
Representantes da Secretaria de Estado da Educação (Sedu) participaram da reunião da Comissão de Educação desta segunda-feira, 6, para explicar como é feito o processo de escolha de diretores escolares. Segundo o subsecretário de Estado de Planejamento e Avaliação, Marcelo Martins, a metodologia passou por mudanças que tiveram início em 2019.
A reunião foi presidida pelo deputado Bruno Lamas (PSB) e também contou com a presença do Coronel Alexandre Quintino (PDT).
Marcelo Martins disse que a seleção não fica pautada apenas em entrevistas, como anteriormente e, desde 2021, passou a ter três etapas, adotando critérios como titulação, tempo de serviço e análise de competência. O modelo cobra ainda do interessado a apresentação de um plano de gestão para a unidade à qual pleiteia a vaga.
Um dos desafios da mudança, lembrou o subsecretário da Sedu, foi unificar os processos seletivos. E uma das alterações consistiu na criação de um mecanismo avaliativo para substituir gestores que não estavam desempenhando bem a tarefa. Portanto, a cada 15 dias uma comissão da pasta faz visitas aos colégios para obter os retornos relativos ao plano de gestão.
De acordo com Marcelo Martins, a ideia é que o diretor responsável pela unidade tenha retornos constantes da Sedu nas áreas administrativa e pedagógica. Ele destacou que a substituição do profissional é a última medida a ser adotada, “quando não há mais possibilidade de ajustes”. Dessa forma, abre-se uma vaga de diretor.
Assessora de Gestão Escolar, Mayara Cândido frisou que todo o passo-a-passo ainda vem passando por aprimoramento com foco na avaliação das competências essenciais para escolher uma liderança escolar. Um dos pontos ressaltados foi a transparência do processo, regrado por meio de edital. Dos seis classificados inicialmente, metade chega à última fase e um é escolhido. Os participantes devem ser servidores efetivos.
Isso não quer dizer, no entanto, que os não selecionados fiquem impedidos de concorrer a futuras vagas a serem abertas. Segundo a assessora, a escolha dos diretores tem relação com o perfil da unidade. “As escolas trazem realidades totalmente distintas”, detalha.
Falta de autonomia
Embora reconheça o fim das indicações políticas como um avanço, Sergio Majeski (PSDB) criticou a falta de autonomia dos diretores. Mesmo sem apresentar uma saída, o deputado salientou que eles representam os interesses da Sedu, deixando as cobranças da comunidade escolar em segundo plano sob pena de irem para o “olho da rua”.
Presidente do Conselho Municipal de Educação de Vitória (Comev), Leonardo Lares endossou as pontuações do parlamentar. Ele considerou que o modelo de escolha de diretores para unidades administradas pela prefeitura da capital é exitoso, na medida em que reúne votos da comunidade escolar.
Os representantes da Sedu Marcelo Martins e Mayara Cândido defenderam que há diversas formas de promover essa democratização e citaram o fortalecimento dos conselhos de escola, conselho de líderes e conselho de classe, bem como o método descentralizado da gestão. Nesse primeiro momento ressaltaram que há uma preocupação no suporte e formação dos diretores. (Da Redação com Webales)
























