
De qualquer lugar que você estiver no litoral Sul capixaba, chegará com o tempo entre 40 e 90 minutos da praia às delícias das montanhas de Alfredo Chaves, com suas belíssimas cachoeiras, seu jeito de roça, suas montanhas e seu céu, se o tempo estiver bom, salpicado de asas deltas ou parapentes. Afinal, estamos falando da Capítal Estadual do Turismo de Aventura.
De antemão, vamos dar um spoiler do que você vai encontrar aqui. Só que não é somente isso. Vamos além do roteiro pelas 7 maravilhas de Alfredo Chaves, escolhidas por um concurso feito há sete anos (opa, olha o 7 aí de novo) por meio da internet. Ao redor dessas maravilhas, entretanto, tem uma infinidade de opções.
Para os internautas, as sete maravilhas são: São Roque de Maravilha, Cachoeira Engenheiro Reeve, em Matilde; Cachoeira Vovó Lúcia, em Ibitiruí; Igreja de Sagrada Familia, em Sagrada Família; Estação Ferroviária de Mathilde; Rampa de Voo Livre, em Cachoeira Alta; e Cachoeira do Quintino, em São Joaquim de Crubixá.
Agora, uma dica: não tente ver e fazer tudo o que Alfredo Chaves oferece em apenas um dia. É tanta coisa bonita que merece que você passe pelo menos dois dias na região. Chegue sábado pela manhã e saia domingo à tarde, por exemplo, que você não vai se arrepender.
Mas é um destino para se fazer em veículo próprio. As linhas de transporte coletivo visam muito mais servir à comunidade nos seus deslocamentos entre o município e Guarapari e Vitória do que, propriamente, para quem está a fim de capixabear por lá. É um programa para todas as idades, desde jovens aventureis, até casais apaixonados ou famílias dispostas a saborear boa comida, curtir paisagens e fugir da rotina seja na cidade grande, seja mesmo nas praias do Sul – as mais próximas são as de Guarapari, Anchieta e Piúma.
A população de cerca de 15 mil habitantes é acolhedora e gosta de receber visitantes. Até porque isso fortalece sua economia. Alfredo Chaves está a apenas 83 quilômetros de Vitória, a 63 quilômetros de Cachoeiro de Itapemirim, a 34 quilômetros de Guarapari. a menos de 70 quilômetros de Marataízes.
Portanto, entre o calor das praias e os encantos das inúmeras cachoeiras formadas pelas águas que rolam das montanhas na Serra do Castelo é, como dizem os mineiros, “um pulinho”, consolidando a fama do Espírito Santo de 40 minutos entre o mar e as montanhas. E fique tranquilo: relacionamos pelo menos quatro dezenas de opções de hospedagem que você escolhe de acordo com seu gosto.
Ah, mas um conselho: prepare-se para viver grandes aventuras, leve lanternas, tênis e muita disposição, porque tudo pode acontecer durante sua estadia.

FESTA DO INHAME
Que o inhame faz um bem danado para a saúde, isso parece ser de domínio comum, embora a iguaria pudesse estar muito mais presente na mesa do brasileiro do que normalmente aparece, e pela grande produção do País. Baixo índice glicêmico, ajuda a controlar diabetes, combate prisão de ventre, dimui colesterol e triglicérides, aumenta a massa muscular, sendo rico em potássio e outros minerais importantes para o bom funcionamento do corpo.
Agora, o que pouca gente sabe, e a coluna agora vai informar, é que o município de Alfredo Chaves é a Capital Nacional do Inhame. O tubérculo é produzido principalmente em São Bento de Urânia, maior distrito alfredense em produção de verduras e legumes.
O inhame é, tradicionalmente cultivado naquelas terras devido ao solo arenoso e o clima ameno. Tem papel importante na economia e na cultura de São Bento de Urânia. A atividade é um importante fator de geração de emprego e renda para as famílias.
Originário do sudeste asiático, o inhame é plantado desde a antiguidade. Isso porque ele tem alto valor nutritivo e energético, com vitaminas e sais minerais. Esse tubérculo também é formado por grânulos pequenos, o que o torna um alimento de fácil digestão.
Além do sabor próprio e especial, o plantio do Inhame São Bento é mais produtivo do que o de outras variedades, pois isso a espécie Inhamento de São Bento de Urânia foi registrada pelo Incaper – Instituto Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural em 2008.

Desde 2007, a comunidade realiza anualmente, no mês de agosto, a Festa do Inhame, que comemora o início do ciclo da colheita. São diversas atividades relacionadas ao tema, com a Missa da Colheita, com participação de comunidades vizinhas, exposiçaõ e comercialização do produto, almoço comunitário, claro, com inhame no prato, show de calouros, forró, que italiano gosta muito, sorteios, premiações e diversas outras atividades que reforçam a identidade da comunidade.
Em 2016 o Inhame São Bento recebeu a IG (Indicação Geográfica) BR402014000004-2, documento que oficializa a origem desse tipo de inhame nativo de São Bento de Urânia, por meio de requerimento da Associação dos Produtores de Inhame São Bento do Espirito Santo – APISBES.
A área delimitada da Indicação de Procedência Região São Bento de Urânia para inhame abrange os municípios de Alfredo Chaves, Castelo, Domingos Martins, Marechal Floriano, Venda Nova do Imigrante e Vargem Alta, conforme laudo da delimitação da área.
Em dezembro de 2019 o município recebeu o título de Capital Nacional do Inhame por meio da Lei Federal Nº. 13.924.
FESTA DA BANANA E DO LEITE
Em terra de italiano o que não pode faltar é festa. E Alfredo Chaves não foge à tradição. No final de julho é relizada a Festa da Banana e do Leite, com vasta programação que dura quatro dias. A comemoração já se aproxima de sua 50ª edição, que ocorrerá em 2025.0
A cada ano a festa se amplia. Em 2023, por exemplo, teve a 2ª Feira do Agronegócio e do Empreendedorismo, que aconteceu no último final de semana, no parque de exposições da cidade, com apoio do Sebrae, da Aderes (Agêncvia de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empregas do Espírito Santo) e do Incaper.
Grande público comparece ao evento, que sempre conta com muita animação, oportunidades de negócios, atrações musicais e culturais como, por exemplo, os concursos de bananas, de gado leiteiro e Viradas dos Tachos. A atração já se tornou tradicional na programação da festa.
Quem passou pela feira pode conferir desde cafés especiais, cachaças artesanais, biscoitos caseiros, queijos gourmets, além dos belos artesanatos, dentre outros produtos da região.

FESTA DA UVA E DO VINHO
Como se vê, o alfredense típico trabalha muito, mas também sabe se divertir. Já falamos de festa em outubro, festa em julho e, agora, tem festa também no início do ano, porque em fevereiro é hora da Festa da Uva e do Vinho que movimenta o final de semana sabe de onde? No mesmo distrito de São Bento de Urânia, que é o referência nacional na produção de Inhame.
Em 2023, foi a 57ª edição da Festa. Mas lembre-se: fevereiro vem aí e será que tem Festa da Uva e do Vinho para a gente ir? O acesso é pela ES 383, entre Carolina e Victor Hugo (já na BR 262, no alto das montanhas capixabas. São Bento de Urânia fica ali pelo meio da serra.
A festa é marcada por concurso de vinhos, que elege o melhor vinho produzido no município, visando a incentivar o plantio de uva e a produção de seu principal derivado, tão apreciado pelos imigrantes italianos da região.
Como atrações, programas musicais, culturais como, por exemplo, o concurso e eleição da rainha e das princesas da Festa da Uva e do Vinho, missa e benção dos produtos colhidos pelos produtores, palestras técnicas e diversas outras atividades. Uma das atrações do domingo é a pisa da uva e distribuição dos prêmios aos vencedores do concurso de qualidade de vinho.
Geralmente, são premiadas cinco categorias: vinho seco, vinho suave, uva de vinho, uva de mesa e vinho rosé suave. Os vinhos correspondentes às amostras premiadas ficam expostos no evento em um stand de vendas pelos produtores.

