Preso em operação nesta quarta-feira, 3, o tenente-coronel Mauro Cid testemunhou propostas de golpe após o então presidente Jair Bolsonaro (PL) ter perdido as eleições para Lula, apurou o blog da Andréia Sadi, da Globo News e g1.
Segundo relatos de Cid nos bastidores, colhidos pelo blog, aliados de Bolsonaro procuraram o presidente para tentar reverter o resultado das eleições com propostas de viradas de mesa.
Um deles é um ex-ministro de Bolsonaro, relatou Cid a interlocutores. O outro é o ex-deputado federal Daniel Silveira, já citado por Marcos do Val.
No relato de Cid, havia pressões a Bolsonaro para que ele “virasse o jogo”, assinando 142 até que encampasse um golpe para prender ministros do STF, como Alexandre de Moraes. A partir desse roteiro, Bolsonaro convocaria novas eleições e ordenaria voto impresso. No relato do fiel escudeiro de Bolsonaro, o ex-presidente apenas ouvia as propostas de seus aliados.
Cid adota a estratégia de blindar o ex-chefe também no caso das joias: ele tentou tirar do então presidente a responsabilidade sobre a tentativa do governo de levar para o acervo pessoal as peças avaliadas em R$ 16,5 milhões recebidas da Arábia Saudita.
Fraude no cartão de vacinação
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 15 pessoas foram alvos da operação da Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira, que investiga um suposto esquema de falsificação de cartões de vacina. Ao todo, seis pessoas foram presas, incluindo o tenente-coronel Cid. Bolsonaro não foi alvo de mandado de prisão.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito do inquérito das milícias digitais. A polícia investiga um grupo suspeito de inserir dados falsos de vacinação contra a Covid-19 em sistemas do Ministério da Saúde.
Segundo as investigações, um grupo ligado a Bolsonaro inseriu informações falsas no ConecteSUS para obter vantagens ilícitas.
O objetivo do esquema era obter certificados de vacinação contra a Covid-19.
A PF identificou que as informações falsas foram colocadas nos sistemas do Ministério da Saúde poucos dias antes de Bolsonaro viajar para os Estados Unidos, em dezembro de 2022.
Os Estados Unidos exigem comprovante de vacinação contra a Covid-19 para que estrangeiros entrem no país. (Da Redação com g1)






















