O traficante Bryan Lyrio Deolindo, 35 anos, nascido em João Neiva, onde ainda tem família, mas que enveredou pelo mundo do crime, inicialmente, matriculando-se em cursos superiores para fornecer drogas a universitários, está por trás da tentativa frustrada de instalação de internet clandestina em Colatina, no Noroeste do Estado.
A Polícia Civil do Espírito Santo divulgou a conclusão do inquérito instaurado a partir das denúncias e intervenções das forças de segurança para inibir a destruição de cabos de rede de internet de empresas regulares para obrigar moradores de bairros colatinenses a instalarem os serviços oferecidos pelo tráfico, como ocorre no Rio de Janeiro.
A Polícia identificou como ordenadora da ação a Tropa do Urso, organização comandada por Bryan Lyrio, que está escondido há mais de quatro anos em bases do Comando Vermelho, no Rio de Janeiro, de onde coordena, segundo fontes policiais, operações da facção no Espírito Santo.
O homem que fez ameaças por chamada de vídeo a um policial no momento em que forças de segurança atuavam para inibir as ações da organização, em Colatina, foi identificado pela Polícia como Hugo Henrique dos Santos, o “Bunda de Urso”, 28 anos, que também está escondido no Rio.

TOLERÂNCIA ZERO
Durante coletiva na Chefatura da Polícia Civil, o delegado-geral Jordano Bruno, garantiu que organizações criminosas não conseguirão dominar territórios e nem operar no Espírito Santo serviços públicos sob concessão, como fornecimento de gás e redes de internet.
“No início do ano, recebemos a informação de que essa organização estava tentando controlar o serviço de internet em Colatina, mas as Polícias Civil e Militar deram respostas firmes para inibir esse tipo de conduta. Qualquer indicativo de que essas organizações criminosas tenham qualquer tipo de domínio territorial a resposta vai ser muito enérgica”, disse Jordano.
O delegado-geral ainda observou que, num primeiro momento as pessoas podem achar que não é uma conduta nem tão grave, mas que qualquer permissividade pode escalar para tentativa de domínio territorial, “algo que não vamos permitir em hipótese alguma no Estado do Espírito Santo”.
Todas as pessoas envolvidas foram identificadas e indiciadas pela Polícia Civil em diversos crimes. Algumas já foram presas e outras a Polícia Civil “está no rastro e nos próximos dias ou semanasa todos serão tirados de circulação”.
Jordano pediu à população que ligue para 181 diante de qualquer situação de tentativa de barricada ou intimidação para imposição da vontade do tráfico que a Polícia vai dar prioridade. A posição das autoridades é de tolerância zero com isso. “A gente vai chegar e tirar esses elementos de circuilação”, disse Jordano.

O superintendente regional Noroeste da Polícia Civil, delegado Arthur Bogoni, disse que tanto Bryan, líder da Tropa do Urso, quanto o segundo homem, Hugo Henrique dos Santos, atuam no tráfico de drogas e têm participação em homicídios, estando com prisão em aberto.
A tentativa de controle da internet pelo grupo ligado ao Comando Vermelho foi feita no bairro Operário, de onde se expandiria para bairros contínguos, como Perpétuo Socorro, Bela Vista e São Judas Tadeu, todos na parte central da cidade.
“Eles ameaçaram as pessoas dizendo que deveriam utilizar internert que eles forneceriam. Jamais eles conseguiram fornecer e nem fornecerão”, disse Arthur.
De acordo com Bogoni, em relação ao tráfico de drogas, “semanalmente, a Polícia faz operações contra a organização e tem pessoas presas ligadas à Tropa do Urso”.
“O criminoso de Colatina que se auto-intitular membro da Tropa do Urso só vai ter aumento de pena por participar de facção criminosa”, disse o delegado.
De acordo com Arthur, os bandidos primeiro começaram a intimidar as pessoas e a destrutir a rede das empresas legalizadas, e somente depois construiriam uma estrutura de fornecimento, “o que eles não conseguiram”. Foram identificados e indiciados. “Foi uma tentativa frustrada que só gerou mais mandados de prisão para o líder da facção”.
Outros criminosos ligados a eles atuam basicamente no tráfico de drogas. No caso específico do vandalismo dos fios de internet a Polícia identificou e indiciou dez pessoas adultas, aperesentadas à Justiça, que vai decidir se vão responder ao processo presos ou em liberdade.
Hugo foi quem determinou a destruição dos cabos de telefonia e celular, segundo o superintendente regional da PCES.
Os investigados atuavam de forma estruturada, com divisão de tarefas, intimidação armada e imposição de domínio territorial, características associadas à atuação de facções criminosas e milícias privadas. (Da Redação com SESP)
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