CAPITAL DO TURISMO DE AVENTURA
Alfredo Chaves foi declarada a Capital Estadual do Turismo de Aventura por meio da Lei nº 11.099 de 08 de janeiro de 2020, pois é conhecido nacionalmente pela prática do voo livre na localidade de Cachoeira Alta.
A rampa natural é considerada uma das mais importantes do Brasil, o que atrai praticantes de todo o Brasil e até de outras nacionalidades.
Em terras alfredenses ainda é possível praticar outras atividades esportivas como mountain bike, trekking (enduro a pé), rapel, bicicross, escalada, entre outros.
Na vila de Cachoeira Alta está localizada a rampa de voo livre, a 462 metros acima do nível do mar. Lá de cima dá para observar parte do litoral sul e as montanhas capixabas. Considerada uma das melhores rampas do país para prática do esporte. No local há escolas que oferecem voo duplo de parapente.
Contatos de pilotos
Take Off Escola de Voo
Cachoeira Alta
Tel.: (27) 99981-6751
AVLAC Associação de Voo Livre
Cachoeira Alta
Tel.: (27) 99929-2499
CONHECENDO A HISTÓRIA
O município de Alfredo Chaves ganhou esse nome em homenagem ao Ministro da Colonização do Império Brasileiro do Século XIX. Foi um dos principais berços da colonização italiana no Sul do Espírito Santo, mas, antes disso, como de resto todo o País, foi a presença portuguesa que fez nascer seus primeiros núcleos populacionais.
A região era virgem e inóspita, ocupada por silvícolas em meio a muitas feras em suas matas. No início do Século XIX, Dom Pedro II doou ao guarda de honra da corte, o português Augusto José Álvares e Silva, 500 alqueires de terra. Essa área foi dividida em cinco partes chamadas Sesmarias: do Norte, do Sul, do Leste, do Oeste e Quatinga.
Nesse período, Augusto José Álvares e Silva casou-se com Macrina Rachel da Conceição, nascida naquela região e descendente de portugueses, e tiveram cinco filhos. Quando Augusto morreu, Macrina herdou as terras e doou um pedaço da Sesmaria para os escravizados que não tinham moradia.
A área doada, hoje conhecida como morro do cemitério, passou a se chamar “Povoado de Nossa Senhora da Assumpção”. Mais tarde, com a chegada dos jesuítas de Benevente e a construção da igreja, passou a ser chamada de “Povoação de Nossa Senhora da Conceição”.
Depois, as Sesmarias foram herdadas pelos filhos de Augusto e Macrina. Rita Augusta José Alves e Silva, filha do casal, casou-se com o coronel José Togneri, filho de conde italiano, que veio ao Brasil para vender jóias e comprar terras. Por dote, ele recebeu toda a propriedade da área da Quatinga.
Na região, em 1877, chegam os imigrantes italianos, que desembarcam em Benevente (atual Anchieta). Do local, eles sobem o rio Benevente em canoas até a sesmaria Quatinga, onde fundam o povoado Alto Benevente. Alguns desses europeus, com medo das enchentes e do ataque dos índios, continuam a subir o rio para se instalarem em uma área mais elevada, batizada de Vila de Todos os Santos (hoje, Todos os Santos, distrito de Guarapari).
Durante esse período, os italianos encontram muitas dificuldades ao chegarem na região. Coberta de matas virgens, enfrentaram doenças tropicais e animais peçonhentos, mas, como era uma viagem sem volta para uma Europa em crise (a Itália estava consolidando a unificação dos vários reinos que compunham a Pensínsula Itálica e enfrentava muitas dificuldades), o que queriam era um pedaço de terra para plantarem e sustentarem suas famílias. A Itália estava passando por dificuldades e a área para o desenvolvimento agrícola no país era bem reduzida.
Embora os imigrantes tenham sido atraídos pela nova vida na América, o governo brasileiro não tinha um plano de imigração de famílias agrícolas totalmente estruturado para a chegada dos europeus. Ao chegarem ao território de Alto Benevente, por meio de pequenas embarcações, eles seguiam depois em grupo pelas estradas com destino ao Quinto Território.
Com o apoio do ministro, Dr. Joaquim Adolpho Pinto Pacca, da Imperial Colônia de Rio Novo, e do Coronel Togneri, os italianos eram encaminhados a um barracão coletivo, a “Hospedaria dos Imigrantes”. Ali, ficaram acomodados (amontoados) por alguns meses e receberam alimentos para o sustento, enquanto esperavam o encarregado do governo definir o pedaço de terra para cada família.
Com a posse das terras, os italianos passaram a produzir para sua sobrevivência e transformaram verdes florestas em cafezais e lavouras. A terra parecia-lhes um paraíso, era só plantar que a colheita era certa. O único cuidado era afastar os animais selvagens.
Em 1878, novos imigrantes italianos chegaram e continuaram a subir o rio para se fixarem nos vales acima de Benevente e Batatal, evitando, assim, as constantes enchentes e os ataques dos índios. Além dessas dificuldades, naquela época, o serviço de saúde era bem precário e muitos membros das famílias vieram a morrer de malária.
Nesse mesmo ano, o imperador Dom Pedro II envia o ministro da colonização, o engenheiro Alfredo Rodrigues Fernandes Chaves, para expulsar os índios instalados nas fazendas Togneri e Gururu, abrindo caminho para a consolidação da ocupação pelos europeus.
Em 1888 e 1895, uma nova leva de imigrantes italianos chega ao território. Esses europeus passam a colonizar outras regiões, como Araguaia, Santo André, São Marcos, Matilde, Carolina, Deserto, Urânia, Maravilha e Engano (Ibitirui). A construção da Estrada de Ferro Sul leva novas esperanças para esses imigrantes.
O distrito de Alfredo Chaves é emancipado no dia 24 de janeiro de 1891, como território desligado do município de Benevente, atual Anchieta. O crescimento econômico da região é impulsionado pelos imigrantes italianos. O progresso chega e o desenvolvimento leva áformação do primeiro centro comercial, onde famílias compram e vendem mercadorias.
Água potável, esgoto e iluminação pública somente chegaram em 1922, no ano do centenário da Independência do Brasil durante a República Velha. Melhorias surgiram para os imigrantes e seus descendentes, que dedicavam grande parte do seu trabalho também para a região, na construção e organização das igrejas. Por tradição, o catolicismo era dominante.
Na economia, a partir da década de 60 com a crise do café, os agricultores começam a trabalhar com a banana, um produto que se adapta facilmente ao clima e ao solo de Alfredo Chaves. Com o sucesso da bananicultura e da pecuária leiteira na região, passa a ser organizada a tradicional Festa da Banana e do Leite do Município.
A diversidade de opções e a proximidade com a região metropolitana leva o município a ser muito procurado por turistas em busca de sua exuberante paisagem de Mata Atlática refletida nas suas serras e cachoeiras. A Estrada de Ferro Leopoldina (Linha do Litoral) também facilita o acesso, passando perto da belíssima cachoeira de Matilde. Hoje, a ferrovia está sem atividade, condeida à Ferrovia Centro-Atlântica.
Nas regiões mais altas, Alfredo Chaves tem temperaturas mais reduzidas, a menor delas foi 6 graus em 12 de junho de 1999, mas ultimamente tem registrado temperaturas altas que, às vezes, coloca a cidade entre as mais quentes até mesmo do Brasil.
Por estar situada no fundo de um vale, a cidade eventualmente sofre com inundações nos períodos mais chuvos, notadamente entre outubro e dezembro.
COMO CHEGAR
Em transporte próprio
Para quem está na Região Metropolitana, há dois caminhos: um pela Rodovia Governador Mários Covas (BR 101) e outro pela BR 262.
Se optar pela BR 101, tanto pode acessar essa rodovia na Grande Vitória quanto alcançá-la por meio da Rodovia do Sol (ES 060), que leva de Vila Velha a Guarapari.
Pela Rodovia do Sol, estando em Vitória, siga pela Terceira Ponte para Vila Velha. Se estiver em Vila Velha, oriente-se para alcançar a ES 060 e viage por cerca de 40 quilômetros (dependendo de onde você esteja) até o viaduto de Setiba, tome o sentido à direita pelo contorno por cerca de 6 quilômetros até a Rodovia Governador Jones Santos Neves e siga à direita em direção ao viaduto da BR 101. Então, tome o sentido Sul por mais 23 quilômetros. Pouco depois de Jabaquara, há um trevo de acesso a Alfredo Chaves. Dali à cidade são mais 10 quilômetros.
Se estiver em outra posição da Grande Vitória, deves alcançar a BR 101/262 na Ceasa, em Cariacica e seguir no sentido Sul. No viaduto após a Polícia Rodoviária Federal, tome o sentido Rio de Janeiro pela BR 101. Dali até o acesso a Alfredo Chaves são aproximadamente 52 quilômetros.
Se optar pela BR 262, estando na Grande Vitória, siga no sentido Belo Horizonte por 46 quilômetros até o Posto do Café. Na rotatória, entre à esquerda e siga pela ES 146 por 23 quilômetros até chegar em Matilde. Dali, oriente-se para explorar as belezas do município.. Esse é o mesmo acesso para quem vem no sentido Belo Horizonte a Vitória. Só que, neste caso, você entra à direita no Posto do Café.
Outra opção para quem vem no sentido BH-Vitória é entrar na ES 383, em Araguaia/Vitor Hugo, e já começar a curtir as belezas dessas montanhas capixabas. São 34 quilômetros até Matilde por esse trajeto.
Se estiver na BR 101 vindo do Sul do Estado, prossiga depois de Cachoeiro, passando por Rio Novo, Iconha até a rotatória de acesso a Alfredo Chaves, à esquerda.
Para quem está no litoral sul, tome uma das rodovias de acesso à BR 101 – em Marataízes ou Piúma, ao alcançar a BR 101 tome o sentido Norte. Se estiver em Ubu, ao chegar na BR 101 tome o sentido Sul. Em ambos os casos, sempre o acesso a Alfredo Chaves será na rotatória da BR 101.
Em transporte coletivo
As empresas Águia Branca e Alvorada têm linhas de Vitória para Alfredo Chaves.
O trajeto dos ônibus da Alvorada é passando por Guarapari, através da Rodovia do Sol. São três horários diários em cada sentido, em dias úteis, e dois horários nos sábados e apenas um nos domingos.
Pela Águia Branca, há ônibus entre Vitória e Carolinta e Vitória e Matilde, passando por Domingos Martins e BR 262. Apenas um horário por dia.
Contatos Viação Alvorada
(27) 3222-0318 / (27) 3261-0414 / (28) 99917-0060
Rodoviária de Guarapari: (27) 3261-0414
Rodoviária de Vitória: (27) 3222-0318
Matriz e Ouvidoria: (28) 3526-5200
Contatos Viação Águia Branca
SAC: 0800 725 1211
ONDE IR, O QUE FAZER
Matilde, um destino indispensável
Matilde é um “condado” em Alfredo Chaves. Um lugar que muitos consideram mágico. É uma delícia ir passar um final de semana neste local. Tem a famosa cachoeira, além de várias outras, tem a estação de trem, o túnel e a cidadezinha são toda bonitinha, bem pequena.
Mirante
O Espírito Santo é um estado que oferece uma variedade de roteiros para todos os gostos, um dos mais famosos do Estado, até mais que as praias, é o circuito das montanhas. Ali, as elevações separam o litoral dos vales oferecendo visuais estonteantes que são comprovados pelos diversos mirantes espalhados pelo Estado
Um destes excepcionais pontos de observação é o Mirante de Matilde, que fica na ES 474, bem na entrada da Cachoeira Engenheiro Reeve, que é bem fácil de encontrar, pois você logo notará o volume de carros estacionados.
Com uma vista de cair o queixo, o Mirante de Matilde descortina a paisagem do município de Alfredo Chaves, conhecido pela prática do parapente e belas cachoeiras. Lá do alto tudo parece ser pequeno até o Rio Benevente, que serpenteia até a foz.
Um dos locais mais belos para se parar e admirar as belezas do estado, o Mirante de Matilde é um programa certo para aqueles que buscam paisagens para inspirar e dar forças para o dia a dia. Agora, se você ainda não “ligou o nome à pessoa”, observe se você já não viu a foto em centenas e talvez milhares de postagens de quem visita o lugar.

