

A inauguração do Bosque da Memória, em homenagem às vítimas da Covid-19, no Parque Natural Municipal Sombra da Tarde (PNMST), realizada nesta terça-feira, 21, teve um pedido especial ao prefeito Enivaldo dos Anjos (PSD), feito por uma das autoridades presentes: A implantação de um acesso ao parque pela área da antiga cachoeira do Tulim, no rio Itaúnas, em cuja margem, foi instalado o bosque.
O pedido se deu devido ao longo percurso da trilha – cerca de um quilômetro – desde a sede do parque até a cachoeira, que fica a pouco mais de 200 metros da rodovia ES-080/381, para quem vai no sentido Centro/Vila Luciene.
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De acordo com informações exclusivas obtidas pelos sites Tribuna Norte leste e o Contestado, a construção do acesso reivindicado deve começar a ser feita no ano que vem, após a retirada da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), no bairro Irmãos Fernandes, vai se tornar uma nova parte do parque, com entrada e portaria.
Mas, mesmo antes da incorporação dos cerca de 5 mil m² da área do antigo Pinicão, o parque está passando por uma ampla reforma em sua estrutura de acesso, desde o início deste ano.
Nesta terça-feira, 21, nossa reportagem verificou que a ponte de acesso mais próxima da Sede, já teve seu piso todo recuperado, reimplantação dos corrimãos e de uma porteira no local.
Na subida para a casa-sede, onde também fica o Departamento de Polícia Militar Ambiental (DPMA), a escadaria em dormentes de madeira, também está sendo recuperada aos poucos e as obras que faltam na casa-sede também estão bastante adiantadas.
De acordo com a secretária municipal do Meio Ambiente, o prefeito Enivaldo dos Anjos determinou que seja feita toda a recuperação da estrutura física do parque, permitindo a retomada dos projetos de educação e turismo ambiental no PMNST.
“Hoje, o parque já voltou a atender à população, que pdoe frequentar o local de segunda a domingo, das 6h às 18h, inclusive para visitar o Bosque da Memória”, salienta a secretária.
O comerciante André Batalha, que tem uma lanchonete no centro da cidade, disse à nossa reportagem que não ficou sabendo do evento de ontem, mas ficou feliz ao saber que uma muda de árvore foi plantada com o nome da sua mãe, Ladir Batalha, uma das 220 vítimas da Covid-19 em Barra de São Francisco.
“Já que vai ficar aberto no domingo (o parque), vou aproveitar o final de semana para ir lá e conhecer o bosque, ver a árvore que foi plantada para lembrar minha mãe”, disse ele, que elogiou a iniciativa do prefeito Enivaldo dos Anjos, “para que as pessoas relembrem desse momento triste da vida dos francisquenses.”
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Sobre o parque
O PNMST foi inaugurado em 17 de fevereiro de 2000. Desde então, a situação da infraestrutura construída no local estava acabando aos poucos. Só a partir da gestão anterior, do prefeito Alencar Marim, algumas reformas foram feitas na sede, que passou a abrigar o Destacamento de Polícia Militar Ambiental da 3ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar ambiental (BPMA).
Mesmo assim, a principal entrada de pedestres do parque, a ponte que interliga o local à ES-080/381, estava abandonada e fechada por questões de segurança. Parte da ponte foi levada pela enchente de 2013/14 e o que já estava deteriorando, quase acabou.
A ponte foi revitalizada pela secretária de Meio Ambiente, em parceria com outras pastas. “A ponte é importante para o acesso ao parque e também servirá de ‘atalho’ para os moradores e visitantes do bairro Santa Izabel”, destacou Lislei.
Por sugestão do comandante do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), tenente-coronel Cosme Carlos, o local poderá abrigar também uma pista de caminhada, interligando com a pista já existente na marginal da rodovia.
“Acho que é importante trazer mais pessoas para dentro do parque, um lugar bonito como esse, precisa de gente visitando, quanto mais gente, mais fácil fica a conservação da unidade”, salientou o militar ao recomendar a criação da pista de caminhada.
Com uma área de 158.333 m², o parque, que conta com uma variedade de mais de 100 espécies de animais e trilhas.
No parque os visitantes, inclusive milhares de estudantes de Barra de São Francisco e região, entram em contato direto com a natureza e podem encontrar animais silvestres e domésticos, além da biodiversidade da fauna e flora existentes e também participar de um passeio educativo pelas trilhas. (Weber Andrade)

























