Autor do best-seller “O Vendedor de Sonhos” transformando em filme tendo César Troncoso e Dan Stulback como protagonistas, e de dezenas de livro de desenvolvimento pessoal, o escritor Augusto Cury repete Mario Vargas Llosa (no Peru) e se lança como alternativa à polarização Lula x Família Bolsonaro para sa eleições 2026.
O movimento repete Mario Vargas Llosa, que foi andidato no Peru em 1990, pela coalizão Fredemo, mas foi derrotado por Alberto Fujimori no segundo turno. Fujimori acabou cassado e preso por corrupção.
Aos 67 anos, esta é a primeira vez que Augusto Cury se arrisca na política. O partido Avante lançou nesta quinta-feira (7), em Belo Horizonte, a pré-candidatura do escritor à Presidência da República.
No evento de lançamento, Augusto Cury fez a defesa de uma gestão pública que una eficiência econômica e sensibilidade humana. Falou de empoderamento feminino, combate ao feminicídio e proteção às minorias.
Em 2022, o Avante não lançou candidato. O presidente nacional do partido, Luís Tibé, explicou que a candidatura de Cury em 2026 pretende ser antipolarização. Tibé também defendeu as qualidades de Cury como gestor:
“Ele tem uma rede de relacionamento que é impressionante. Eu tenho andado com ele e é muita gente com muito conhecimento. A equipe de economia, por exemplo, ele pensa em trazer mais de uma pessoa com pensamentos distintos para criar um projeto de país, não essa briga com um projeto único que seja de direita ou seja de esquerda”, diz Luís Tibé, presidente nacional do Avante e deputado federal por Minas Gerais.
HISTÓRIA
Augusto Cury nasceu em Colina, no interior de São Paulo. É médico psiquiatra, pesquisador e autor de best-sellers de autodesenvolvimento..
Segundo sua assessoria, já vendeu mais de 40 milhões de livros, com traduções para vários países. Aos 67 anos, esta é a primeira vez que Augusto Cury se candidata a um cargo político. Durante o discurso, ele disse que vai investir na geração de emprego e, principalmente, no empreendedorismo:
“Nós temos que transformar este país na maior nação empreendedora do planeta ou em uma das maiores nações, com 10 mil escolas de empreendedorismo. Seja nas comunidades, favelas, igrejas ou escolas públicas, com um banco do empreendedor que abraça os seus sonhos, o sonho dos seus filhos, o sonho dos seus netos. Nós precisamos sonhar com um Brasil mais generoso, mais altruísta, mais solidário”.
Cury defendeu a união do país para salvar jovens sem estudo ou trabalho, e disse que vai preservar a liberdade de expressão e os direitos humanos. Augusto Cury afirmou, ainda, que quer promover uma transformação no Brasil:
“Nós não estamos em dois barcos, à direita um barco e à esquerda em um outro barco. Nós estamos em um barco só. É mentira que parece que estamos em dois barcos. Aqueles que pilotam o barco chamado Brasil têm que pilotar bem, com generosidade, altruísmo e inteligência para levar esse transatlântico o mais longe possível com seus valores. Se pilotam mal, outros grupos assumirão. Então, nós não podemos nos digladiar, como se fizéssemos uma guerra ideológica e como se fôssemos inimigos a serem destruídos”.
Também são pré-candidatos à Presidência da República, nas eleições de 2026:
o presidente Lula, do PT;
o senador Flávio Bolsonaro, do PL;
o ex-governador de Minas Romeu Zema, do Novo;
o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do PSD;
Renan Santos, do Missão;
Aldo Rebelo, do Democracia Cristã;
Cabo Daciolo, do Mobiliza;
Samara Martins, do Unidade Popular
Llosa, Garcia Marques e Neruda
Mario Vargas Llosa candidatou-se à presidência do Peru nas eleições de 1990.
Ele liderou a coalizão de centro-direita Frente Democrática (Fredemo), defendendo uma agenda de livre mercado e reformas neoliberais para combater a hiperinflação e a crise econômica do país.
Apesar de ter sido o favorito durante a maior parte da campanha, ele perdeu no segundo turno para Alberto Fujimori, que surgiu como um candidato “outsider”.
Na Colômbia, Gabriel Garcia Marques também foi assediada pelos políticos para se candidatar, mas nunca aceitou. Dizia que sua missão era outra.
No Chile, Pablo Neruda. Poeta e vencedor do Prêmio Nobel, foi lançado como candidato oficial pelo Partido Comunista em 1970. No entanto, ele retirou sua candidatura pouco tempo depois para apoiar a coalizão de Salvador Allende, que acabou vencendo a eleição. (Da Redação com G1/MG)
“O Vendedor de Sonhos”: do que trata o livro de Augusto Cury, pré-candidato a Presidente
