Estação Ferroviária
O Estado do Espírito Santo é cheio de surpresas e belezas, uma das muitas que o aquele oferece a seus visitantes é a Estação Ferroviária de Mathilde. Monumento histórico do Estado e por que não, do país, a estação faz parte das sete maravilhas do Espírito Santo e tem uma locação bem interessante.
Construída do início do século XX, quando o país via as ferrovias como um transporte promissor e econômico, a estação de Matilde fazia parte de uma malha ferroviária que começa no Rio de Janeiro. A estação era o último ponto, ligando a cidade de Matilde (Mathilde na época, o que pode ser comprovado em um letreiro) a Vitória, passando pelo Rio Benevente.
Apesar de histórica de badalada, a centenária estação nem sempre foi movimentada, foi somente com a reportagem de uma emissora do país que o lugar entrou na rota de turistas, que em dias claros de verão transitam pelos trilhos da estação em busca dos atrativos locais e belas fotos. Com um museu instalado no lugar, o visitante pode conhecer um pouco mais da história local e se estiver cansado, revigorar as forças em um café que também fica instalado no lugar.
A Estação Ferroviária de Mathilde, como podemos ver, oferece uma infinidade de programas, que fazem da mesma parada obrigatória em Alfredo Chaves.
A 800 metros da Estação há o Túnel dos Escravos, que foi construído para desviar o rio dos trilhos do trem. O Túnel conta com 65 degraus e muitas histórias e lendas a respeito da cidade. Use tênis para percorrê-lo.
O túnel foi construído na mesma época da construção da linha. Foi erguido para desviar o fluxo da água do córrego formado pelo Rio Novo de Matilde que passava por cima da linha. Hoje o atrativo turístico e visitado por turistas aventureiros em busca de emoção.

Como chegar a Matilde
Você pode chegar tanto pela BR 262, pela rodovia ES 383, que passa por São Bento de Urânia e Carolina, ou pela ES 146, passando por Araguaia, quanto pela BR 101, passando pela sede de Alfredo Chaves. São 17 quilômetros entre a cidade, sede do município, e o distrito de Matilde, pela ES 146.

Estação Ferroviária de Ibitiruí
Bem próximo a Matilde, no sentido Vitória-Rio, é a “próxima estação de trem”, localizada no distrito de Ibitiruí, a 16 quilômetros de Alfredo Chaves pela rodovia ES 146 e, depois, deixando o sentido de Matilde e seguindo à esquerda pela ES 383.
A entrada é gratuita. Serviços próximos: Bar, fábrica de biscoitos, restaurante, pousada e mercearia.

São Roque de Maravilha
Fica a 9 quilômetros de Matilde e a 26 quilômetros da sede de Alfredo Chaves. Entre São Roque e Matilde não há pavimentação, mas é um lugar de rara beleza.
São Roque de Maravilha é uma pequena vila que faz parte do Circuito das Águas, eleita uma das sete maravilhas de Alfredo Chaves. Aliás, foi eleita a primeira delas.
Conhecer o vilarejo que fica no meio de um vale, leva à tranqüilidade e ao bucolismo da área rural. Muito verde e belas corredeiras combinam com a hospitalidade dos moradores e a tranqüilidade das pousadas.
Então se você é daqueles que procura um lugar para se descansar, comer e beber bem e ainda contemplar cenários belíssimos, precisa ficar por dentro das nossas dicas.
Lá você vai encontrar rios tranquilos e uma preciosidade: o Carrefour da Roça, uma mercearia que promete ter de tudo. Por isso, recebeu o apelido carinhoso.
Ao todo são cinco pousadas. Algumas oferecem áreas para camping, chalés, piscina e pesque e pague, mas todas têm o mesmo detalhe em comum: um cardápio delicioso recheado de pratos típicos. Polenta, macarrão caseiro, queijo da roça e lingüiça de porco são algumas das opções oferecidas nos restaurantes das pousadas. Já para sobremesa, licores, geléias, bolos e pães feitos pelas moradoras do lugar. É lá que você pode se deliciar com a autêntica comida de panela.
Outra atração do lugar é o Conventinho, que é uma propriedade particular, mas com entrada gratuita.
Carolina
Carolina é uma comunidade a 7 quilômetros de Matilde, no caminho de São Bento de Urânia. Em 2022, a comunidade fez uma grande festa para comemora a restauração de um quadro de São Francisco de Assis, com missa e tudo na Igreja de Santa Augusta..
A restauração da relíquia foi realizada pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult), depois que comunidade recebeu uma equipe profissional que apresentou melhor preço pelo restauro, após várias visitas de historiadores interessados.
Segundo relatos de moradores envolvidos diretamente nos trâmites do restauro, o quadro foi pintado na Itália em 1897, pelas mãos do pintor Francesco Fabres e que estaria na comunidade desde 1910, aproximadamente.
Não dá para falar de Carolina sem falar de uma de suas preciosidades, a Pousada Águas de Pinon, a pioneira na região de Alfredo Chaves.

A hospitalidade aliada ao conforto de suas instalações, e a beleza das cachoeiras que a envolvem são sua marca registrada. A Pousada também se caracteriza pela tradicional culinária caseira, com deliciosos pães, bolos, macarrão e massas em geral feitos com muito carinho na propriedade.
As diárias incluem café da manhã, almoço e lanche (café colonial), com delícias como pães, sucos naturais, geléias, doces e salgados e os pratos típicos da região.

