
Weber Andrade
As metas estabelecidas pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) para o ano letivo que se inicia nesta quinta-feira, 2, estão muito bem alinhadas com a máxima do professor Lucas Fonseca, que proferiu palestra nesta quarta-feira, 1º, para mais de 300 profissionais de educação de Barra de São Francisco com o tema: “O céu não é o limite. É o alvo”.
Antes de Fonseca, em uma longa explanação, a secretária municipal Delma Ker, cobrou da equipe de docentes, um trabalho sério e dedicado a dar formação de qualidade e com igualdade para todos os quase 5,1 mil alunos.
Seminário reuniu mais de 300 profissionais de educação de BSF nesta quarta, 1º
Usando uma parábola sobre pesca e a forma de pescar, ela falou da importância do trabalho em equipe para alcançar os resultados esperados junto aos estudantes.
Delma destacou que ‘regeneração e reconstrução’ são palavras de ordem na sua pasta este ano.
“Começamos o ano letivo com um seminário para todos os profissionais de educação da rede, buscando sempre a formação e preparação dos nossos profissionais, com o Lucas Fonseca, referência no Estado e no país, buscando a mudança de mentalidade e a regeneração da formação dos nossos professores”, informa ela.
“Para termos uma rede saudável, com bons resultados, com ambiente regenerado, lideranças fortes, é preciso ter consciência de que muitas vezes um pescador até pode lançar a rede sozinho, mas vai precisar de alguém que o ajude a puxar o resultado da pesca, a costurar onde a rede arrebentou, a aceitar que talvez precise construir uma nova rede. Redes deterioram principalmente quando cada nó é constituído por ‘gentes’. O que fazer quando um nó se solta? Ignora? Cola? Pede pra outra pessoa resolver ou costura. E se não souber costurar procure quem possa”, observa ela em uma parábola sobre pesca e educação.
Para Delma, o maior desafio é a reconstrução da educação a partir da observação das mudanças do mundo, particularmente a tecnologia e também a mitigação dos efeitos da pandemia da Covid-19. “A formação continuada dos nossos profissionais é obrigatória. As crianças de hoje já nascem digitais e visuais, então temos que nos adequar a esses novos tempos, encontrar novas maneiras de ensinar de forma igual, mas sempre observando que, quanto mais carente é a comunidade, melhor tem que ser a educação ofertada”, ensina.
A secretária observa ainda que tem alguns desafios, como o combate à evasão escolar e a alfabetização preventiva e corretiva das crianças. “A alfabetização preventiva começa nos anos iniciais e a corretiva vem em seguida, para que tenhamos alunos capazes de interpretar um texto, por exemplo, e não apenas saber ler.”
Em uma rede com 31 escolas e quase 5,1 mil alunos desde a creche até os anos finais do ensino fundamental, os desafios são muitos e incluem infraestrutura adequada para alunos e profissionais, transporte escolar e merenda, entre outros itens essenciais.
“A qualidade da educação tem que ser para todos, independente da condição socioeconomica. No ano passado, tivemos excelentes resultados na passagem de alunos do ensino fundamental para o médio. Por exemplo, conseguimos aprovar 9 alunos do João Bastos e 9 alunos do CEFFA Normília Cunha dos Santos no Ifes, coisa que não acontecia. Geralmente, as vagas do Ifes iam para estudantes de outros municípios e alunos da rede particular”, comenta.
RAIO-X DA EDUCAÇÃO MUNICIPAL
Número de escolas: 31
Número de professores: 480, mais cuidadores, monitores e outros profissionais da rede, chegando a cerca de 600 profissionais.
Alunos por categoria
CMEI (creches): 613
Educação Infantil: 624
Ens. Fundamental I: 2.412
Ens. Fundamental II: 1.052
Educação especial: 342
METAS PARA 2023
Implantação da Escola de pais
A Escola de Pais tem como objetivo atualizar pais e educadores em práticas e princípios psicopedagógicos, promover maior aproximação família-escola, na perspectiva de uma educação integral do ser humano e melhorar a conscientização do público-alvo (estudantes) de sua responsabilidade na formação dos filhos, no seu próprio desenvolvimento e nos interrelacionamentos.
“A verdade é que a gente não faz filhos. Só faz o layout. Eles mesmos fazem a arte-final.”
Luís Fernando Veríssimo
Criado pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo em 2003, o programa tem o propósito de possibilitar o desenvolvimento de uma cultura de paz, despertar potencialidades e ampliar os horizontes culturais dos participantes por meio de atividades que contribuam para a inclusão social. Assim, espaços da escola são usados para receber toda a comunidade em atividades de lazer, cultura, saúde, esporte e qualificação profissional.

Mais escola no Programa Escola que Colabora
Incluir mais duas escolas no Programa Escola que Colabora, da Secretaria Estadual de Educação (Sedu) é outra meta proposta pela equipe da Semed.
Atualmente o município tem três escolas inseridas entre as melhores do Estado, através de avaliações do programa. “Queremos a inclusão de mais duas escolas, pelo menos, no programa, nós temos potencial para isso”, afirma.
Minha Aula Fantástica
Criar novas formas de ensinar, utilizando recursos audiovisuais e lúdicos através do projeto Minha Aula Fantástica na Rede, é outra meta ousada para o ano letivo que começa nesta quinta-feira, 2.
“Esse projeto busca dar mais condições de aprendizado aos estudantes e mais recursos aos professores, que terão que desenvolver uma aula diferente duas vezes por trimestre nos anos iniciais e uma por trimestre nos anos finais do ensino fundamental. Cada aula dará argumento para a produção de material para as outras aulas”, avalia.
Ideb e Paebes
Promover o crescimento das notas gerais da rede no Paebes e no Ideb é outra meta importante que será perseguida na rede. De acordo com a secretária, o objetivo é aumentar pelo menos 1,5 ponto nos anos iniciais do ensino fundamental, que tem nota de 6,2 e 1,0 ponto nos anos finais, que tem nota de 5,6.

Educação em Movimento
Um dos pilares da educação em Barra de São Francisco, nos últimos anos, foi o Projeto Educação em Movimento, desenvolvido pelo corpo docente da Semed e que ajudou a manter os índices de aproveitamento escolar nos anos de pandemia da Covid-19, ou mesmo evitar que eles caíssem muito.
Para Delma, 2023 será o ano de ‘reescrever’ o Educação em Movimento, sempre com foco na melhoria do aprendizado dos estudantes, agora de todas as séries iniciais do Ensino Fundamental. “Também estamos pensando em já estender o projeto à educação infantil, ir preparando essas crianças, para entrar nos anos iniciais”, finalizou a secretária.






















