Preso desde 1º de agosto por suposto participação em esquema de liberação de heranças judiciais, o juiz Bruno Fritoli de Almeida, que atuava na região Noroeste do Estado, será solto a qualquer momento e responderá ao processo em liberdade.
Pessoas da família do juiz informaram que o advogado está apenas esperando o desembargador de plantão no Tribunal de Justiça do Espírito Santo emitir o alvará para que Bruno possa deixar a prisão em Viana, na Grande Vitória.
A decisão pela soltura do magistrado foi dada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça, que defendeu a tese de que as alegações do TJES para manter Bruno Fritoli preso, a manutenção da ordem pública, “não se sustenta”.
Como foi afastado do cargo, Bruno perdeu as prerrogativas de prisão especial e deixou o quartel da Polícia Militar, onde estava desde agosto, e foi recolhido na Penitenciária de Segurança Média de Viana.
O ministro Reynaldo concedeu habeas corpus revogando a prisão preventiva por considerar que, fora da função, Bruno não pode mais incorrer no erro que o levou à prisão. E também porque o inquérito foi concluído e o Ministério Público ofereceu a denúncia, correndo agora o devido processo legal, a que o ex-juiz passa a responder em liberdade.
Bruno é de Barra de São Francisco, em cuja comarca atuou a maior parte do tempo em que foi juiz. (Da Redação)
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