Pedra do Gururu
Um dos pontos turísticos mais famosos e belos de Alfredo Chaves, a Pedra do Gururu fica localizada a aproximadamente 3 km do centro do município e possui 500 metros de altitude. A Pedra do Gururu, é vista facilmente por todos, graças sua posição geográfica. A trilha de subida a pé tem duração média de 1h30 às 2 horas.
O local tem um uma exuberante vista da cidade, possui fauna e flora com grande biodiversidade e árvores que chegam a 35 metros de altura. O lugar oferece ainda possibilidade de caminhadas ecológicas, escaladas, montanhismo e voo livre de asa delta e de parapente, apesar de não possuir rampa oficial.
Reserva de Alto Gururu
Na mesma região fica a Reserva Particular do Patrimônio Natural do Alto Gururu , a aproximadamente 2 quilômetros da sede de Alfredo Chaves.
Como chegar: BR 101 e ES 146. Saindo da ES 146, subindo 1,5km pela estrada de Batatal até a entrada de Água Quente, subindo mais cerca de 7km, ou, partindo da Sede, indo pela Rodovia Costa Augustinho (asfaltada). Após 1km, entrar à esquerda em estrada não pavimentada e seguir 2 quilômetos adiante até a Sede da RPPN. É propriedade particular, com entrada gratuita. Funciona todos os dias.
As lições ambientais do Sardi
A propriedade é um lugar fantástico de se visitar, mas é preciso combinar com o dono. Um belo exemplo de como se pode preservar a natureza. O agricultor aposentado Ricardo Sardi, 87 anos, é um premiado defensor do meio ambiente. Há alguns anos ele está reflorestando parte do seu terreno que fica na localidade de Quinto Território, no interior de Alfredo Chaves.
Dos 100 hectares de sua propriedade, 70%, segundo ele, são formados por floresta nativa com diversas madeiras nobres como jacarandá, jequetibá, canela e ipê-roxo. A outra parte é que o agricultor vem reflorestando com mudas conseguidas com o Incaper e outras instituições.
A propriedade tem mais de 40 nascentes e abriga cinco belas cachoeiras. Além de árvores nativas, a ‘floresta particular’ de Sardi abriga inúmeras espécies de aves e mamíferos. Ele quer deixar um “bem natural” para seus filhos e netos.
A área, que fica a 14 quilômetros da sede do município, já foi destaque em diversos jornais e revistas devido ao grande trabalho de preservação feito pelo agricultor. Pai de seis filhos, Sardi criou e educou sua prole com o cultivo de bananas realizado no próprio terreno.
O convívio com a natureza e o desejo de transmitir para gerações futuras todo o aprendizado que recebeu de seu pai fazem com que Ricardo seja hoje um dos maiores protetores e mantenedores de florestas nativas no Estado e grande defensor do meio ambiente, detentor do Prêmio Dom Luiz.
O Prêmio Dom Luís Gonzaga Fernandes foi instituído pela Lei Estadual nº 7.844, de 25 de agosto de 2004, e se tornou uma forma de reconhecer quem luta pela justiça social, pelo respeito aos direitos humanos e pelo cuidado com o meio ambiente.
Devido a fama de área em preservação e da riqueza de cachoeiras, a propriedade está aberta para visitação técnica de grupos, mas os interessados precisam agendar com o próprio agricultor pelo telefone (27) 3269-1024 / 9 9532-5520.
Como chegar: BR 101, ES 146 e Rodovia Costa Agostinho, todas pavimentadas. Serviços próximos: Bar, lanchonete, alambique.

Cerejeiras do Redentor, bosque do mestre Lee
No distrito de São Bento de Urânia fricam as Cerejeiras do Redentor. Distancia-se cerca de 47 quilômetros da sede. A nova descoberta tem conquistado muitos likes nas redes sociais evidenciando mais um atrativo natural do município. Elas florescem no mês de julho e o espetáculo dura no máximo 15 dias.
O Sítio Monte Rá como é conhecido na comunidade de Redentor, tem mudado de cor do bosque, dando lugar a florada rosa das 320 árvores lá plantadas, encantando os visitantes de todas as partes do Espírito Santo, que tem aproveitado o momento para visitar o sitio gratuitamente.
A propriedade é ampla e possui várias paisagens, dentre elas um lago com estilo japonês e balanços que ficaram ainda mais exuberantes com o espetáculo colorido em épocas mais cinzas do inverno alfredense.
O Sítio Monte Rá é pertencente ao mestre Woo-Jae Lee, vindo para o Brasil em 1971 com a missão de divulgar a arte marcial e ainda foi introdutor do Taekwondo no Rio de Janeiro. Ele já escreveu 5 livros onde demonstra técnicas marcais e relata a história de vida.
Levar um pouco de cor e alegria para a vida das pessoas é intenção do proprietário quando resolveu permitir a visitação gratuita no “novo Bosque das Cerejeiras”.
Lee pede ainda que o visitante evite deixar lixo no chão e prejudicar a vegetação para que passeio seja consciente e voltado à proteção e manutenção do meio ambiente.
Sítio Monte Rá
Redentor, a 6km de São Bento de Urania, em Alfredo Chaves
Valor: entrada gratuita
Como chegar: No trevo de S. André, pela ES 146 até o Posto do Café no km 58 da BR 262, seguir até o km 81 (1km após o Sítio Boone – Sentido Pedra Azul) entrando à esquerda e seguindo 9,6 km por estrada vicinal não pavimentada, passando pela localidade de São Floriano até o Sítio Monte Rá; Entrada: Gratuita (propriedade particular) Funcionamento: Apenas durante a florada das cerejeiras.

O mistério do Monte das Três Cruzes
Quem visita a Rota do Vale do Inhame, em São Bento de Urânia, precisa estar preparado para a inconstante previsão do tempo. Faça chuva ou faça sol (muitas vezes, no mesmo dia), não deixe de percorrer o Monte das Três Cruzes, conhecer um pouco da sua história e saber mais sobre como localidade cresceu, visitando memoriais que homenageiam os imigrantes italianos.
O Monte das Três Cruzes é um local de meditação, paz, contemplação e história. Uma “picada” é o caminho onde passaram os primeiros imigrantes em 1884, terra dos índios Puris e onde passaram jesuítas e bandeirantes em busca de ouro nas cabeceiras do Rio Benevente.
A caminhada é feita, em média, em menos de duas horas, cercada de mistérios. Como exemplo: o muro de pedras na picada que dá acesso ao local. Foi construído por quem? Será pelo diretor Joaquim Adolfo Pinto Pacca e sua equipe que denominou a localidade de Urânia em 1884 – ele era amigo de D. Pedro II – e que também pode ter tido mão de obra de escravizados (índios ou negros), ou foram os imigrantes italianos que construíram o muro para proteção da picada em meio ao alto penhasco? Essa é uma dúvida que ainda não foi respondida.
Outro mistério na caminhada até o Monte das Três Cruzes é uma nascente de água potável para saciar a sede dos caminhantes. O acesso fica a 1.100 metros de altitude. Segundo os moradores da localidade, a água é benta.
Localização: Três Cruzes (Distrito de São Bento de Urânia) Distância da Sede: 30 km aprox.
Como chegar: BR 101 e ES 146/ BR 262 e ES 383, esta última não pavimentada. Entrada: Gratuita Funcionamento: Todos os dias Serviços próximos: Não possui.
A religiosidade no roteiro turístico do município
Como bons descendentes de italianos, os alfredenses são muito religiosos. Obviamente, pela tradição, a maioria da população é católica e preserva suas manifestações de fé através dos diversos templos na cidade e no interior.

Igreja da Sagrada Família
A centenária Igreja da Sagrada Família compõe o roteiro das 7 Maravilhas de Alfredo Chaves. A imagem da padroeira foi trazida da França e sua arquitetura interna é a mesma da que foi construída há mais de um século. Além de sido eleita uma das 7 Maravilhas de Alfredo Chaves, a igreja é uma das mais antigas e bonitas do município. Foi edificada em 1914 por descendentes italianos e restaurada recentemente, porém preserva toda a sua beleza. A Igreja fica localizado a 9 km do centro de Alfredo Chaves.
A imagem da padroeira Sagrada Família foi trazida da França. ua beleza está em todas as partes, desde a imponência de suas paredes até os pequenos detalhes do altar.
A igreja, porém, é apenas o centro das atrações do distrito que leva seu nome: Sagrada Família. Um lugar que fica em meio a lindas montanhas, que preserva a tranquilidade e o bucolismo típicos do interior. Além disso, em Sagrada Família você poderá visitar construções centenárias que combinam perfeitamente com a natureza e a hospitalidade dos moradores da comunidade.
Então se você é daqueles que procura um ambiente para descansar, conhecer a história, contemplar cenários belíssimos e ainda saborear pratos deliciosos, você precisa visitar Sagrada Família e conhecer, além da igreja, a agroindústria, onde vai aprender como se faz mariola, e o Museu Recanto das Rosa, um museu particular da pediatra Rosangela Bissolli, que fica na sede do distrito.
Além de peças antigas que contam detalhes da imigração italiana, há no local uma capela confeccionada em cristais de vidro, uma réplica do Convento da Penha e um presépio que foi fabricado pelo irmão da médica, o artista autodidata Robson Bissoli. O presépio, um dos principais atrativos do espaço, movido à água, ele foi confeccionado à mão pelo artista.

