Uma proposta preliminar de cessar-fogo na guerra entre Israel e o Hamas, discutida em Paris, prevê uma pausa de 40 dias nas operações militares, além da troca de reféns por prisioneiros palestinos. As informações foram divulgadas pela agência Reuters, nesta terça-feira, 27.
Segundo a agência, a proposta já está sendo estudada pelo Hamas. As negociações envolvem autoridades dos Estados Unidos, Catar e Egito.
O acordo prevê o reparo de hospitais e estabelecimentos destruídos na Faixa de Gaza, além do envio diário de 500 caminhões com ajuda humanitária e a entrega de tendas para abrigar deslocados.
Uma das exigências do acordo estudado é que o Hamas liberte 40 reféns israelenses, incluindo mulheres, menores de 19 anos, maiores de 50 anos e pessoas doentes. Em troca, Israel teria de libertar 400 prisioneiros palestinos.
As negociações para uma trégua em Gaza ganharam força nas últimas semanas, com o objetivo de garantir a libertação de reféns israelenses e estrangeiros que estão sob o poder do Hamas.
Os mediadores também desejam evitar um ataque de Israel à cidade de Rafah, em Gaza, onde mais de 1,5 milhão de pessoas deslocadas estão se abrigando.
Na segunda-feira, 26, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que espera um cessar-fogo entre Israel e Hamas até o próximo dia 3 de março.
“O meu conselheiro de Segurança Nacional me disse que estamos perto [de fechar um acordo], mas não está pronto ainda”, disse em entrevista durante uma visita a Nova York.
Oficiais do Hamas ouvidos pela Reuters disseram que os comentários de Biden sobre o cessar-fogo estar próximo são prematuros e não condizem com a situação. “Ainda há grandes diferenças que precisam ser superadas”, afirmou um oficial.
Biden afirmou que Israel concordou em não se envolver em atividades militares em Gaza durante o Ramadã. O período considerado sagrado para o islamismo começa na noite do dia 10 de março e vai até 9 de abril.
O presidente norte-americano também alertou que Israel corre o risco de perder apoio internacional devido ao elevado número de palestinos mortos no combate.
Segundo Biden, Israel também se comprometeu a executar um plano de retirada de civis palestinos de Rafah antes de intensificar a campanha para a destruição do Hamas na região. (Da Região com g1 Mundo)
























