O secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Felipe Rigoni, elencou para a Tribuna Norte-Leste pelo menos três grandes vantagens para o proprietário rural que decidir aderir ao edital do Programa Reflorestar, cuja nova versão foi anunciada nesta segunda-feira, 5, pelo Governo do Estado, sendo que o primeiro benefício direto é dinheiro que o poder público paga para que haja recuperação dessas áreas.
“A gente paga para ele reflorestar. Além dos custos, sobra uma graninha, porque de fato a gente entende que produtor no vermelho não se preocupa com o verde. A segunda coisa é que já é provado até cientificamente, e os produtores percebem, quando você refloresta um pedacinho de sua terra o restante se torna mais produtivo, porque tem nascente recuperada, retém mais água no solo e outros benefícios”, salientou Rigoni.
Os valores são definidos no edital do programa, calculados em Valores Reajustáveis do Tesouro Estadual (VRTE), variando de R$ 326 a R$ 387 anuais por hectare de reflorestamento (referência: 2023), dependendo de sua modalidade: floresta em pé, restauração por meio de plantio de essências nativas e restauração por meio da condução de regeneração natural.
Outros ganhos
Mas ainda há outros ganhos, disse o secretário: “A terceira coisa e muito importante: um dos principais modelos de reflorestamento que a gente usa é o sistema agroflorestal. Não é só árvore nativa, a gente coloca também café, banana, qualquer cultura à escolha do produtor, que, além de reflorestar, também tem uma planta produtiva. Portanto, além do dinheiro do PSA, o produtor também ganha com essa produção do sistema agroflorestal”.
Rigoni falou sobre o alcance do novo edital: “Hoje demos um passo muito importante. O lançamento do novo edital do Reflorestar vai beneficiar mais 700 novos produtores. O Governo do Estado vai investir cerca de R$ 20 milhões para que isso aconteça. Além disso, seremos a primeira secretaria do País a ter um inventário para identificar quanto carbono estamos emitindo. Assim, vamos traçar estratégias para redução, e queremos ampliar ainda mais o projeto para todo o Estado”.

Público-alvo
Operacionalizado pelo Programa Reflorestar, o novo Edital de Convocação tem como público-alvo proprietários e produtores rurais que tenham interesse em restaurar pelo menos 5.000 metros quadrados (0,5 hectare) de área da sua propriedade rural ou posse rural.
Casagrande destacou a relevância do programa na recuperação da cobertura florestal do Espírito Santo. “Já reflorestamos mais de dez mil hectares por meio do Reflorestar. Para nós, esse edital é mais um passo, e um passo importante, para ampliar a cobertura da Mata Atlântica no Espírito Santo”, disse o governador.
Modalidades de apoio
Floresta em Pé: pagamento por florestas conservadas até dez hectares por propriedade rural;
Restauração por meio da condução da regeneração natural: repasse de recursos financeiros para a aquisição de insumos necessários à recuperação natural;
Restauração por meio do plantio de essências nativas: repasse de recursos financeiros para a aquisição de insumos necessários ao plantio de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica; apoio técnico e reconhecimento aos serviços ambientais gerados;
Sistemas agroflorestais: repasse de recursos financeiros para a aquisição de insumos para sistemas que combinam espécies florestais com culturas agrícolas, como café, cacau, palmito, banana, entre outras, e apoio técnico;
Sistemas silvipastoris: repasse de recursos financeiros para a aquisição de insumos para a implementação de sistemas que combinam árvores com pastagens e apoio técnico;
Floresta manejada: repasse de recursos financeiros para a implementação de manejo e culturas florestais e apoio técnico.
Outras informações sobre o Programa Reflorestar podem ser obtidas no site: Programa Reflorestar. (Da Redação com José Caldas da Costa)





