Capela de São Roque
São mais de 120 anos de história. Em 1899 o italiano Amadeu Partelli, já instalado em Alfredo Chaves, resolveu partir para o Rio Grande do Sul para procurar melhores terras. Ao chegar ao novo destino, ele e sua esposa foram roubados e ficaram sem dinheiro e nenhum pertence.
Como ele era muito religioso, fez uma promessa a São Roque – que se conseguisse voltar para Alfredo Chaves, precisamente para a comunidade de Quarto Território, onde se instalou, iria construir uma capela em devoção ao santo.
Como a graça foi alcançada, ele cumpriu a promessa e no dia 16 de agosto de 1902 inaugurou a igrejinha construída de pau a pique, onde hoje a comunidade celebra missa uma vez por ano.
Segundo os familiares, que hoje moram em diversas comunidades de Alfredo Chaves, “depois de muitos anos a igreja pegou fogo e não restou nada da pequena capela. Mais tarde foi construído um cruzeiro no local das ruínas e o pároco da cidade começou a celebrar missa uma vez por ano”.
Em 1943 foi erguida uma nova capela, os materiais para a construção eram conduzidos por burros, pois o morro é muito íngreme, a cerca de 800 metros de altitude. Em 1997 foi erguida a torre da igrejinha e instalado energia provisória. “Somente em 2007 a energia foi colocada definitiva e instalada uma bomba para levar água até o alto do morro”, conta a bisneta de Amadeu, a comerciante Marilene Partelle Peruzzo.
Localização: São Roque do IV Território Distância da Sede: 12km
Como chegar: BR 101 e ES 146, ambas pavimentadas. Entrada: Gratuita (propriedade particular) Funcionamento: Todos os dias Serviços próximos: Não possui.
Igreja de Aparecidinha
Em Aparecidinha, a 27 quilômetros da sede, fica uma das igrejas mais simpáticas do município. E nela se concentram as comemorações da padroeira do Brasil, na localidade também conhecida por “Basílio”, com uma Novena de Nossa Senhora Aparecida, que antecede à celebração de 12 de outubro, recebendo todas as noites representantes de comunidades católicas de localidades diferentes.
A tradicional procissão religiosa sai no dia 12, pela manhã, da Igreja Matriz de Sant’Ana, em Marechal Floriano, e segue até Aparecidinha.
Como chegar: Da sede de Alfredo Chaves pela ES 146 até o trevo de Barra do Batatal e seguindo pela ES 376 (não pavimentada) ou partindo da sede de Marechal Floriano, na BR 262, pela ES 376 (pavimentada). Entrada gratuita, funciona nos finais de semana e por perto há bares e pousadas.
Igreja de Iriritimirim
Fundada em 1911, a capela é um destes exemplos de construções italianas, tanto que a fundação desta se deve aos imigrantes que construíram parte da nossa cultura. Perto da cidade de Araguaia, a pequena capela é um belo exemplo de um templo do campo, exaltando ainda mais o bucolismo da paisagem. À beira da estrada, a Capela de Iriritimirim vale a sua visita quando passar pelas serras capixabas.
Capela de São Miguel Arcanjo
Localizada em Água Quente (próximo a Batatal), fica a 12 quilômetros da sede. Pode-se chegar pela BR 101 e ES 146. Saindo da ES 146, subindo 1,5km pela estrada de Batatal até a entrada de Água Quente, subindo mais cerca de 7km. Entrada: Gratuita (propriedade particular) Funcionamento: Todos os dias Serviços próximos: Não possui.

Ruínas da Figueira
O nome advém de uma enorme figueira próxima ao local onde a igreja foi construída em 1910. A igreja tinha belas colunas, uma torre não muito alta, arcos de estilo romano que chamavam a atenção e um jardim em toda a sua frente, cercado por grades de ferro, mas ruiu em 1943, só restando os belos arcos.
As ruínas da Figueira, como são conhecidas, intrigam turistas e moradores que não conhecem a verdadeira história do local. Segundo o jornalista e escritor Hésio Pessali, os arcos são partes de uma igreja construída em 1903 pelo imigrante italiano Pedro Zerboni. A história está registrada no livro “Alfredo Chaves – Uma visão história e política”, escrita pelo próprio jornalista.
A igreja marcou o início da localidade, só que em 1938 começaram os conflitos em virtude dos moradores não concordarem com o coordenador local. Por falta de harmonia, os fiéis começaram a migrar para celebrações na igreja de Sagrada Família.
Conforme conta o jornalista, Pedro Zerboni foi uma liderança na região, tinha uma mercearia e promovia festas na igreja, atraindo muitas pessoas. “Com a mudança do imigrante e sua família para Cachoeiro de Itapemirim e o abandono dos fiéis, a igreja passou a ter celebrações somente uma vez ao ano, no mês de junho”, disse ele.
A capela era mantida pelas mulheres da localidade, que perceberam rachaduras no teto de madeira. E em 1944 a estrutura desabou totalmente, ficando somente as paredes de pedra, com 70 cm de espessura. “As paredes permaneceram de pé até 1970. Depois disso só restaram os arcos”, conta o jornalista.
Localização: Distrito de Sagrada Família
Distância da Sede: 06km aprox.
Como chegar: BR 101 e ES 146 e Rodovia Costa Agostinho, ambas pavimentadas.
Entrada: Gratuita (propriedade particular)
Funcionamento: Todos os dias
Serviços próximos: Não possui
AS BELAS CACHOEIRAS DE ALFREDO CHAVES
Com diversos atrativos que envolvem emoções e esportes radicais, o município de Alfredo Chaves, foi eleito o circuito da aventura dentro do rico Estado, podemos observar que a localidade guarda diversas preciosidades históricas e culturais.
As três cachoeiras (Engenheiro Reeve, Vovó Lúcia e Quintino), um vale (São Roque de Maravilha, uma espécie de Matilde em miniatura, com diversas atrações naturais e culinárias para o visitante se esbaldar sem ter que percorrer muitos quilômetros) e duas construções (a Igreja da Sagrada Família e centenária e badalada Estação de Mathilde) que atraem todo ano milhares de turistas de diversos estados.
Assim, o turista pode percorrer as belezas mais famosas da cidade, aproveitar a natureza e realizar circuitos radicais neste município que é abençoado por suas belezas. Venha conhecer o “Circuito das Águas”.

Cachoeira de Matilde (Engenheiro Reeve)
A 18 quilômetros da sede, é em Matilde que fica a famosa Cachoeira Engenheiro Reeve, uma das maiores em queda livre no Estado. com 70 metros de altura. Para chegar até ela existe uma escadaria e a vista é incrível. O volume da água proporciona a formação de gotículas que caem sobre os visitantes que chegam até o final do acesso. A cachoeira é muito procurada para a prática de rapel.
O distrito de Alfredo Chaves, que foi colonizado pelos alemães é conhecido por suas paisagens bucólicas, o que pode evocar paz, porém o lugar está cheio de locações para esportes radicais.
A Cachoeira Engenheiro Reeve é parada obrigatória de quem visita o lugar. A queda d’água oferece muito mais que uma bela locação para selfies e fotos, na Engenheiro Reeve o visitante pode praticar esportes radicais como rapel, se banhar e é claro contemplar a vista estonteante que o lugar proporciona.
A cachoeira tem uma beleza que nos faz parar para ouvir o barulho da água em queda e recebeu o nome do engenheiro inglês que planejou e comandou a construção da ferrovia que trouxe fama ao distrito. Assassinado no final do século XIX, o engenheiro ficou eternizado em uma das mais belas quedas d’água do Brasil. Localizada na estrada ES 474, a Cachoeira Engenheiro Reeve (também conhecida como de Matilde) deve ser uma parada obrigatória para quem vai a Matilde e arredores.
Como chegar: BR 101 ou BR 262, seguindo a ES 146 nos dois sentidos, todas pavimentadas.
Entrada: R$5,00 (moradores de Alfredo Chaves não pagam)
Funcionamento: todos os dias, das 07h às 18h
Serviços Próximos: Pousadas, restaurantes, café, mercearia, posto de combustível, indústria caseira de doces e massas, artesanato.
Cachoeira do Quintino
A cachoeira do Quintino fica localizada no distrito de São João de Crubixá., a 23 quilômetros da sede. No local, a fé é amplamente ligada aos traços culturais. Suas águas límpidas vêm direto do meio da mata e formam um lago próprio para banho tanto de adultos como de crianças.
Ao seu redor está uma rica vegetação preservada com a presença de muitos animais silvestres, orquídeas e bromélias. No distrito está a mais antiga igreja da região, a de São João de Crubixá, além de quedas d’águas e vales que embelezam ainda mais a região.
Como chegar: BR’s 101 ou 262, pelas ES 146 ou ES 375 (todas pavimentadas).
Entrada: Gratuita (particular)
Funcionamento: finais de semana e feriados
Serviços próximos: pousada, restaurante, mercearia, agroindústrias de doces e massas.

