A estimativa de produção de mais de 707 toneladas de café conilon, totalizando cerca de 11,8 mil sacas do grão no Espírito Santo, pode ficar comprometida por falta de mão-de-obra em Barra de São Francisco e boa parte da região noroeste.
É o que se pode constatar nas redes socias, onde cafeicultores buscam desesperadamente, os ‘apanhadores’, oferecendo desde alojamentos modernos, quartos individuais e refeições, mas não conseguem encontrar quem vá trabalhar.
Como o preço da saca de café conilon está custando em torno de R$ 750 e o arábica, está a mais de R$ 1 mil, muitos apanhadores de café de Barra de São Francisco estão preferindo ficar em casa do que receber de R$ 15 a R$ 20 por casa, mesmo livre de despesas. Alguns dão até refeições.
“É a primeira vez que isso acontece aqui, não temos mão-de-obra, mesmo com todas as regalias oferecidas. Nas ruas da cidade a gente muitos homens e mulheres à-toa o dia inteiro, mas ninguém quer trabalhar na colheita do café”, relata um cafeicultor da região de Monte Sinai (Vermelha).
O cafeicultor Silvério Sindra, de São Domingos do Norte, por exemplo, colocou anúncio à procura de 15 pessoas para a colheita do café na sua propriedade, com pagamento de R$ 16 por saco. “Tenho alojamento organizado, quartos separados para casais e solteiros, não precisam levar colchão, tenho freezer no local, ambiente limpo e organizado”, alardeia o produtor em anúncio no Facebook.
Mas as respostas são negativas. “Aqui em Quatituba estão pagando 30 o cafe canelão. Não tá achando ninguém que quer ir apanhar, ou paga mais ou o café seca no pé. Depois que a samarco pagou algumas pessoas, aí mesmo que não tá achando ninguém por aqui”, relata uma moradora do município mineiro, vizinho ao Espírito Santo.
“Só porque ele gastou muito no café o povo é obrigado a apanhar do jeito que ele quer. Ele que plantou ele que colhe, tem ser R$ 50 por saco porque no mercado o pacote tá custando R$ 13 e ninguém dá desconto”, afirma Osmar Fontoura Costa.
Segundo a Conab, na variedade conilon, a colheita pode chegar a 17 milhões de sacas, 4,1% a mais do que no ano de 2021, das quais 11,8 milhões no Espírito Santo, Estado que apresentada a maior área para a produção da espécie no Brasil, seguido por Rondônia e Bahia. Ao todo, houve um aumento de 2,23 milhões de hectares para a cafeicultura no Brasil. (Da Redação)

























