O custo da cesta básica estipulada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), para uma família de quatro pessoas, teve um aumento de 8,49% em Barra de São Francisco, em janeiro deste ano, na comparação com dezembro do ano passado, e chegou a R$ 642,71, mais da metade do salário mínimo estipulado para este ano (1.212,00).
Em dezembro do ano passado a quantidade dos 13 produtos que compõem a cesta custava R$ 592,39.
Para efeito de comparação, entre janeiro e dezembro de 2020, a cesta acumulou aumento de 27,21% no município. No início de 2020, o custo da ração mensal da família feancisquense era de R$ 424,21, um acréscimo de R$ 115,45 ao longo do ano.
Em janeiro de 2022, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 112 horas e 20 minutos. Em dezembro de 2021, a jornada necessária foi calculada em 119 horas e 53 minutos e, em janeiro do mesmo ano, a média foi de 111 horas e 46 minutos.
O preço da cesta ultrapassou pela primeira vez de R$ 500,00 em Barra de São Francisco no mês de outubro do ano passado.
A dona de casa, Joaquina S., 45 anos, que fazia compras em um supermercado da cidade na tarde de terça-feira, 8, disse que o café tem sido o principal ‘problema’, mas observou que a área de hortifrutigranjeiros também está muito inflacionada. “Estou substituindo alguns produtos lá em casa, comprando menos, porque do jeito que vai está difícil alimentar a família”, lamenta ela.

Produtos
Os principais responsáveis pela alta da cesta básica em janeiro foram a batata (61,37%), a banana (52,23%) a farinha de trigo (11,80%) e o café (9,13%).
Dos 13 produtos, 10 registraram alta, enquanto três tiveram redução em janeiro deste ano, com destaque para o tomate, que era vendido, em média, a R$ 9,01 em dezembro e caiu para R$ 8,01, no entanto, o preço ainda continua bem acima da média anual, que fica em torno de R$ 4,50 o quilo.
Em Vitória, alta foi de 2,35% em janeiro
Na capital capixaba, Vitória, o custo da cesta básica teve elevação de 2,35% em janeiro, na comparação com dezembro do ano passado. Em dezembro de 2021 a cesta básica custava R$ 662,01 e, em janeiro deste ano, o valor subiu para R$ 677,541, o que corresponde a 60,44% do salário mínimo.
O preço da cesta da capital do Espírito Santo só perde para São Paulo (R$ 713,18), Florianópolis, (R$ 695,59) e Rio de Janeiro (R$ 692,83).

Aumento em 16 capitais
O valor da cesta básica aumentou em 16 capitais em janeiro deste ano. A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), analisou 17 capitais. Brasília (6,36%), Aracaju (6,23%), João Pessoa (5,45%), Fortaleza (4,89%) e Goiânia (4,63%) tiveram as altas mais expressivas na variação mensal.
São Paulo, por sua vez, tem a cesta mais cara: R$ 713,86. Em seguida estão as cidades de Florianópolis (R$ 695,59), Rio de Janeiro (R$ 692,83), Vitória (R$ 677,54) e Porto Alegre (R$ 673). Entre as cidades do Norte e Nordeste, que tem uma composição da cesta diferente, o custo mais barato foi observado em Aracaju, cujo valor ficou em R$ 507,82; João pessoa, R$ 538,65; e Salvador, 540,01.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, as maiores altas acumuladas foram registradas em Natal (21,25%), Recife (14,52%), João Pessoa (14,15%) e Campo Grande (14,08%).
Peso no orçamento
A partir desse levantamento, o Dieese calcula quanto deveria ser o salário mínimo para a manutenção de uma família de quatro pessoas com base no custo da cesta mais cara. Em janeiro de 2022, o valor deveria ser de R$ 5.997,14, o que equivale a 4,95 vezes o valor do mínimo de R$ 1.212.
O departamento também calcula o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica. Em janeiro de 2022, a jornada foi 112 horas e 20 minutos. No mês anterior, o tempo necessário era de 119 horas e 53 minutos.
Alimentos
Entre os destaques no levantamento deste mês, o preço do quilo do café em pó subiu em todas as capitais analisadas na comparação com dezembro. Segundo o Dieese, “a expectativa de quebra da safra 2022/2023 e os menores estoques globais de café elevaram tanto os preços internacionais quanto os preços internos”.
O açúcar também ficou em destaque, com o valor do quilo mais alto em 15 capitais. Em Brasília, o custo do produto ficou 4,66% mais alto. Apenas Florianópolis e Porto Alegre tiveram queda, de 1,09% e 0,22%, respectivamente. A entressafra é a justificativa para o aumento dos preços.
O óleo de soja ficou mais caro em 15 capitais, apenas Vitória e Aracaju tiveram baixa no preço. Em Belém, que teve a maior variação, o custo do alimento aumentou 5,99%. O Dieese aponta que o clima pode afetar a soja no Brasil e que também há muita procura externa pelo grão e pelo óleo bruto.
A boa notícia ficou por conta da redução do preço do arroz agulhinha e do feijão. O preço do arroz recuou em 16 das 17 capitais pesquisadas. Em Vitória, no Espírito Santo, a queda alcançou 9,87%. No caso do feijão, o custo ficou mais barato em 12 capitais. “Para o tipo carioquinha, pesquisado no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e São Paulo, as retrações oscilaram entre -8,44%, na capital mineira, e -0,29%, em Aracaju”, diz a nota do Dieese.
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