Cachoeira da Vovó Lucia
Uma das várias cachoeiras que podemos encontrar em Matilde, com local perfeito para tomar um revigorante banho de águas limpas, forte e temperatura ideal. A cachoeira da vovó Lúcia é de fácil acesso, fica bem próxima a estrada de chão em um vilarejo. Possui duas quedas de água, uma pequena e outra maior. A menor possui uma prainha excelente para banho, principalmente para crianças, pois é bem rasa, e também com areia grossa.
É uma cachoeira bem estruturada, possui um ponto de apoio, no qual o proprietário fornece bebidas e petiscos para os visitantes. É proibido entrar com bebidas, tem que consumir no local. Outra opção é usar as churrasqueiras disponíveis no local e pagar uma pequena taxa, para ajudar na manutenção do local, em média R$ 30,00 pelo grupo.
O lugar é muito bonito, perfeito para relaxar, é uma hidromassagem natural, muito ar puro, sossego e segurança. Fica em Ibitiruí, que fica mais ou menos a uns 20 km da sede.

Cachoeira Darós
Sempre cheia nos feriados, a Cachoeira Darós fica perto de Carolina. Para se chegar, o visitante deve seguir em direção a Matilde, pela ES 146 ou 383, que vai chegar a ES 474. Chegando à cidade você deve seguir a diante. Ao Passar por Carolina, você deve ficar atento a segunda saída à esquerda em direção a Pousada Águas de Pinon.
Na realidade uma das entradas para a cachoeira é feita pela pousada, porém não apropriada para todos, pois o caminho é mais difícil que o habitual, mas muitos preferem por ser mais fácil de se orientar. Com espaço coberto por areia e águas bem calmas, o lugar é muito frequentado por famílias que buscam se divertir e refrescar nesta bela atração do município de Alfredo Chaves.
Cachoeiras Iracema e Iraceminha
Fica dentro do Parque Municipal Cachoeira de Iracema, na comunidade de Itacurubi, que pertence ao distrito de Matilde. O parque possui cerca de 300 hectares de mata nativa, duas lindas cachoeiras e outras quedas d’água, além de abrigar diversas espécies da fauna e flora.

O parque possui muitas trilhas e já é bastante procurado por visitantes e aventureiros. As principais cachoeiras são a Iracema e Iraceminha, além de muita beleza, elas são propícias para banho.
Está a 28 quilômetros da sede e pode-se chegar pelas BR’s 101 ou 262, ES 146 todas pavimentadas e ES 383 não pavimentada. Entrada: Gratuita Funcionamento: Todos os dias Serviços próximos: Não possui.
Cachoeira Maravilha
Fica “escondida” num canto de mata, bem próxima a Mercearia Carrefour da Roça, em São Roque da Maravilha. Esta esta bela cachoeira tem águas bem geladas e límpidas, toda sombreada pelas árvores que formam um local um tanto “reservado”. Fica a 26 quilômetros da sede, tem entrada gratuita.
Como chegar: BR’s 262 e 101, ES’s 474 e 383, esta última não pavimentada.
Serviços próximos: Pousadas, restaurante, artesanato, mercearia, fabricantes de produtos caseiros: embutidos, doces e licores.
Cachoeira Pin
Também fica em São Roque de Maravilha, a 26 quilômetros da sede. Sua característica é ser uma corredeira sobre uma grande laje de pedra. É ótima para todas as idades, para tomar banho e passar algumas horas, pois suas águas formam um lago raso e uma bela prainha onde é possível fazer um piquenique tranquilamente.
Como chegar: BR’s 262 e 101, ES’s 383 e 474, estas duas últimas não pavimentadas. Entrada: Gratuita. Serviços próximos: Pousadas, restaurante, artesanato, mercearia, fabricantes de produtos caseiros: embutidos, doces e licores.

Cachoeira Pirapitinga
Fica em meio à ata preservada, seu nome é uma derivação de Pirapitinga que em tupi significa “peixe de casca branca”, muito abundante nos rios brasileiros. Localizada em propriedade particular, no distrito de São Francisco de Batatal, a oito quilômetros da sede, oferece vários serviços de uma área de lazer.
Como chegar: BR 101e ES 376 (não pavimentada), BR 262 e ES 146.
Entrada: R$20,00 (taxa de consumação mínima) e criança R$10,00, para uso das piscinas.
Funcionamento: Sábados, domingos e feriados 07h às 22h
Serviços próximos: Piscinas, parquinho, restaurante, serviço de bar e lanchonete, rapel, camping, fábrica de biscoitos.

Cachoeira do Paganini
Fica no distrito de São João de Crubixá, a 18 quilômetros da sede. Localizada um quilômetros depois da igreja católica, é uma queda d´água com um ótimo local para banho para todas as idades. Oferece serviço de camping, de bar e de pizzaria. Atende a grupos e eventos. A entrada é gratuita, mas tem área de camping pago.
Como chegar: BR’s 101 ou 262, pelas ES 146 ou 375 (não pavimentada)
Camping: R$50,00 por barraca
Funcionamento: Segundas, sextas, sábados, domingos e feriados
Serviços próximos: Bares, mercearia, pousadas, fábricas de produtos caseiros.
Cachoeira Tororoma
Localizada em Cachoeira Alta, a 5 quilômetros da sede, seu nome significa “água corrente e ruidosa”, possui aproximadamente 350 metrs de altitude do alto da sua queda que escorre pela imensa laje de pedra, que, pode ser avistada do trevo da BR 101. Para os mais ousados, é possível chegar bem próximo a ela durante um voo, partindo da rampa ali ao lado já que não oferece opção de banho, apenas contemplação.
Como chegar: BR 101, ES 146 e Rodovia Giuseppe Cetto, todas pavimentadas. Mas atenção: a entrada não é permitida, assim como banhar-se em suas águas.
Serviços próximos: Pousada, restaurante, pizzaria, bar, loja de equipamentos de voo, escola de voo, transporte da vila até a rampa de voo livre.
Manifestações culturais
Inúmeras são as manifestações culturais no município: congo, Santos Reis, moda de viola, coral italiano, entre outros. Em todas as comunidades do município, tanto na zona rural como na urbana, resquícios culturais dos colonizadores europeus são conservados, como também da cultura afro e a libanesa. A formação do povo Alfredense, com características criativas, empreendedoras e hospitaleiras é devido a junção desses povos.

Cultura italiana
Coral Infantil Della Mamma – é um dos corais mais antigos de Alfredo Chaves, fundado por Hizena Paganini Breda e regido pela mesma. O coral, que na verdade é um Coro Orfeônico, é formado por crianças e adolescentes de São João do Crubixá, interior do município. O grupo veste-se a caráter, trajes típicos italianos, e canta músicas italianas, principalmente da região do Veneto. Antes o nome do coro era Coral Brasilito Pilon, em homenagem a um cidadão alfredense que incentivava e apreciava o canto coral. Depois passou a ser nomeado de Coral Infantil Della Mamma, uma referência à figura materna, no caso a Dona Hizena. O grupo já se apresentou em grandes eventos como, a Festa da Banana e do Leite de Alfredo Chaves e o 8º Encontro Estadual de Corais, de Cariacica.
Coro dos Camponeses de Carolina – o coro foi instituído pela Subsecretaria Municipal de Cultura de Alfredo Chaves em novembro de 2006, regido pela maestria Elza Valadão Arcanjo e co-regido pelo Júlio David Arcanjo. O repertório é formado em sua maioria por canções italianas, embora o coro cante também MPB, músicas eruditas, sacras, cirandas e outras. Os participantes do coro são adultos, idosos, crianças, jovens da região de Carolina, Cedro, São Roque, Deserto, Itacurubi, Matilde, entre outros. que se vestem a caráter evocando antigos camponeses. Eles apresentam no município e em outras locais.
Coro da Escola Municipal Ana Araújo (coro orfeônico) – o coro é formado por 120 crianças da Escola Municipal Ana Araújo, da Sede de Alfredo Chaves. O grupo é regido pela professora Michele Andrade Fonseca e co-regido pela pedagoga Martha Ferreira da Silva e Regina Márcia Valiatte Martins (professora de italiano). O coral apresenta-se todo ano na semana de Natal Som e Luz na Praça Colombo Guardia, Alfredo Chaves, cantando música italiana natalina.
Banda Giocco di Mora – o grupo tem como objetivo social incentivar o jovem a deixar de lado coisas transitórias e a investir em coisas permanentes e definitivas como família, amizade, estudo, cultura, conhecimento. Uma preservação da cultura dos antepassados. É uma homenagem que a família Vanelli e Fardin fazem aos seus antepassados para preservar a cultura italiana e cantar as mesmas canções da época.

