
A exemplo do ano passado, o prefeito Enivaldo dos Anjos, vai realizar uma grande festa para celebrar o Dia Internacional da Mulher nesta quarta-feira, 8. A programação promete distribuição de brindes e botões de rosa, a partir das 8h, na praça Arlindo Pinto da Costa e deverá ter café da manhã e bolo para homenagear as mulheres.
Mas, antes mesmo do evento na praça central, as mulheres começam a ser homenageadas pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), na Clínica de Mamografia, que fica na Rua Mineira, bairro Irmãos Fernandes, próximo ao Sindicato Patronal Rural.
De acordo com o secretário, Elcimar de Souza Alves, as mulheres serão homenageadas com um café da manhã especial na sede da clínica.
Na praça central o prefeito Enivaldo dos Anjos, que tem buscado o empoderamento do sexo feminino em sua gestão e promulgou esta semana uma lei de enfrentamento à violência contra as mulheres (saiba mais abaixo), deve anunciar novos serviços durante o evento.
A Secretaria Municipal de Educação, Delma do Carmo Ker e Aguiar, mãe de uma filha e um filho – este com Transtorno do Espectro Autista (TEA) -, será a palestrante do evento e vai falar sobre a importância do empoderamento feminino e a defesa da mulher contra a violência masculina.
O pastor Eliclayton será o preletor e o cantor Adilson Silva estará encarregado da trilha sonora do evento.
Enivaldo dos Anjos sanciona lei que cria programa de enfrentamento à violência contra as mulheres
Com mais de 50% de seu secretariado composto por mulheres, o prefeito destaca que a valorização, proteção e empoderamento do sexo feminino se tornou hoje, mais do que nunca, uma necessidade premente, diante da violência praticada pelos homens para com suas companheiras e ressaltou que a busca pela igualdade tem que ser uma luta constante e diária.
A secretária municipal de Educação, Delma do Carmo Ker e Aguiar, que homenageou a professora aposentada Dandinha Manhães, no ano passado destaca que “a força de uma sociedade justa está na cabeça da mulher, não importa o cargo que ela ocupa”.
“Nós mulheres fazemos a diferença e temos que ter consciência disso. Hoje, 62 milhões de meninas não têm acesso à educação porque muitas mães ainda pensam que elas não foram feitas para ocupar todos os espaços”, lamentou no evento de 2022.
A secretária disse ainda que as mulheres, apesar de cumprirem jornadas de trabalho iguais ou mais pesadas do que o homem, ainda cuidam de casa e mesmo assim não perdem sua feminilidade.
“Ser mulher é um desafio muito grande, as guerras pelo mundo afora são pesadas, mas as mulheres enfrentam uma guerra ainda maior contra a violência masculina. Aos homens que aqui estão agradecemos por nos reconhecer e nos olharem com respeito, aos meninos, aos rapazes queremos dizer que ninguém pode violar o direito das meninas, o direito de dizer não. E não é não, não é sim, nem talvez é não e pronto.”
Já a professora e costureira aposentada Dandinha Manhães, que estava acompanhada de várias amigas da Terceira Idade também elogiou a iniciativa do prefeito Enivaldo dos Anjos. “Eu já estou com 75 anos, três quartos de século e fiquei muito feliz, por ter sido lembrada pela secretária Delma Ker e também pelo nosso prefeito. Que Deus abençoe esta administração”, finalizou.
Sobre o Dia Internacional da Mulher
O Dia Internacional da Mulher ou Dia da Mulher é comemorado anualmente em 8 de março, e não é considerado um feriado nacional.
Trata-se de uma celebração de conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres ao longo dos anos, sendo adotado pela Organização das Nações Unidas e, consequentemente, por diversos países.
A comemoração do Dia Internacional da Mulher foi oficializada em 1921, mas o marco oficial para a escolha da data em 8 de março foi uma manifestação das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho, acontecimento que data de 8 de março de 1917.
Essa manifestação, que contou com mais de 90 mil russas ocorreu durante a Primeira Guerra Mundial e ficou conhecida como “Pão e Paz”.
Mas, a luta das mulheres por melhores condições de vida e trabalho começou a partir do final do século XIX, principalmente na Europa e nos Estados Unidos.
As jornadas de trabalho de 15 horas diárias, os baixos salários e a discriminação de gênero eram alguns dos pontos que eram debatidos pelas manifestantes da época.
De acordo com registros históricos, o primeiro Dia da Mulher foi celebrado nos Estados Unidos em maio de 1908, onde mais de 1.500 mulheres se uniram em prol da igualdade política e econômica no país.
Em agosto de 1910, a jornalista e política feminista Clara Zetkin propôs a realização anual de uma jornada pela igualdade de direitos das mulheres, sem uma data específica.
Na verdade, vários acontecimentos levaram à criação de um dia especial para as mulheres. Um deles remonta a um incêndio que de fato aconteceu em Nova York, no dia 25 de março de 1911. Esse incêndio aconteceu na Triangle Shirtwaist Company e vitimou 146 pessoas, 125 mulheres e 21 homens, sendo a maioria dos mortos judeus. Essa história é considerada um dos marcos para o estabelecimento do Dia das Mulheres. O número de vítimas se explica pelas péssimas condições de trabalho e porque uma porta estava fechada para impedir a fuga das trabalhadoras.
Na década de 60, na sequência de notícias publicadas em jornais alemães e franceses foi criado o mito de uma suposta greve que teria ocorrido em 8 de março de 1857, em Nova York. Mas, essa greve não aconteceu.
Com as transformações trazidas com a Segunda Revolução Industrial e, após a manifestação das mulheres russas, que determinaria a escolha do dia 8 de março, as fábricas incorporaram as mulheres como mão de obra barata. No entanto, devido às condições insalubres de trabalho, os protestos eram frequentes.
Também nas primeiras décadas do século, as mulheres começam a lutar pelo direito ao voto e à participação política.
Apesar disso, por muito tempo, a data foi esquecida e acabou sendo recuperada somente com o movimento feminista nos anos 60. A Organização das Nações Unidas, por exemplo, somente reconheceu o Dia Internacional da Mulher em 1975.
Atualmente, além do caráter festivo e comemorativo, o Dia Internacional da Mulher ainda continua servindo como conscientização para evitar as desigualdades de gênero em todas as sociedades. (Da Redação)
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