O processo de internacionalização da marca “Flamengo” ganha cada vez mais força e se expande para além do futebol profissional. Agora, os olhos estão voltados para a Flamengo Adidas Cup, inédito torneio internacional do sub-16.
O jogo de abertura será neste domingo, 4, entre Flamengo e Arsenal, às 9h, no Ninho do Urubu. Esta é a primeira vez que a base do clube inglês vem para o Brasil. Estreante em solo brasileiro, Adam Pilling, treinador do Arsenal, fez questão de lembrar a relação com promessas do futebol brasileiro.
“O Arsenal tem uma história rica e uma ligação estreita quando se trata de jogadores brasileiros. Na memória recente, Edu (nosso diretor esportivo), Gilberto e, mais recentemente, Gabriel Jesus, Gabriel Martinelli e Gabriel Magalhães”, disse o técnico ao ge, e acrescentou:
“Nossa motivação é aprender sobre diferentes estilos de futebol, sobre desenvolvimento e proporcionar aos nossos jovens jogadores experiências transformadoras que os ajudarão dentro e fora do campo. Estamos ansiosos para saber o que há de semelhante e o que há de diferente entre o futebol juvenil no Brasil e na Inglaterra.”
O campeonato foi divido em dois grupos de quatro participantes, em que os quatro primeiros se classificam e fazem a semifinal. Os jogos acontecem entre domingo, 4, e sexta, 9, quando acontece a final.
O Arsenal é o único representante europeu no torneio, que contará também com clubes sul-americanos (Santos Laguna, do México, Colo-Colo, do Chile, Independiente Del Valle, do Equador, e Atlético Nacional, da Colômbia) e dois brasileiros: Atlético-MG e São Paulo.
“Um torneio internacional é de suma importância e vem preencher uma lacuna que a categoria sub-16 possui. Não existe competições oficiais no calendário e, com isso, encontramos muitas dificuldades para realizar jogos de alto nível, tanto a nível estadual como nacional”, disse João Paulo Alves, técnico do Atlético-MG.
A iniciativa da competição partiu do Flamengo, que promete a realização anual a partir de 2023, e inclusive já recebeu o contato de novos clubes para a próxima edição. O técnico do São Paulo, Clementino Aguiar, trouxe à tona a importância de um torneio internacional para as categorias de base.
“Acredito que é fundamental para o desenvolvimento esportivo dos nossos atletas essa competição internacional. Serão experiências ricas com diferentes escolas de futebol. Nós nos sentimos muito honrados em receber o convite deste torneio tão importante! E, claro, não deixa de ser uma valorização ao São Paulo e ao excelente trabalho feito em Cotia”, disse.
“A palavra chave é aprender. Creio que será uma grande oportunidade para trocas de conhecimentos entre todos os participantes! Que a gente consiga ter um bom desempenho”, concluiu.
“Vamos trazer todo mundo para cá para conhecer nosso trabalho. É algo muito importante para o futebol brasileiro como um todo”, essa foi uma das frases ditas por um dos idealizadores do projeto: Vitor Zanelli, vice-presidente de futebol de base, futebol feminino e futsal do Flamengo.
O objetivo rubro-negro vai além do torneio dentro das quatro linhas, o “intercâmbio” entre os participantes é o que chama atenção. Haverá um workshop entre as comissões técnicas dos oito times para apresentação do processo de formação, abordando temas como estrutura e metodologia de trabalho.
“Nós já estamos colhendo os frutos. A competição nos trouxe muitos contatos de outros clubes, que já estão procurando para participar do torneio do ano que vem. A iniciativa foi muito importante porque saímos na frente, novamente. Mais uma vez o Flamengo toma a iniciativa de fazer algo diferente e algo muito importante para o futebol brasileiro como um todo, em matéria de divulgação do nosso trabalho de base. Não é só do Flamengo, é do futebol do Brasil inteiro. Estamos tentando trazer os os olhos do mercado para o nosso país e isso é uma coisa importante demais. Acompanhar e melhorar cada vez mais o conhecimento que o mercado tem no futebol brasileiro” – disse Zanelli e concluiu:
“Nós vimos muitas coisas ao longo dos anos em que fizemos o processo de internacionalização das nossas equipes com viagens para conhecer outras culturas e disputar diversos torneios pelo mundo. Nós aprendemos muito sobre estrutura e organização dos eventos. Estamos procurando fazer tudo o que esperamos ter quando vamos disputar um torneio fora: de logística, comodidade e estrutura. Estamos tentando fazer o torneio de uma forma especial para que todos se sintam bem. Pensamos em muitos detalhes. A gente quer fazer um campeonato de altíssimo nível. Esse é o primeiro, mas queremos que isso entre no calendário anual de competições do Rio de Janeiro. Quem sabe não teremos outras categorias e o futebol feminino também?” (Da Redação com ge)





