Cultura Afro
Congo de São Benedito – a Banda de Congo de São Benedito tem como mestre o Sr. Afonso Cardoso. O grupo é formado em sua maioria pelos jovens, moradores do bairro da Macrina. O congo tem animado tanto as festas de São Benedito e São Sebastião, como tem representado o município em outros eventos.
Congo Mirim do Peti – a Banda de Congo Mirim foi organizada em 1995. A presença das crianças nos festejos de São Benedito deu um novo entusiasmo aos congueiros e o congo adulto foi revitalizado. O congo é uma dança dramática de origem africana que colabora com o resgate cultural.
Grupo de Santos de Reis
A Folia de Reis tem caráter religioso e trata da encenação da “viagem dos Reis Magos a Belém ao encontro do menino Jesus”. Essa tradição chegou ao Brasil por meio dos colonizadores portugueses.
O objetivo da Folia de Reis realizada município é resgatar a cultura de antigamente. Os grupos visitam casas de famílias e igrejas, onde dançam e cantam hinos religiosos. A Folia de Reis é formada pelos personagens: três Reis Magos, Alferes, Mestre e Contra-Mestre. E os músicos do grupo utilizam alguns instrumentos como arcodeon, violão, pandeiro, triângulo e tambor.

As apresentações acontecem no período de 24 de dezembro até 20 de janeiro, dia de São Sebastião. Mas, pode ser cantada durante qualquer dia do ano, quando solicitada. Os grupos apresentam-se no município e em outras localidades. Não são arrecadados donativos.
Grupos de Folia de Reis de Alfredo Chaves – Folia de Reis Estrela da Amizade (Cachoeira Alta), Folia de Reis de Ibitiruí, Folia de Reis de Matilde, Folia de Reis de Sagrada Família, Folia de Reis Estrela Dalva (São Marcos), Folia de Reis Estrela Guia (Bairro Cachoeirinha) e Folia de Reis Estrela do Oriente (Sede).
Grupos Musicais
Coro Vozes da Macrina (coro orfeônico) – instituído na Macrina, Sede de Alfredo Chaves, em 2007, pela professora Rosemary da Silva Pio, sua regente. O coro é formado por crianças e jovens do Bairro Macrina. O repertório é eclético, fixando-se mais na música popular contemporânea.
Coral Santa Cecília da Igreja Matriz – formado pela Comunidade Católica em sua maioria. O Coral pertence à Igreja Nossa Senhora da Conceição e é formado por um grupo de 40 pessoas.
Orquestra Municipal Alto Benevente – formado por lavradores de Carolina e das comunidades vizinhas, regido pelo maestro Silvio Barvieri. A Orquestra toca todos os sábados das 9h às 17h. Os alunos têm aula de teoria musical, harmonização, instrumentação, entre outros. Participam da orquestra mais de 60 alunos, entre elas, crianças, jovens e adultos.
Banda de Fanfarra Ana Araújo – fanfarra, desenvolvida com alunos de 7 a 14 anos da Escola Ana Araújo (sede).
Grupos Carnavalescos
Bloco Carnavalesco Unidos da Macrina – Composto por moradores do bairro Macrina (Sede). Sendo o mais antigo e atuante no município. Realiza durante o carnaval um belo desfile com alas e carros alegóricos.
Ainda existem os blocos carnavalescos dos bairros Siribeira, Ouro Branco e Portal dos Imigrantes e das comunidades de Matilde, Cachoeira Alta e Independência, que desfilam em diversos dias do carnaval nas ruas da sede municipal.

ONDE COMER
Sede
Açaí de Garagem
End.: Rua Nelson José Simões, 273, Parque Residencial
Tel.: (27) 99897-6996
Casa do Açaí Bar e Petiscaria
End.: Av. Getúlio Vargas, 601
Tel.: (27) 99624-3742
Açaí Express
End.: Via Delivery
Tel.: (27) 99625-4868
Frutíssimo Açaí
End.: Rua Moacyr Saudino, 51, Santa Terezinha
Tel.: (27) 99575-2798
Barbosa Lanches
End.: Av. Getúlio Vargas, Centro, ao lado da Praça
Tel.: (27) 99867-9969 / (27) 99699-9134
Lanchonete Altas Horas
End.: Travessa Luiz Paterlini, Centro, atrás da Prefeitura)
Tel.: (27) 99837-9049 / (27) 99865-8119
Lanchonete da Luana
End.: Avenida Getúlio Vargas, Ouro Branco
Tel.: (27) 99635-9039
Lanchonete Menegueli
End.: Ipanema, atrás da oficina de Ronaldo Bianchi
Tel.: (27) 99703-7851 / (28) 99952-1573
Machadinho Lanches
End.: Sede Alfredo Chaves
Tel.: (27) 99701-4906
Fuscaria Lanches
End.: Praça Colombo Guardia
Tel.: (27) 99765-5420
Club Burguer
End.: Avenida Getúlio Vargas, Ouro Branco
Tel.: (27) 99992-5146
Pizzaria e Lanchonete Paparazzi
End.: Rua Luciana Gaburro Salvador, Santa Terezinha
Tel.: (27) 3269-2209 / (27) 99966-3505
Pizzaria, Chopperia e Sorveteria Mania Gelada
End.: Av. Getúlio Vargas, Centro
Tel.: (27) 3269-1355
Trailer Truck Maria Bonita
End.: Praça Colombo Guardia
Tel.: (27) 99841-0290
Doçurax Doçurax Pizzas e Porções
End.: Delivery
Tel.: (27) 99803-5503
La Chapa Pão na Chapa e Espetinhos
End.: Avenida Getúlio Vargas, ao lado do Açougue Bonella
Tel.: (27) 99744-3015
Sabores da Rose
End.: Delivery
Tel.: (27) 99747-1248
Restaurante Boldrini
End.: Av. Getúlio Vargas, Centro
Tel.: (27) 3269-1933
Restaurante da Cidade
End.: Av. Getúlio Vargas, Centro
Tel.: (27) 99837-4784
Restaurante Ouro Branco
End.: Av. Getúlio Vargas, Ouro Branco
Tel.: (27) 3269-1747 / (27) 99821-4698
Restaurante Frango e Costela na Brasa
End.: Av. Getúlio Vargas, Centro
Tel.: (27) 99955-2596
Restaurante Segredo Caseiro
End: Av. Getúlio Vargas, Centro
Tel: (27) 99760-4085
Yumi Japa Food
End.: Via Delivery
Tel.: (27) 99747-4808
Takashi Delivery
End.: Via delivery
Tel.: (27) 99984-9054
Fiorin Queijaria e Lanchonete
End: Centro, perto da Igreja Matriz
Tel: (27) 98122-2094
Empório Sabores da Terra
End.: Avenida Lauro Ferreira Pinto
Tel.: (27) 99951-0262
Padaria Central Du Pão
End: Rua Expedicionário Osvaldo Saudino, Bairro S. Terezinha
Tel: (27) 3269-1899
Padaria Delícia Alfredense
End: Rua Expedicionário Osvaldo Saudino, Centro
Tel: (27) 3269-2148
Padaria Ki-Pão
End: Av. Getúlio Vargas, Centro
Tel: (27) 3269-1650
Padaria Vieira
End: Rua Moacir Saudino, Bairro Santa Terezinha
Tel: (27) 99807-5649
Bolos da Roça
End.: Av. Getúlio Vargas Tel.: (27) 99867-6513
Cachoeira Alta
Bar do Cimar
End.: Av. Luiz Gaigher
Tel.: (27) 99826-1069
Pizzeria Fratelli
End. Av. Luiz Gaigher (Casa Velha)
Tel: (27) 99867-6513
Casa da Roça
End.: Rod. Giuseppe Cetto
Tel.: (27) 99945-1288
Estância Solar do Vale Café
End.: Mediante agendamento
Tel.: (27) 99965-1806 / (27) 99992-9355
Matilde
Adega Restaurante
End.: Av. José Maria Camiletti
Tel.: (27) 99784-8991
Bacana’s Bar
End.: Matilde Sede
Tel.: (27) 99922-1617
Restaurante Prainha
End.: Av. José Maria Camiletti
Tel.: (27) 3269-4020 / (27) 99741-2559
Lanchonete Segredo de Matilde
End.: Av. José Maria Camiletti
Tel.: (27) 3269-4037 / (27) 99911-1113
Lanchonete e Pizzaria Rancho Sertanejo
End.: Av. José Maria Camiletti
Tel.: (27) 99512-6323
Lanchonete Quintal de Casa
End.: Matilde Sede
Tel.: (27) 99974-2351
Divina Mathilde Café e Bistrô
End.: Entrada de Mathilde
Tel.: (27) 99606-8144 / (27) 99687-8649
Estação Gurmet
End.: Próximo à Estação Ferroviária
Tel.: (27) 99699-5044
Carolina
Restaurante Vale das Cachoeiras
End.: Av. Principal
Tel.: (27) 3269-1845 / (27) 99983-5225
Restaurante Águas de Pinon
End.: Av. Principal
Tel.: (27) 3269-2111 / (27) 99983-7311
Serviço de Bar da Cachoeira Daróz
End.: Av. Principal
Tel.: (27) 99970-0086
Bar do Luiz
End.: Av. Principal, próx. à Igreja
Tel: (27) 99937-8721
Grillo’s Bar
End.: Av. Principal, próx. à Igreja
Tel.: (27) 99722-6951
Casa Velha Barzinho
End.: Av. Principal
Tel.: (28) 99981-6815
São Roque de Maravilha
Estalagem Zucolotto
End.: Av. Principal
Tel.: (27) 99833-7878
Pousada, Restaurante, Cafeteria e Pizzaria Maravilha
End.: Na rua do Campo de Futebol
Tel.: (28) 99913-6096
São Sebastião
Restaurante e Café Colonial Tia Virginia
End.: Av. Principal
Tel.: (27) 99932-1372/ (27) 99949-1411 / (27) 99901-9071
São João de Crubixá
Bar, Lanchonete e Pizzaria Cachoeira Paganini
End.: Cerca de 1km após a Igreja Católica de São João, 2ª entrada à direita.
Tel.: (27) 99999-3316 / (27) 99817-1899
Serviço de Bar da Pousada e Piscina Pôr do Sol
End.: São João de Crubixá
Tel.: (27) 99750-0245 / (27) 98858-1386
São Marcos
Restaurante Recanto Som das Águas
End.: Em frente à Rodovia
Tel.: (27) 99955-9583
Budega da Roça
End.: Em frente à Pousada Recanto Som das Águas
Tel.: (27) 98145-9254 / (27) 99941-5114
Mercearia Fornazier
End.: Av. Principal
Tel.: (27) 99689-0145
São Bento de Urânia
Padaria e Lanchonete Urânia
End.: Av. Principal
Tel.: (27) 99973-3439
Pastelaria e Caldo de Cana da Diti
End.: Av. Principal
Tel.: (27) 99920-1201
Caco do Pote
Empório Sombra da Pedra
End.: Rodovia Costa Augustinho, Estrada Sagrada Família
Tel.: (27) 99975-6263
Ibitiruí
Serviço de Bar da Cachoeira Vovó Lúcia
End.: Estrada para São Sebastião
Tel.: (27) 99603-3870
Bar Biroska do Marquinho
End.: Estrada Principal
Tel.: (27) 98153-5234 / (27) 98141-4115

