Em meio às fortes chuvas que caem na região metropolitana, uma escola localizada numa daa regiões mais vulneráveis da Grande Vitória foi interditada no final da tarde desta quinta-feira (1) sob ameaça de desabamento. São 896 alunos sem aula nos três turnos.
A escola Padre Humberto Piacente, na divisa entre os bairros do Alecrim e Santa Rita , em Vila Velha, atende também aos alunos dos bairros Ataide e Três de Maio. Reformado em 2010, o colégio está construído em local de solo instável e já foi interditado outras vezes quando a cozinha corria risco de desabamento.
Há anos a escola está com a quadra de esportes interditada e os alunos têm que fazer atividades físicas no refeitório ou nas próprias salas. A cozinha também já esteve interditada em outras ocasiões.
Por estar em local de alta vulnerabilidade social, as refeições na escola são a única alimentação de boa parte dos alunos. Este é mais um problema para as famílias, além da falta de aulas.
Atualmente, a escola, que possuí alunos dos ensinos fundamental e médio, além de turma de Educação de Jovens e Adultos, aínda não tem prazo para ser reaberta.
Os professores foram orientados pela direção da escola a terminarem o ano letivo dando aulas para seus alunos pela internet, mas 2023 é uma incerteza para os profissionais. O acervo da escola Padre Humberto Piacente foi levado, nesta sexta-feira (2), para outra escola da região, a de tempo integral Galdino Antonio Vieira, em Santa Rita.
NOTA DA SEDU
A Tribuna Norte-Leste demandou a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação sobre o caso da escola de Alecrim. No final da tarde, a Sedu divulgou a seguinte nota.
A Secretaria da Educação (SEDU) informa que na tarde desta quinta-feira (01) foi notificada pela Defesa Civil Municipal e que cumprirá a determinação de interdição da EEEFM Padre Humberto Piacente, em Vila Velha. Entendendo a importância de garantir a integridade física de toda a comunidade escolar, a SEDU suspendeu imediatamente as aulas presenciais na unidade. Esclarece que todas as medidas já estão sendo adotadas, de forma a reduzir os transtornos causados, e afirma que os alunos terão o cumprimento do calendário escolar garantido por meio das APNP’s – Atividades Pedagógicas Não-Presencias, feitas de forma remota.
Sobre a solução definitiva do problema, a Sedu informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “ainda estão sendo pensadas as ações inéditas. Quanto ao ano letivo do ano que vem, ainda será discutido”. (Da Redação)























