais que aliados de todas as horas.
É diferente, por exemplo, do comportamento de Euclério Sampaio, que colocou Cariacica para “voar” e, em todas as oportunidades, reconhece que o município deve isso “à parceria do governador Renato Casagrande e do vice Ricardo Ferraço”. Isso tem um nome: gratidão.
“Ingratidão é o pior dos comportamentos”, disse, economicamente, o prefeito de Cariacica quando soube do papelão de Arnaldinho na avenida.
“Não adianta o novo com velhas práticas, mas sim quem tem experiência com práticas novas voltadas para o povo”.
A população de Vila Velha tem sorte, porém. Embora notoriamente contrariado com a deslealdade do seu ex-aliado, Casagrande não vai tirar a mão de Vila Velha por causa dessa traição política. Não é dele, diferente de quem , aparentemente, mentora Pazolini e, ao que parece, agora também Arnaldinho.
O Governo fez grandes intervenções de macrodrenagem em Vila Velha e constrói, em ritmo acelerado, uma das suas maiores obras de mobilidade urbana, o corredor exclusivo do Transcol ligando os terminais de Jardim América e do Ibes.
O Espírito Santo é tratado como Europa nos círculos nacionais. Nos últimos 16 anos, Casagrande pilotou essa nave por 12 anos. “Não dá para passar esse timão a aventureiros”, costuma dizer o prefeito Euclério.
Assombração sabe para quem aparece. O grupo liderado pelo governador continua com time forte, com Cariacica, Serra, Viana e, agora, Guarapari, e bases consolidadas no Norte e Sul do Estado. (Da Redação)



