ONDE SE HOSPEDAR
SEDE
Hotel Santa Terezinha
End.: Rua Moacyr Saudino, 111, Ouro Branco
Tel.: (27) 3269-1584 / (27) 99829-8406 / (27) 99777-9804
Hotel Volponi
End.: Av. Getúlio Vargas, 231, Ouro Branco
Tel.: (27) 99979-9899 / (27) 3269-1246
Pousada da Drika
End.: Av. Getúlio Vargas, Centro
Tel.: (27) 3269-1243 / (27) 99983-5704
Cachoeira Alta
Pousada Fora do Ar
End.: Av. Luiz Gaigher
Tel.: (27) 3269-1345 / (27) 99981-6751
Carolina
Pousada Águas de Pinon
End.: Fazenda Águas de Pinon , SN, São Roque
Tel.: (27) 3269-2111 / (27) 99983-7311
Pousada Vale das Cachoeiras
End.: Carolina, 8km de Matilde
Tel.: (27) 3269-1845 / (27) 99983-5225
Matilde
Chalés Aurea
End.: Matilde Velha, em frente ao campo de futebol
Tel.: (27) 99958-8111
Hotel Pousada Benevente’s
End.: Matilde Velha
Tel.: (27) 3269-4028 / (27) 99858-4028
Pousada Brasil de Papel
End.: Av. Principal
Tel.: (27) 3269-4019 / (27) 99798-6269
Pousada e Camping Prainha
End.: Av. Principal
Tel.: (27) 3269-4020 / (27) 99741-2559
Pousada Espaço Casa Donadello
End.: Próximo à Estação Ferroviária
Tel.: (27) 99987-8078
Pousada Villa Laura Balbi
End.: Matilde
Tel.: (27) 99703-2370 / (27) 99692-0516
Sítio do Quina
End.: Matilde
Tel.: (27) 99236-7053
Estação Gurmet Pousada e Camping
End.: Próximo à Estação Ferroviária
Tel.: (27) 99699-5044
São Sebastião
Pousada Tia Virgínia
End.: Estrada São Sebastião
Tel.: (27) 99932-1372 / (27) 99949-1411 / (27) 99901-9071
Villaggio Benevente
End.: Há 4km da Cachoeira Vovó Lúcia
Tel.: (27) 99634-7042
São João de Crubixá
Camping Cachoeira Paganini
End.: São João de Crubixá, cerca de 1km após a Igreja Católica, 2ª entrada à direita
Tel.: (27) 99999-3316/ (27) 99817-1898
Pousada Pôr-do-Sol
End.: Estrada São João
Tel.: (27) 99604-6959
São Joaquim
Pousada do Quintino
End.: São Joaquim de Crubixá
Tel.: (28) 99941-7079 / (27) 99903-1059
São Roque de Maravilha
Encontro das Águas Guest House Hospedagem
End.: Sítio Nossa Senhora da Penha, São Roque de Maravilha
Tel.: (27) 99875-6507
Pousada Beira do Rio
End.: São Roque de Maravilha
Tel.: (28) 99913-6096
Pousada Maravilha
End.: São Roque de Maravilha
Tel.: (28) 99913-6096
Pousada Recanto Iza
End.: Estrada para São Roque de Maravilha
Tel.: (27) 99927-0001 / (27) 99508-9118
Pousada Vovó Uzília
End.: São Roque de Maravilha, Centro
Tel.: (28) 99955-3052 / (28) 99847-7186
Pousada Recanto Pin
End.: São Roque de Maravilha
Tel.: (27) 99618-8313
Recanto Rio Maravilha
End.: São Roque de Maravilha
Tel.: (27) 99255-4759
Aparecida
Pousada Thomas
End.: Aparecida
Tel.: (27) 99850-7788
São Bento Urânia
Pousada Lorenzon
End.: São Bento de Urânia
Tel.: (27) 99721-2109
Pousada Sítio Verde
End.: São Bento de Urânia
Tel.: (27) 99839-1148
Terras Claras Pousada e Lazer
End.: São Bento de Urânia
Tel.: (27) 99238-0829
Ribeirão do Cristo
Pousada Sítio Cachoeira das Pedras
End.: Vila Nova do Ribeirão
Tel.: (27) 99523-1986
Sítio Vovô Bezinho
End.: Ribeirão do Cristo, há 10km de Marechal Floriano
Tel.: (27) 99976-7764
São Marcos
Pousada Sítio Kamará
End.: Rod ES 146, Alfredo Chaves x Matilde (14km de Alfredo Chaves e 4km de Matilde)
Tel.: (27) 99611-8032
Pousada Recanto Som das Águas
End.: São Marcos
Tel.: (27) 99955-9583
Sítio do Vovô
End.: Est. p/ São Marcos
Tel.: (27) 99695-7047
Caco do Pote
Recanto do Almir
End.: Em direção à Sagrada Família
Tel.: (27) 99878-1293
Recanto Vista Linda
End.: Caco do Pote
Tel.: (27) 99868-9294
Recreio
Recanto Recreio
End.: Estrada para Igreja
Tel.: (27) 99603-9320 / (27) 99941-7649
São Francisco do Batatal
Sítio Aldeia das Águas
End.: Próximo à Cachoeira Piripitinga
Tel.: (27) 99603-5545

ARTESANATO
Afrochaves (27) 99802-4352 – Sede
Ana Bonecas de pano (27) 99794-0394 – Sede
Art Fibra (27) 99819-7317 – Sede
Crochê e Vagonite (27) 99846-2711 – São Francisco de Batatal
Glória Endringer Crochês (27) 99888-8753 – Sede
Hésio Artesanato em Madeira (27) 99832-3691 – Sede
Loja de Produtos Caseiros e Artesanato (27) 99858-9647 Sede
Margarida Artesanato (27) 99878-1898 São Roque de Maravilha
Voluntárias de Matilde (27) 3269-4049/9993 2-3486 – Matilde
Voluntárias Viva a Vida (27) 99833-4357/99868-7963 – Sede





























