Além da redução de -19,2% nos números do primeiro trimestre, em relação a 2023, o Espírito Santo comemora também o menor índice de homicídios do mês de março, desde que começou a série histórica de acompanhamento de indicadores prioritários pela Secretaria de Estado de Segurança e Defesa Social, em 1996. Os 79 homicídios das estatísticas deste ano, do Observatório da Segurança Pública, representam uma redução de -21% em relação aos 100 do mesmo mês em 2023.
Desde que começou o acompanhamento desses indicadores, o pior março foi o de 2003, quando ocorreram 191 homicídios no Espírito Santo. A taxa continuou alta, na casa centesimal, até 2019, quando caiu para 88, uma queda de 21,4% em relação aos 112 do ano de 2018, até então o melhor resultado para o mês. Em 2020 deu um salto para 140 , caindo para 97 em 2021, depois para 86 em 2022 e 100 em 2023.
Na série histórica de 28 anos, o melhor resultado para um trimestre havia sido em 2022, quando o Estado alcançou 252 homicídios no período. Todas as regiões do Espírito Santo apresentam redução de assassinatos. As quedas são de 16,8% na Região Metropolitana, 15,5% no norte, 10,3% no sul, 36,7% no noroeste e 14,3% na região serrana.

MOTIVAÇÃO
O governador Renato Casagrande ressaltou a importância dos investimentos na área da segurança pública e elogiou a motivação dos policiais do Espírito Santo, em especial, daqueles envolvidos em prisões qualificadas de lideranças de organizações criminosas.
“Nosso trabalho para diminuir o número de crimes contra a vida é contínuo. E temos conseguido, mês após mês, ano após ano, conquistar uma redução nos homicídios. Enquanto uma pessoa perder a vida, não podemos comemorar, mas temos que valorizar nosso trabalho de redução que tem surtido efeito desde que o programa Estado Presente retornou em 2019. E esse trabalho passa por nossas forças de segurança. Veja como foi importante a prisão do Marujo, tirando do convívio da sociedade uma pessoa tão perigosa. E alcançar conquistas como essas, passa por ter um Governo organizado, profissionais valorizados, bem estruturados, com equipamentos de referência no País e motivados a alcançar resultados cada vez melhores”, afirmou o governador.
O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Eugênio Ricas, destacou mais um mês de redução de homicídios, fruto de muito trabalho dentro do programa Estado Presente em Defesa da Vida, mas sendo as prisões qualificadas realizadas um dos principais pilares.
“Os principais líderes de organizações criminosas foram colocados na cadeia. Isso desarticula o crime organizado e as disputas por território do tráfico de drogas. Um exemplo disso é o município de Vitória, que apresentava aumento de mortes e, com um trabalho focado e a retirada de circulação de bandidos que ordenavam ataques, fechou o mês de março com apenas dois homicídios registrados. Só temos que agradecer a todos os nossos policiais pelo belo trabalho realizado, dentro do eixo policial do programa Estado Presente”, destacou Ricas.
MENOS MULHERES MORTAS
Outro dado que demonstra evolução e redução é o homicídio de mulheres, além dos feminicídios. Ao todo, foram 21 assassinatos de mulheres em 2024, sendo que deste total, oito foram causados pelo crime de gênero. No ano passado, o primeiro trimestre registrou 25 mortes de mulheres, sendo dez feminicídios.
A redução chega a 16% no total. O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Eugênio Ricas, destacou todo o trabalho e investimentos realizados pelo Governo para dar mais segurança e alternativa de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica.
“Neste mês das mulheres fizemos o lançamento das nossas salas Marias, que vão contribuir para humanizar e agilizar o atendimento dessas vítimas em nossas delegacias 24h da Grande Vitória. Antes, o deslocamento era grande para a unidade especializada que centralizava esses flagrantes em Vitória. Agora, a mulher poderá ser atendida em seu próprio município e sem nenhum tipo de contato com o agressor. É mais uma ação, além de todas as que já lançamos anteriormente, fortalecendo a rede de proteção às mulheres”, pontuou Ricas. (Da Redação com Ascom/SESP)


























