O Primeiro Comando de Vitória (PCV), organização criminosa baseada na região do Bairro da Penha, em Vitória, opera em parceria com o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro.
A organização disputa território em vários locais da Grande Vitória com o Terceiro Comando Puro (TCP), organização carioca que saiu de dentro do CV, mas que, segundo fontes policiais, no Espírito Santo opera o negócio ilícito das drogas em cooperação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo.
Uma operação comandada pelo Ministério Público Estadual (MPE) nesta terça-feira (11) contra bases do PCV em Terra Vermelha (Vils Velha), Cariacica e Santa Maria de Jetibá, prendeu 13 pessoas.
Dentre os presos, está Wallace Pessanha Ribeiro, 40 anos, formado em Educação Física e que desde 2011 trabalha como preparador físico nos principais clubes capixabas, com atuação também fora do Estado.
A prisão de Wallace Passanha foi recebida com surpresa nos meios esportivos, onde ele era conhecido como “cria de Terra Vermelha”, mas que jamais levantou suspeitas de qualquer envolvimento com o tráfico.
Wallace Pessanha, atualmente, era preparador físico do Patrocinense (MG), depois de passar por Campinense-PB neste ano. Ainda não está claro qual seu nível de participação na organização criminosa – ou se ele apenas foi preso como suspeito por alguma eventual ligação com traficantes de sua comunidade.
Antes, esteve na Desportiva-ES (2024), Nacional-PB (2023), Desportiva-ES (2023), Vitória-ES e Unai-MG (2022), Rio Branco-ES, Patrocinense e Desportiva (2021), Real Noroeste e Estrela do Norte (2020), Real Noroeste (2019), Serra (2018) e Desportiva-ES (2011-2016).
PRESIDENTE PRESO
Num intervalo de oito anos, é o segundo caso rumoroso de envolvimento de alguém do futebol capixaba com crimes de tráfico de drogas.
Em 6 de dezembro de 2017, o então presidente eleito da Desportiva Ferroviária, Edney Costa, que era portuário, foi preso em uma operação da Polícia Federal contra o tráfico de drogas, em Vila Velha, junto com outras seis pessoas.
Cerca de 246 kg de cocaína foram apreendidos pela Polícia Federal dentro de um contêiner que seguiria para o Porto de Vila Velha, num local sob controle de Edney. A droga estava pronta para ser encaminhada ao porto misturada com uma carga de milho.
A droga seria enviada para a Espanha e foi avaliada em 17 milhões de dólares (cerca de R$ 90 milhões). O delegado federal responsável pela operação na época foi Leonardo Damasceno, atual secretário de Estado de Segurança Pública do Espírito Santo.
Um dos presos junto com Edney era Elio Rodrigues, dono do sítio onde um helicóptero carregado de 445kg de cocaína pousou quatro anos antes, em 2013, em Afonso Cláudio, nas montanhas capixabas.
O helicóptero era de propriedade da família do então senador mineiro Zezé Parrela, na época presidente do Cruzeiro, de Belo Horizonte.
Segundo a PF, o grupo preso com Edney era formado pelo dono da fazenda e portuários, que facilitavam o transporte da droga pelo terminal de contêineres de Vila Velha, e dois homens, um do Rio de Janeiro e outro do Mato Grosso do Sul.(Da Redação)

























