Por Weber Andrade
A visita de um funcionário da Caixa Econômica Federal de São Mateus, com família em Barra de São Francisco, em abril de 2020, acendeu o alerta na cidade para a contaminação pelo novo coronavírus, que chegara ao Brasil e ao Espírito em março do ano passado.
O funcionário tivera contato direto com o gerente da Caixa em São Mateus, Marcus Antônio vieira dos Santos, o Marquinhos, 35 anos, que morreu poucos dias depois, sendo a primeira morte em decorrência do novo coronavírus em São Mateus e a sétima no Espírito Santo.
No dia 28 de abril, foi confirmado o primeiro caso de Covid-19 no município. Tratava-se de uma servidora do setor de limpeza do Hospital Estadual Dr. Alceu Melgaço Filho (Hedamf), que desrespeitou a pandemia e saiu às ruas da cidade para fazer compras, iniciando o processo de transmissão do vírus, primeiro para os familiares e depois para os servidores do Hedamf.
Dois dias depois, o ex-vereador Sulimar Valério da Cunha, também servidor do Hedamf anunciou nas redes sociais que estava infectado.
Desde então o município, assim como todo o país e Espírito Santo começou a registras mais e mais casos da doença. Barra de São Francisco terminou o ano passado com 1.734 casos confirmados, 51 mortes e 86 casos ativos e 1.597 pessoas recuperadas da doença.

Nesta quarta-feira, 31, último dia de março, o município cravou 3.210 casos confirmados da doença, um aumento de 85,12% em apenas 3 meses. Mas os dois indicadores mais tristes, o de casos ativos e de óbitos, tiveram uma explosão em 2021: As mortes, subiram de 51 para 109, um crescimento de 113,76%, ou mais 58 vidas perdidas e os casos ativos passaram de 86 em dezembro do ano passado para 471 no final de março, um aumento de 385 casos ativos, ou 547,7%.
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