O Instituto Veritá está proibido de divulgar suas pesquisas com indícios de manipulação para favorecer à pré-candidatura de Lorenzo Pazolini, ex-prefeito de Vitória, ao Governo do Estado. A decisão, por unanimidade, foi tomada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) em julgamento nesta quarta-feira (03.06)
A condenação foi decidida na ação envolvendo a pesquisa eleitoral ES-09049/2026, que colocou Pazolini na liderança da disputa pelo Governo do Estado.
Além disso, a decisão ocorre após uma série de questionamentos levantados pelo Ministério Público Eleitoral durante a tramitação do processo. No parecer enviado ao TRE-ES, a Procuradoria Regional Eleitoral afirmou existir “indícios de manipulação” na condução da pesquisa.
Segundo o Ministério Público, “a estrutura da pesquisa foi moldada para privilegiar determinados cenários”. O órgão também sustentou que o instituto “agiu com deliberado desvio de finalidade, afastando-se da neutralidade exigida pela Resolução TSE nº 23.600/2019”.
Falhas graves
De acordo com a Procuradoria Regional Eleitoral, as irregularidades identificadas ultrapassam erros operacionais simples. O parecer destacou que os problemas encontrados “transcendem o mero erro formal” e configuram “vício insanável”.
Além disso, o relator do processo, desembargador eleitoral Américo Bedê Freire Júnior, afirmou que a pesquisa apresentava “deficiências e/ou impropriedades técnicas capazes de comprometer/dificultar a indicação da representatividade em um cenário real”.
Em outro trecho considerado contundente, o Ministério Público declarou que a metodologia utilizada afrontava “os princípios da isonomia e da fidedignidade”.
Multa máxima
Ao final da manifestação, a Procuradoria Regional Eleitoral pediu a condenação do Instituto Veritá com aplicação de multa no patamar máximo previsto pela legislação eleitoral.
Para o Ministério Público, a gravidade dos “indícios de manipulação” justificaria uma punição mais severa. A decisão unânime do TRE-ES amplia, portanto, a crise de credibilidade enfrentada pelo Instituto Veritá no Espírito Santo.
Além disso, o caso passa a ocupar o centro do debate político no cenário pré-eleitoral capixaba, principalmente diante da repercussão causada pelo levantamento divulgado anteriormente.
O Instituto Veritá ainda enfrenta outros dois questionamentos judiciais envolvendo pesquisas eleitorais no Espírito Santo. Na pesquisa registrada sob o número ES-06002/2026, o procurador Regional Eleitoral Paulo Augusto Guaresqui deu parecer favorável à Representação impetrada pela Executiva Estadual do MDB no TRE/ES contra o Instituto Veritá por conta de uma “pesquisa eleitoral manipulada” para beneficiar o ex-prefeito Lorenzo Pazolini.
MPE pede condenação do Veritá por manipulação de pesquisa eleitoral no ES
























