Dois homens suspeitos pelo homicídio do empresário Ibrahim Cassaro, 43 anos, e a tentativa de homicídio contra o irmão dele, Guilherme Cassaro, em Colatina, na região Noroeste do Estado, foram presos no interior do Estado do Amazonas, no Norte do País.
Os crimes foram em 22 de fevereiro de 2024, no bairro Novo Horizonte, e a investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Colatina, que concluiu o inquérito policial.

As investigações resultaram na identificação e prisão de dois dos executores do crime: Édipo Ferreira de Moraes, 37anos, vulgo “Gordinho”, e Carlos Henrique Keller Batista, 33 anos, na “Operação Constantinopla”, que ao longo de um ano e meio demonstraram que os crimes foram de fato uma emboscada, caracterizada como crime de mando.
A Operação levou esse nome, porque Constantinopla foi a cidade que representava o ponto de junção dos impérios romanos do ocidente e do oriente. Regiões de onde se originam os nomes Ibraim (árabe) e Cassaro (italiano).
DÍVIDA
De acordo com a Polícia, a motivação está ligada a desentendimentos comerciais que as vítimas, empresários atuantes no ramo da comercialização de café, teriam tido.
“Destaco o árduo e minucioso trabalho técnico da equipe de investigação, que incluiu análises de dados de geolocalização, quebras de sigilo telemático, análise de mais de 40 registros de sistemas de videomonitoramento e inúmeros depoimentos de testemunhas e outros envolvidos”, disse o titular da DHPP de Colatina, delegado Deverly Pereira Júnior.
De acordo com a apuração, a ação criminosa foi minuciosamente planejada. Três veículos foram utilizados pelos executores. O primeiro, um Chevrolet Cruze branco, roubado meses antes, foi usado na execução e posteriormente foi abandonado e incendiado em um cafezal na zona rural entre as cidades de Colatina e Marilândia para apagar os rastros.
Um segundo veículo, um Fiat Siena marrom, serviu como “batedor” e deu apoio à fuga dos criminosos, sendo que sua identificação pela Seção de Inteligência da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi fundamental para a identificação dos autores.
Um terceiro veículo, um Ford Ka, foi usado na fuga dos criminosos para a região Norte do País, onde acabaram sendo presos.
“O indivíduo de 37 anos (Édipo) que usava uma identidade falsa, foi identificado como o principal articulador da execução do crime. Ele e o comparsa fugiram para os estados de Rondônia e Amazonas logo após o crime. Eles foram presos na zona rural de Canutama, no estado do Amazonas, após uma complexa operação de localização e monitoramento que durou 15 meses”, explicou o delegado Deverly Pereira Júnior.
As prisões foram simultaneamente realizadas em 17 de julho deste ano, com o apoio imprescindível da Superintendência da Polícia Federal (PF) do estado de Rondônia.
Durante a captura do indivíduo de Édipo, ele foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e munições, uso de documento falso e crime de caça de animais silvestres.
Com base nas provas, os dois investigados foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado consumado e de homicídio qualificado tentado e seguem presos no presídio Urso Branco, em Porto Velho, no estado de Rondônia.
Um segundo inquérito foi instaurado para dar continuidade às investigações, visando a identificar os mandantes do crime, tendo em vista os elementos já existentes.
“Essa investigação segue em estado avançado e novos desdobramentos do caso podem ocorrer dentro de pouco tempo”, pontuou o delegado. (Da Redação com SESP).






















