O presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, deputado estadual Bruno Lamas (PSB), pediu, em discurso realizado durante sessão de hoje, 29, da Casa, um julgamento rigoroso para a chacina que levou à morte de três professoras e uma aluna em duas escolas de Coqueiral de Aracruz, em Aracruz, e informou que a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) investiga a participação de um segundo criminoso, que teria dado apoio ao adolescente de 16 anos que assumiu a autoria dos crimes.
“Pedimos um julgamento rigoroso para os fatos porque a própria Sesp investiga a existência de um outro suspeito, que teria ajudado o adolescente”, declarou o deputado, sem dar mais detalhes.
O ataque às duas escolas – uma estadual e outra particular – deixou ainda outras 12 pessoas feridas, sendo cinco delas em estado grave. Filho de um policial militar, o adolescente usou símbolos nazistas, o carro e as armas do pai – um revólver 38 e uma pistola ponto 40 – para cometer os crimes.
“A minha reflexão hoje é: que tipo de criação esse adolescente recebeu? Quais valores humanos foram ensinados no lar pelos pais? Por que um pai treina um filho para praticar tiros? Por que permite o acesso à arma de fogo pelo adolescente? É preciso investigar a vestimenta, a ideologia que o pai defendia, voltada para o nazismo, e o impacto de tudo isso na comunidade escolar”, discursou Bruno.
Para o parlamentar, trata-se de uma dura realidade que exige a reconstrução de políticas públicas que envolvem a educação e segurança pública no contexto escolar.
“É um momento de muita reflexão, de solidariedade. Busco providências, num país que tem leis frouxas, onde o ódio tem protagonismo puxado por lideranças políticas. Mas também temos de fazer o nosso dever de casa. A segurança pública no contexto escolar passa a ser uma necessidade muito mais do que urgente”, disse.
O deputado frisou que uma das escolas que foi palco da violência, a Primo Bitti, recebeu o Prêmio Sedu: Boas Práticas para Educação, na semana passada, como uma das três melhores do Estado.
“E, infelizmente, nós enxergamos do outro lado a cultura do ódio, uma liberação exagerada do uso de armas de fogo e um discurso de ódio que entristece uma Nação”, comparou.
Bruno também fez questão de elogiar a postura do governo do Estado em meio à tragédia que abalou o Espírito Santo.
“Quero registrar as respostas rápidas das secretarias do governo (Sedu, Sesp, da Polícia Civil e do Samu). O governador Renato Casagrande, com a sua sensibilidade e prontidão, está com o coração ferido”, afirmou. (Da Redação com Assessoria Parlamentar)
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